Cidades
CPI da Telefonia Móvel começa nesta sexta-feira (dia 16)
Vereadores de Rio Preto vão investigar falhas na prestação de serviços de operadoras de celular
Sair de casa e ir para a calçada para realizar uma ligação de celular é uma situação desconfortável e já virou rotina em muitos bairros de Rio Preto. Tanto que o assunto foi parar na Câmara de Rio Preto, onde os vereadores decidiram implantar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possíveis irregularidades na prestação de serviços de telefonia móvel no município. Os trabalhos da comissão terão início nesta sexta-feira (dia 16).
No começa da semana, a Câmara oficializou os integrantes da comissão, que terá Paulo Pauléra (presidente), Marcio Larranhaga (relator), Carlão dos Santos (membro) e Celso Peixão (suplente).
Segundo Pauléra, diariamente os parlamentares são procurados por pessoas que reclamam da falta de sinal em bairros da cidade. “Recebemos inúmeras reclamações, seja de ausência de sinal, cobranças indevidas e até créditos que simplesmente desaparecem”, afirmou o vereador.
Ainda segundo o parlamentar, o objetivo do grupo é identificar os problemas e tentar melhorias, assim com teria ocorrido em investigação similar sobre a falta de energia. “Vamos lutar para resolver esse problema. É inadmissível que usuários em alguns bairros literalmente precisarem fazer malabarismo para conseguir sinal no celular. Nosso objetivo é conseguir o mesmo sucesso que tivemos na CPI da CPFL, pois conseguimos solução para falta constante de energia em muitos bairros. Agora chegou a vez de uma solução para os celulares”, destacou.
Os transtornos colocaram as principais operadoras de celular que atuam na cidade entre as 10 primeiras na lista de reclamações do Procon em Rio Preto no ano passado. “As empresas de telefonia, ainda estão entre as campeãs de reclamações no PROCON. Entendemos que a cidade cresceu, mas se telefonia continua prestando seus serviços e vendendo produtos, ela precisa se adequar à necessidade do consumidor e o mesmo precisa reclamar”, afirma o diretor do Procon Alcides Zanirato.
A reportagem entrou em contato com a Anatel, Agência Nacional de Telecomunicação, para saber quais seriam as exigências para a prestação do serviço, porém até o encerramento desta edição não teve retorno.
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