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Coletivos feministas denunciam Moura por falas sexistas em sessão

Grupo alega quebra de decoro por parte do parlamentar, que se referiu a Rillo como “menina” e “nervosa” em tom depreciativo

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Divulgação/TV Câmara
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Coletivos feministas protocolaram uma denúncia no Conselho de Ética da Câmara de Rio Preto contra o vereador Bruno Moura (PRD), por suposta quebra de decoro parlamentar. O motivo são declarações feitas por Moura durante uma sessão extraordinária realizada no dia 26 de junho, em que ele teria usado termos considerados sexistas ao se referir ao vereador João Paulo Rillo (PSOL).

Durante a sessão, Moura interrompeu a fala de Rillo em dois momentos distintos, utilizando expressões como “tá nervosa a menina”, “não sei porque ele tá nervosa” e “tá nervosa à toa”, conforme trechos transcritos na denúncia. Para os denunciantes, o uso de expressões no feminino teve o objetivo de desqualificar e ofender o colega de plenário.

A representação é assinada por lideranças de movimentos feministas e da diversidade, incluindo a presidente do PSOL em Rio Preto, Luciana Fontes; Salene da Costa (Bancada da Diversidade); Maria Aparecida Trazzi Vernucci da Silva (Lugar de Mulher Onde Ela Quiser); Celi Regina (Elas Por Elas); e Carlos Ricceli Simões Marcelino (Coletivo Mais Orgulho Rio Preto).

Na denúncia, os coletivos afirmam que as falas de Moura configuram “conduta incompatível com o decoro parlamentar”, ao utilizar termos no gênero feminino como forma de agressão e menosprezo. “É inadmissível que o feminino ainda seja usado como forma de rebaixamento, especialmente no espaço público e político”, afirmam.

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Rillo também rebateu as declarações durante a sessão, dizendo: “Então respeita a minha fala. Já que você achou que iria me agredir, né? Se referindo a mim como se eu fosse uma mulher. Não, o senhor não me agride. Eu tenho o maior orgulho das mulheres”.

A denúncia ainda menciona uma nota de repúdio publicada pelo Conselho Municipal da Mulher de Rio Preto, que classificou as falas como uma tentativa de silenciar e inferiorizar não só o parlamentar atacado, mas todas as mulheres que lutam por igualdade de direitos.

O caso está agora sob análise do Conselho de Ética, presidido pelo vereador Anderson Branco (Novo). Até o momento, Bruno Moura não se manifestou sobre a denúncia.

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