Redes Sociais

Economia

Construtoras de Rio Preto correm contra prazo da reforma tributária

Diretor regional do SindusCon-SP alerta para riscos de penalidades e diz que empresas que se anteciparem terão vantagem competitiva

Publicado há

em

Divulgação
Ads

As empresas da construção civil de Rio Preto e região têm poucos dias para concluir a adaptação às novas exigências da reforma tributária. A partir de 1º de agosto, termina o período de flexibilização para parte das obrigações acessórias, e quem ainda não estiver adequado poderá sofrer as penalidades previstas na legislação.

Para o diretor da Regional de São José do Rio Preto do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Rafael Coelho, o maior desafio é que muitas empresas ainda estão ajustando seus processos a um modelo que muda significativamente a gestão tributária do setor.

“A principal preocupação é que muitas empresas ainda estão em processo de adaptação a um novo modelo tributário que altera significativamente a forma de gestão dos negócios. Além da necessidade de revisar sistemas, processos internos e controles fiscais, será indispensável acompanhar de forma muito mais rigorosa toda a cadeia de fornecedores, já que o aproveitamento dos créditos de CBS e IBS dependerá da regularidade das operações”, afirma.

Segundo Coelho, a construção civil enfrenta uma situação mais complexa do que outros segmentos da economia porque trabalha com empreendimentos de longa duração. “Os empreendimentos têm ciclos longos e conviverão, até 2033, com regras tributárias diferentes durante o período de transição”, explica.

Ads

Ele alerta que as empresas que não concluírem a adequação poderão enfrentar consequências importantes. “Podem ocorrer penalidades legais, aumento do retrabalho, insegurança jurídica e impactos significativos no fluxo de caixa”, destaca.

Diante desse cenário, o SindusCon-SP intensificou as ações de orientação por meio do Grupo de Trabalho Tributário do Conselho Jurídico, formado por especialistas da entidade e representantes de construtoras associadas. O grupo debate os impactos da reforma e encaminha ao Governo Federal as principais dúvidas do setor.

Para reduzir os riscos, Rafael Coelho defende que o momento exige planejamento.

“As empresas precisam tratar a gestão tributária como uma questão estratégica, promovendo a atualização dos sistemas de gestão, capacitando suas equipes e fortalecendo os controles internos. Também será fundamental revisar contratos, acompanhar a situação fiscal dos fornecedores e organizar corretamente a documentação das operações para garantir o aproveitamento dos créditos tributários”, afirma.

Ads

Apesar das dificuldades da transição, o diretor regional acredita que a reforma também abre espaço para ganhos de competitividade.

“A expectativa é de que o novo modelo incentive a formalização da cadeia produtiva, estimule investimentos em tecnologia e contribua para o aumento da produtividade das empresas. A construção civil sempre demonstrou capacidade de se reinventar diante de grandes mudanças. Agora, as empresas que compreenderem rapidamente as novas regras, ajustarem seus processos e se prepararem de forma antecipada estarão em posição mais competitiva para aproveitar as oportunidades desse novo ambiente tributário”, conclui.

AS MAIS LIDAS