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Dia da Pizza: conheça a verdadeira origem dessa iguaria
Originária do Egito, a pizza chegou ao Brasil no final do século 19
Ao contrário do que pensamos a pizza não nasceu na Itália, e sim no Egito, na época dos Faraós. Foi lá que ganhou os ingredientes e o formato redondo que usamos até hoje na sua preparação. Ela foi inventada no Egito há 6 mil anos e era consumida por egípcios e hebreus. Nasceu como uma simples mistura de farinha e água com o formato do conhecido pão árabe. Era chamada Pão de Abrahão ou “piscea”.
O prato popular chegou à Grécia onde à farinha de trigo foram acrescentadas farinhas de arroz e de grão-de-bico e passou a ser assada em tijolos quentes. Entre trezentos e duzentos anos antes de Cristo, na Fenícia, sobre a massa foram acrescentados carnes e cebola. Na Era Medieval ela se popularizou entre os muçulmanos.
E foi por causa do intenso intercâmbio cultural promovido pelas Cruzadas, na Idade Média, que ela chegou num porto de Nápoles. Na Itália se transformou na comida dos pobres. Logo o alimento era conhecido em todo o sul da Itália. A diferença é que na região ela começou a receber os ingredientes locais como o óleo de oliva, e o tomate, recém-chegado das Américas, levado pelos espanhóis.
Ela chegou como uma peça comprida, alongada, que era transformada em um sanduíche, o pão árabe dobrado com o recheio no meio. Mas logo ganhou o formato definitivo, o atual, redondo. Foi em Nápoles que ela passou a ser popularmente chamada de “picea” e era um disco de massa de farinha assado, coberto com os mais variados produtos. Incluía toucinho, peixes fritos e queijo.
Mas foi no século 19 que a pizza se transformou no alimento das elites italianas. Raffaelle Espósito, padeiro napolitano, revolucionou o jeito de fazer o alimento. A serviço do rei Umberto I e da rainha Margherita, decidiu fazer uma homenagem à monarca. Fez uma pizza com as cores da bandeira italiana, usando tomates, ervas e muçarela, mas a verdadeira, que nasceu como um queijo feito com leite de búfala. Batizou o prato de Margherita em homenagem à rainha.
O prato ficou tão popular e famoso que fez nascer a primeira pizzaria do mundo, a Port’Alba, que virou o point da elite financeira e cultural da Itália. Era frequentada por escritores como Alexandre Dumas.
No Brasil ela desembarcou com os imigrantes italianos no final do século 19 início do 20. Primeiro, era apreciada no Brás. Ficou segregada aos italianos e ao bairro até os anos 50 do século passado. A partir daí se disseminou pelo país como um rastilho de pólvora. Gostosa, rápida e fácil de fazer, se transformou numa opção de alimento fácil e delicioso. Hoje, São Paulo tem mais pizzarias do que a cidade de Roma. Só perde para Nova Iorque.
No Brasil ela se popularizou de tal forma, e é tão intensamente consumida, que virou um prato que serve para debochar do jeitinho brasileiro em “ajeitar” imensos volumes de situações difíceis e que recebem sentenças judiciais que não levam a punições: as falcatruas da vida pública nacional que nunca são punidas, principalmente quando tem poderosos envolvidos. Aqui, é tão natural como comer uma pizza, por isso, “tudo acaba em pizza’.
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