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Confira os bastidores da política desta quinta-feira, dia 24 de dezembro

O jornalista Rubens Celso Cri traz na coluna Giro Político as principais notícias da política

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Edinho, o longevo

O prefeito Edinho Araújo, MDB, assume o seu 4º mandato como prefeito de Rio Preto dia 1º de janeiro de 2021. Edinho será o líder político de Rio Preto mais longevo nos 168 anos de fundação da cidade. Ficará 16 anos no cargo. O mais próximo foi Manoel Antunes. Foram 10 anos. Edinho vai ficar à frente da Prefeitura num período equivalente entre o nascimento de uma pessoa até ela alcançar a condição de um Jovem Aprendiz. Embora o prefeito seja um velho professor.

Depois da marola

A instabilidade política do século 20 impediu a construção de qualquer liderança política genuína. Aqui e no restante do país. Lula foi um “outsider” e Fernando Henrique Cardoso nasceu para a vida pública à sombra do Plano Real. Por isso, hoje, além de líderes, temos partidos fortes. FHC foi professor da USP, exilado no Chile e Europa, e senador após a renúncia de Franco Montoro, eleito para o governo paulista. Fernando era seu suplente. Passou a existir depois de Itamar Franco e o Plano Real.

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Doutor Ulisses

Em Rio Preto o (P) MDB governou 10 anos com Manoel Antunes, quatro com Toninho Figueiredo e em 2024 terá governado mais oito anos com Edinho. Serão 22 anos. Seriam 30 anos se Edinho Araújo tivesse sido eleito pelo MDB entre 2001 e 2008. Ele estava no PPS.

Calmaria

É o maior período de estabilidade política no Brasil desde 1889. Na década de 1930 chegamos a ter prefeito (intendente) anunciado e destituído pelos getulistas em apenas 24h.  

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Os mesmos e os novos

Edinho Araújo não fez grandes mexidas no secretariado que vai assumir dia 1º de janeiro. Apenas uma dança de cadeiras e mexidas pontuais para se adequar à nova configuração da Câmara Municipal. Entram o vereador Fábio Marcondes, no Esporte, e Márcia Caldas, na Habitação. Elas fortalecem a posição do prefeito e não o colocam em linha de colisão com nenhum outro grupo político. Aliás, mexer num time que venceu a eleição contra 9 candidatos no primeiro turno? Como?

Definidos

Até aqui, Edinho nomeou 15 secretários, o chefe de gabinete, o Procurador Geral do Município, o Superintendente do Semae e os diretores das Empresas públicas Empro (Empresa de Processamento de Dados) e Emcop (Empresa de Construção Popular).

Indefinidos

Faltam as nomeações para a Defesa Civil, o Procon, a Emurb (Empresa Municipal de Urbanismo), os subprefeitos de Talhado e Engenheiro Schmitt, e a cereja do bolo: a secretaria de Educação. A pasta tem um orçamento de R$ 400 milhões num Orçamento de R$ 2 bi. 

Jean no Trânsito

Edinho anunciou um assessor especial para a Secretaria do Trânsito. Indicado por Jean Charles, MDB, o Coronel Luiz Henrique Di Jacinto será responsável pela área de segurança. Mas não será o Comandante da Guarda Civil Municipal (GCM). Di Jacinto já foi Comandante do 17º. Assim que se formou na Academia do Barro Branco, Di Jacinto recebeu a patente de Tenente e ficou sob a chefia de Jean Charles. Na década de 1980. Tudo em casa. 

Blefe?

O professor nota 10, candidato emedebista a vereador e que não se elegeu, Diego Mahfouz, anda se mexendo, e faz algum tempo, para ser o novo secretário da Educação. Ele enfrenta resistências. Na verdade, Mahfouz tem problemas com a cúpula da Secretaria de Educação, não é o queridinho do prefeito e já é diretor de um Parque. Teria saído vereador para tentar se cacifar e conseguir o cargo. Saúde e Educação sãs os calcanhares de Aquiles de qualquer administração. Todo cuidado é pouco.

E a professora Sueli?

A atual secretária, Sueli Costa, e os técnicos da secretaria de Educação se viraram nos 30 durante a pandemia. Criaram um programa de educação à distância, readequaram o quadro do magistério para essa função e, ao lado da secretaria de Agricultura e Abastecimento, mantiveram a merenda escolar para as crianças de baixa renda. Edinho tem oito dias para fechar a porteira. 

Depois da derrota, o cargo

O vereador Jean Dornellas, MDB, não se reelegeu e ainda não foi convidado para nenhuma conversa ou indicado para nenhum cargo. Na última sessão, Dornellas ainda fez rasgados elogios a Edinho. Foi a última tentativa pública de reafirmar com quem está. Jean Dornellas se filiou ao MDB no apagar das luzes. Nenhum partido o aceitava porque ele ia fazer uma grande votação e ocupar o lugar de militantes antigos que tentam uma vaga há tempos. O bicho papão não era tão feio. 

Fora do páreo?

Foi Dornellas que indicou o atual diretor do Procon, Arnaldo Vieira para o posto. Estamos há oito dias da posse e Arnaldo também não foi chamado para conversar. Estaria conformado. Circula na Câmara a informação de que Dornellas já mandou o recado. Ele disse que “já havia feito um aceno ao alcaide e presidente MDB a respeito do Procon. Por isso aguardo”, diz.

Adversário curte

Nos corredores da Câmara, a piada na boca de poucos é que Dornellas teria dito: não aceito um cargozinho como o Proconzinho. Jean Dornellas é advogado especializado em Direito Trabalhista e na Defesa do Consumidor. São milhares de atendimentos para resolver problemas nas relações de consumo. Uma bela vitrine.

Zero a Zero

Jean Dornellas já fez oposição a Edinho. Numa das campanhas anteriores com um microfone na mão insuflou uma turba de militantes a expulsar o atual prefeito da região norte durante uma visita. O ato foi desproporcional e causou espanto. Provocado, Dornellas disse durante uma sessão que à época era muito moço, inexperiente e que isso jamais voltaria a acontecer.

Os 2

Com a indicação de Fábio Marcondes, PL, para a secretaria de Esporte, e a do Coronel Di Jacinto para a secretaria de Trânsito, por indicação de Jean Charles, a briga pela presidência da Câmara se reduz a dois nomes: Paulo Pauléra, PP, e Pedro Roberto, Patriotas.

Seis eleitos e 1 suplente

Na Câmara teremos sete novos vereadores: João Paulo Rillo, Psol, Bruno Marinho, Patriotas, Bruno Moura, PSDB, Cabo Júlio Donizete, PSD, Odélio Chaves, PP, e o novato Robson Ricci, Republicanos, jornalista da TV Record. O outro não foi eleito, mas assume como suplente no lugar de Fábio Marcondes: Rossini Diniz, PL.

Pedro, o grande?

Segundo Pedro Roberto, o prefeito Edinho “está aguardando o andar do processo” que vai definir o novo presidente da Câmara Municipal. Ainda não teria dado nenhum sinal. O vereador do Patriotas diz que conversa com todo mundo para ser o novo presidente da Câmara e que não quer dividir. Pelo contrário. Conversa com a base e com a oposição. Diz que tem votos nos dois lados.

Republicanos se posiciona

Diego Polachini, presidente do diretório municipal do Republicanos que lançou a Coronel Helena como candidata de oposição ao prefeito Edinho Araújo tem, em sua página de Facebook, uma publicação em que Pedro Roberto agradece o apoio dele à sua tentativa de ser presidente do Legislativo.

Daqui eu não saio

Paulo Pauléra, que tem lastro na base do prefeito, está viajando e só volta dia 28. Sem problemas. Muitas eleições para a presidência da Câmara foram definidas em plenário durante as votações, de dois em dois anos nos dias 1º de janeiro.

Não se mete, mas cuida

O prefeito Edinho Araújo faz bem em se manter longe dessa disputa. Afinal, os dois vereadores que permanecem nela fazem parte da base do prefeito. Se ele se posicionar, vai se afastar de um dos dois grupos e ter problemas durante a votação. Para o prefeito, o ideal seria o consenso.

Briga pela vice

Essa disputa não se resume ao cargo de presidente. A eleição é para a Mesa Diretora. O vereador Anderson Branco, PL, anunciou que é o candidato a vice-presidente na chapa do Pauléra. Mais um motivo para o distanciamento do Republicanos. Hoje, a vice-presidente da Câmara é a vereadora do partido, Karina Carolina, daquele partido.

Status

Pior: para nada. São cargos decorativos. Não garantem qualquer tipo de poder, nem um salário diferenciado. Cumpre função administrativa. Define com o presidente a pauta de votação e questões administrativas internas. No mais, só status e algumas linhas no currículo. Se o presidente renunciar, for afastado ou morrer, o vice não assume. É convocada uma nova eleição. O vice permanece o vice.   

A gripezinha

Em um grupo de whatsapp o atual vice-prefeito Eleuses Paiva, presidente do diretório municipal do PSD, teria dito que dificilmente o novato Cabo Júlio, do partido, toma posse dia 1° de janeiro. Ele está na UTI em tratamento contra a Covid-19. O caso é grave. Ele teria feito uma traqueostomia.  Faz um mês que o ex-vereador Beleloy está na UTI. Há dias o secretário de Governo, Jair Moretti, foi internado por causa da doença. A relação ética médico e paciente impede mais informações. É a gripezinha do Capitão.

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