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Corregedoria instaura inquérito para investigar denúncia de corrupção passiva na DIG

Empresário preso por receptação alegou que delegado cobrou dinheiro como condição para que ele respondesse em liberdade

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A pedido da Justiça, a Corregedoria da Polícia Civil de Rio Preto instaurou inquérito para investigar denúncia de corrupção passiva envolvendo policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais.

Isso porque o empresário João Ricardo Pedrassoli Calixto, preso em agosto de 2019 por receptação e condenado recentemente, acusou o delegado Paulo Buchala Júnior de ter cobrado dinheiro como condição para que ele respondesse ao crime em liberdade.

Porém, ao ser ouvido formalmente no procedimento instaurado pelo delegado corregedor Paulo de Tarso Amaral Marcondes, se retratou da acusação dizendo que o valor solicitado pelo delegado foram os R$ 2 mil arbitrados como fiança. Quantum, inclusive, que foi documentado no auto de prisão em flagrante.

Em depoimento via Google Meet, Calixto justificou que estava nervoso na audiência judicial e não conseguiu articular com exatidão o raciocínio. Ele também atribuiu a qualidade da conexão de internet como fator que comprometeu o entendimento do que era dito pelo juiz, promotor e advogados dele. Alegou ainda que não teve intenção de acusar os policiais civis de corrupção e que os investigados nunca lhe solicitaram dinheiro.

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Se ficar comprovada que a alegação em juízo foi mentirosa, não haverá consequências para os agentes, mas poderá resultar em nova condenação para o empresário, desta vez pelo crime de denunciação caluniosa.

Fato semelhante foi reportado recentemente pela Gazeta de Rio Preto. Um idoso que acusou policiais civis de prevaricação (teriam se recusado a registrar um boletim de ocorrência) foi condenado a prisão pela Justiça.

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