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Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 1 de outubro

O jornalista Rubens Celso Cri traz na coluna Giro Político as principais notícias da política

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Recape

Na sessão da última terça foi aprovado empréstimo de R$ 300 milhões que o prefeito pretende tomar para obras de infraestrutura urbana. Pela primeira vez havia público com posição definida (contra a aprovação do texto) na galeria e isso surpreendeu alguns novatos. Quem assistiu à sessão, ficou com a certeza que alguns vereadores não querem que o povo frequente a Casa quando tem posição contrária.

Cospe aqui

A situação ficou tão tensa entre os manifestantes e vereadores, que houve bate-boca e quase agressão física. O vereador Bruno Moura, PSDB, chegou a dizer para um manifestante que na saída estaria lá. Quem viu, se lembrou da velha frase do Ensino Fundamental: “te espero lá fora depois da aula”. Precisou ser acalmado pelos vereadores Jean Charles Serbetto, MDB, e Odélio Chaves, PP.

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Vai longe

O que é que vai acontecer quando for votado o pedido para a prorrogação do contrato do transporte coletivo? Só a Guarda Municipal não será suficiente. Faltam 35 dias para cessar o contrato e em uma nova tentativa de entender o processo, João Paulo Rillo protocolou mais um novo requerimento convocando o secretário de Trânsito, Amaury Hernandes. Claro que o requerimento vai ser rejeitado. Mas Rillo quer mesmo é colocar o assunto na ordem do dia.

O Regimento, seu Pedro

O vereador Pedro Roberto precisa observar o Regimento mesmo que não goste do que está escrito. É o jogo. O Regimento autoriza que esvazie a galeria quando ela impede votações. Vereadores da base foram interrompidos e impedidos de continuar votos e de se expressarem e o presidente apenas advertiu ou apertou o botão da campainha pedindo silêncio durante duas horas.

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Tá puxado

Tem vereador da base do prefeito que não gostou nem um pouco em ver o projeto que prorroga o contrato do transporte coletivo chegar à Câmara faltando apenas 35 dias para o seu final. Por exemplo: sem perceber e com o microfone aberto Odélio Chaves disse que quer explicações sobre o estudo que propõe qual a saída para o transporte coletivo encomendado à USP/São Carlos por R$ 240 mil. Um vereador da base disse que do jeito que está, “não vai votar”. Vereador da base.

Rescaldo

Não será surpresa para ninguém se for pedido urgência no projeto da vereadora Cláudia De Giulli, MDB, que propõe duas sessões às terças-feiras, em pleno horário de trabalho, das 9h às 13h, e das 14h às 18h. Depois da sessão da última terça, da participação de popular na galeria e da pressão sobre os vereadores para rejeitar o projeto que autorizou o Executivo contratar empréstimo de R$ 300 milhões, nada será como antes. Afinal, quem precisa de povo depois de eleito?

Olha o xixi

O projeto da Cláudia propõe duas sessões às terças e pune quem não cumprir o Artigo 246 do Regimento Interno, ainda tramita sem emendas. Como adiantamos ele impede que qualquer vereador deixe o Plenário se se o Artigo 246 não estiver em vigor. Para estar em vigor, o prefeito precisa pedir de licença. Sem que ele esteja em vigor, o vereador não poderá nem ir ao banheiro. Perde R$ 400,00 no salário.

E daí?

O projeto também abre uma frente de desgaste com funcionários da Casa. Atrapalha o andamento os trabalhos. Na série Game of Thrones o avô do Rei pergunta a um de seus filhos: “o que você acha que os leões pensam quando estão atacando as ovelhas”? Ele mesmo responde: “nada”. Absolutamente, “nada”.

Dengue

Atual presidente, Pedro Roberto, na terceira idade, testou positivo para dengue. Vai descansar após passar mal. O precedente não é legal. Ex-presidente da Câmara, Alcides Zanirato pegou dengue, evoluiu para hemorrágica, e faleceu. É bom lembrar, no entanto, que Zanirato tinha uma série de comorbidades.

Coador

Depois que a poeira assenta descobre-se que o prefeito Edinho Araújo, MDB, tem apenas dois vereadores que lhe fazem oposição. Pedro Roberto, Patriotas, e João Paulo Rillo, Psol. Ricci, Republicanos, é um pêndulo, enquanto Karina Carolina, Republicanos, vota com o prefeito provavelmente como estratégia do partido para manter a porta aberta e, ao mesmo tempo, deixar claro para JP Rillo que estão juntos apenas quando têm um adversário comum.

Aprendeu tudo

Coronel Helena, ex-candidata a prefeita e pré-candidata a deputada estadual, e o presidente do diretório municipal do Republicanos, jornalista Diego Polachini, acompanharam juntos a última sessão da Câmara. Ela reapareceu no cenário político expondo sonhos. “Estou preocupada com a conta que vou ter que pagar quando for prefeita”. Diego cuidou dos ovos. Ficou de olho nos pupilos e decidiu para onde vão os dois votos do Republicanos na Câmara. Embora fruto de todas as distorções da estrutura política brasileira na República, ele tem faro e sabe jogar.

Se rendeu

O alinhamento do vereador Renato Pupo, PSDB, ao prefeito Edinho Araújo é um caminho sem volta. A chamada independência desapareceu. Essa peça de teatro virou farsa. Pupo confessou na sessão que foi pressionado pelo partido. Citou o presidente local, a secretaria que o partido ocupa, etc. e tal. A pressão também deve ter sido virtual, vinda de Marco Vinholi, secretário de Dória e presidente estadual do partido, a quem Pupo é próximo. Perdeu amigos que sempre confiaram na sua palavra, votos e começa a perder o respeito duramente construído. Quem vai pintar a parede de preto não pode usar tinta branca.

Isso custa

Afinal, quem é que está com quem no PSDB? Muito se falou que o partido estava incomodado com o comportamento do vereador Bruno Moura, PSDB. Na última sessão, ele quis brigar fisicamente com manifestantes na galeria. Voluntarioso e reincidente. Pelo visto, hoje, Bruno é muito mais PSDB Rio Peto do que Renato Pupo. Na verdade, Pupo se rendeu às posições de Bruno, com quem tem mantido uma relação complicada. Ao final, ambos acabaram rompendo com o Denílson Marzocchi, o que queria sair candidato a prefeito pela legenda, mas acabou apagado. E com Coronel Vicente, ex-candidato a vereador, presente e contra o empréstimo.

PSDB quer expulsar Bruno Moura

O deputado estadual e presidente da Assembléia Legislativa do estado, Carl]ao Pignatari, PSDB, pediu à direção do partido para expulsar o vereador Bruno Moura. Ele alega que Moura chamou João Dória de “vagabundo”, “sem vergonha” e que não assina em baixo do que ele escreve. Os comentários foram feitos durante sessão.

 

 

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