Política
CPI quer saber consumo médio de combustível por parte da Prefeitura de Rio Preto
Suposto desvio de gasolina e diesel é foco de investigação na Câmara
Os membros da CPI dos Combustíveis que investiga suposto esquema de desvio de combustíveis da garagem municipal de Rio Preto, entre janeiro de 2013 e dezembro de 2016, durante o governo do ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB), realizou nesta quarta-feira, 28, a primeira reunião de trabalho. A comissão é composta pelos vereadores Pedro Roberto Gomes (PRP), como presidente, Anderson Branco (PR), relator e Renato Pupo (PSD), como integrante.
No encontro ficou definido que o grupo irá encaminhar ofícios a Prefeitura, nos próximos dias, para colher informações a respeito do consumo interno de gasolina e óleo diesel do maquinário da Secretaria de Serviços Gerais.
Para solicitar a abertura da investigação, o vereador Marco Rillo (PT) apresentou denúncia de que combustíveis foram retirados de bombas da garagem em galões e tambores destinados ao “consumo interno” da Secretaria de Serviços Gerais, mas que seriam desviados para uso de terceiros.
“Vamos solicitar as requisições do período para saber quem autorizou e quem pegou os produtos. Saber a quantidade de equipamentos e saber a autonomia de cada equipamento para ter uma ideia do consumo médio diário”, diz o presidente da CPI, vereador Pedro Roberto Gomes.
Para solicitar a abertura de investigação Rillo recebeu documento chamado Relatório de Abastecimento por Unidade Analítico, emitido pela Secretaria de Administração, responsável pelo gerenciamento da garagem municipal, onde estão armazenados o combustível da Prefeitura. Segundo o petista, existem “fortes indícios” de que parte da gasolina e óleo diesel que deveria abastecer o maquinário da Prefeitura, como máquinas de roçar grama e cortadeiras de asfalto, por exemplo, acaba servindo para abastecer, provavelmente, os veículos de funcionários. Este combustível não é destinado ao abastecimento da frota oficial de veículos. “Queremos saber também se as empresas terceirizadas retiravam combustível da Secretaria de Serviços Gerais ou não. Outra dúvida é se estes maquinários deles utilizam combustível do município”, explica Pedro Roberto.
Após encaminhado os ofícios e com as informações, os membros da CPI irão convocar as primeiras pessoas para prestar depoimentos.
Questionada anteriormente a Prefeitura informou que “as requisições e gastos com combustíveis são rigidamente controlados. A Prefeitura está à disposição para responder de forma transparente aos questionamentos, como é de praxe neste governo”. A partir de agora a CPI tem 120 os dias para fazer a investigação e apresentar o relatório final com a conclusão de tudo o que foi apurado.
Números elevados
O vereador Marco Rillo apresentou à Gazeta de Rio Preto a quantidade de litros de óleo diesel e gasolina consumidos pela Prefeitura de Rio Preto, entre 2013 e 1016, apenas para abastecer o maquinário que realiza pequenos serviços, como roçada do mato alto e cortadeiras de asfalto. Os números serviram de base para ele solicitar a abertura de CPI no Legislativo. Confira:
Gasolina:
Em 2013: 16.982 litros
Em 2014: 19.700 litros
Em 2015: 18.087 litros
Em 2016: 16.314 litros
Óleo Diesel:
Em 2013: 23.561 litros
Em 2014: 24.265 litros
Em 2015: 23.250 litros
Em 2016: 23.180 litros
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