Política
Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 11 de dezembro
O jornalista Rubens Celso Cri traz na coluna Giro Político as principais notícias da política regional
SEM SURPRESA
O prefeito Edinho Araújo anunciou no final da tarde de ontem mais nomes para o secretariado do governo que se inicia no dia 1º de janeiro de 2021. São eles, Jair Moretti (Secretaria de Governo e Riopretoprev), Jorge Luís de Souza (Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Negócio de Turismo), Pedro Ganga (Secretaria de Cultura), Pedro Pezutto Júnior (Secretaria de Agricultura) e Kátia Penteado Casemiro (Secretaria de Meio Ambiente). Nenhuma surpresa. As secretarias que já conhecem os titulares a partir de janeiro são técnicas e a maioria dos cargos é ocupada por funcionários de carreira. A exceção é Orlando Bolçone, o vice, no Planejamento. Indicação política.
EM ISOLAMENTO
Bruno Nabuco, jovem rio-pretense filiado do PSDB, está em isolamento residencial depois de testar positivo para Covid-19. Ele foi candidato a vereador na capital, obteve pouco mais de 900 votos, não se elegeu, mas ficou na suplência.
ESFINGE
Especulam-se quais os nomes que devem deixar o governo. É dado como certa a saída da secretária de Esporte, Cléia Bernadeli. É voz corrente na Câmara e em gabinetes do prédio ao lado que Fábio Marcondes, PL, deverá ser um dos novos secretários. Ele sempre desejou o Trânsito – secretaria que tem visibilidade, controla as concessões de transporte público, é protagonista do projeto de Mobilidade Urbana e tem sob seu guarda-chuva a Guarda Civil Municipal (GCM) menina dos olhos do vereador. No entanto, dizem que a estrada do vereador termina no Centro Regional de Eventos, sede da Secretaria de Esporte.
PAULÉRA FORA É FAKE
O outro foco de incertezas está Câmara. A nova mesa diretora e seu presidente serão eleitos dia 1º de janeiro. É o primeiro ato dos vereadores. Empossados, elegem a presidência e os outros membros da mesa diretora. Na quarta-feira durante a sessão chegou a circular a informação de que Pauléra estaria abrindo mão da presidência. No entanto, a realidade não passaria por essa informação. “Pura fake news”, diz um vereador. Outros juram de pés juntos que ele fica na presidência. Quando o ambiente desanuviar ele estará sentado na presidência novamente.
OS TRÊS DA BASE
O problema é que os três pretendentes ao cargo são da base do governo Edinho. Paulo Pauléra, PP, Jean Charles, MDB, e Pedro Roberto, Patriotas. Fica difícil para o gabinete se meter nessa briga. A informação é de que Edinho não vai interferir. Seria o ideal, mas acredito que o prefeito terá que dar uns pitacos. Ao montar o secretariado, Edinho pode convidar vereadores e abrir vaga para um ou outro suplente. Ele só vai fazer isso se tiver a certeza que o suplente não é um adversário político que vai votar contra ele. É como tecer seda.
À LUZ DO DIA
Tem uma pedra no meio do caminho. Quem articula à luz do dia para ser o novo presidente é Pedro Roberto. Ela entra em seu 5º mandato dia 1º. Informou na manhã desta quinta que conversa com vereadores, incluindo os novatos, e propõe uma presidência participativa, onde as decisões sejam colegiadas. Com esse discurso, Pedro vem atraindo tanto situação como oposição. Na realidade, mesmo que não use essa palavra, ele quer que a direção da Câmara dê uma arejada e democrática.
PEDRO E O REPUBLICANOS
Há uma semana o jornalista Diego Polachini, presidente do diretório municipal do Republicanos em Rio Preto, revelou que propõe que a Câmara de Rio Preto se espelhe na Câmara Federal e eleja um presidente independente, que seja protagonista de propostas importantes para a cidade e os dois vereadores de seu partido vão definir seus votos a partir dessa premissa. Polachini vê com bons olhos a candidatura de Pedro Roberto. O entrave entre os dois é que Polachini pede uma Câmara independente. Pedro Roberto é da base do prefeito.
MENINO LEVADO
Em que pese todas as palavras de incentivo e de aprovação pelo trabalho realizado por Pedro Roberto, nada garante, no entanto, que o 8º andar está com ele. Ele acredita que sim, que não haja nenhuma objeção. Ainda assim, tem vereador que lembra que Pedro nem sempre foi fiel ao dar seus votos e que chegou a votar contra o prefeito algumas vezes. O vereador do Patriotas não acredita nisso. “O (Jair) Moretti tem dito que eu sou um vereador sério”.
FECHANDO O ANO
A Câmara realiza apenas mais uma sessão ordinária esse ano. Dia 15, terça-feira, será a 44ª e última sessão ordinária do ano. Mas, os vereadores vão continuar trabalhando. Já são três sessões extraordinárias convocadas pelo presidente Paulo Pauléra. Uma na própria terça e outras duas na quarta, dia 16 de dezembro. O recesso começa da 20 de dezembro.
LIMPANDO
As sessões extraordinárias vão servir para limpar a pauta de 2020. São dezenas de projetos de vereadores, do prefeito e outros 40 vetos encalhados. Os projetos dos vereadores que não foram eleitos permanecem para ser votados nas sessões do ano que vem, mas subscritos por vereadores eleitos.
“VOCÊ É PATOLÓGICO”
Na sessão da última terça-feira tivemos o início do fim do péssimo relacionamento entre os vereadores Anderson Branco, PL, e Marco Rillo, Psol. Novamente os dois trocaram amabilidades. Rillo disse que Branco é patológico e que foi reeleito porque faz projetos demagógicos. “Ele sabe que são ilegais e que o prefeito vai vetar e proibir”, disse Rillo. Faz, afirma o psolista, porque o eleitor só vê a aprovação do projeto e não o veto.
COLO DE MÃE
O projeto de Branco aprovado ontem cria um auxílio emergencial municipal no valor de um salário mínimo. A Constituição proíbe vereador de criar despesas. O projeto foi aprovado. Ninguém vota contra benefícios. O problema cai no colo do Edinho. Ele veta e assume o papel de prefeito sem coração.
“ULTRAPASSADO”
Branco devolveu a Marco Rillo. Lembrou que o vereador de cinco mandatos, sugerindo que ele está ultrapassado por causa da idade e que teve uma votação para prefeito insignificante e desmoralizante. “Se fosse comigo eu me mudaria de Rio Preto de vergonha”. Bem, Rillo deixa a Câmara. Branco continua. No entanto, sobram outros vereadores declaradamente desafetos de Branco. Vamos aos próximos capítulos.
O JOÃO VEM AÍ
Rillo pai sai. Entra Rillo filho. Ex-vereador, ex-deputado estadual, o membro da segunda geração da família Rillo tem a língua mais afiada do que adaga árabe. Corta pensamento. Branco vai continuar sem o merecido sossego. O detalhe é que João Paulo Rillo é um político diferenciado, lê muito, é bem informado e, talvez, não se volte para briga de lavadeiras. A galera agradece.
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