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Doria promete terceira faixa na SP-310 e batalhão estilo Rota

Governador eleito, no entanto, não explica como pretende tirar do papel a terceira faixa e os prazos para novo batalhão, denominado Baep

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O governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), terá de honrar pelo menos duas promessas para a população de Rio Preto, feitas às vésperas da eleição do último domingo, dia 28. Doria produziu um vídeo, amplamente divulgado pela assessoria e por apoiadores, em que promete a implantação da terceira faixa na rodovia Washington Luis (SP-310), entre Cedral e Mirassol, além de uma unidade do Baep (Batalhão Especial da Polícia Militar) na cidade.

“Vamos acelerar a implantação da terceira faixa dando mais agilidade ao trânsito local”. Sobre o Baep, Doria destacou que os bandidos morrem de “medo” uma vez que os policiais do batalhão são padrão Rota. “Serão 300 policiais no padrão Rota, e com a Rota ninguém brinca. Bandido se pela de medo. Eles vão estar equipados, bem armados e bem treinados. E isso vai combater a criminalidade e dar mais tranquilidade a população de Rio Preto”, disse o recém-eleito governador.

A Gazeta de Rio Preto entrou em contato com a assessoria de Doria para entender como ele pretende agilizar a implantação da terceira faixa na SP-310 e quais os prazos para a vinda do novo batalhão da polícia. Até o fechamento desta edição não obtivemos nenhuma informação sobre as ações prometidas para Rio Preto.

Terceira faixa

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Em julho deste ano a Gazeta de Rio Preto trouxe reportagem que mostrava as dificuldades dos motoristas que trafegam pela rodovia Washington Luís (SP-310), justamente pela ausência da terceira faixa, entre Cedral e Mirassol. O intenso fluxo de veículos que se deslocam das cidades vizinhas até Rio Preto e os próprios moradores da cidade que utilizam a rodovia, tem provocado nos últimos anos intensos congestionamentos.
Em pelo menos duas visitas a Rio Preto, em 2015 e 2016, o então governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi cobrado sobre a construção da terceira faixa.

Na primeira, anunciou que a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) determinou à Triângulo do Sol a apresentação de estudo para criar uma terceira faixa de rolagem nos dois sentidos da Washington no trecho que corta Rio Preto e Mirassol. O tucano afirmou ainda que como a obra não estava prevista no contrato assinado com a concessionária, a Triângulo do Sol, o governo do Estado aguardava uma autorização do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para fazer o aditamento do contrato com a empresa.

Segundo Alckmin, o contrato com a empresa exige a ampliação do número de faixas quando é registrado aumento significativo no VDM (Volume Diário Médio). Esse valor é obtido por meio da verificação do total de veículos que passam diariamente pela rodovia. Em 2010, a concessionária Triângulo do Sol registrou média de 53.180 veículos por dia no trecho urbano da Washington. Três anos depois, o volume saltou para 61.527 automóveis, o que representa um aumento de 16% no período. O número de acidentes também subiu de 225 para 237. De acordo ainda com Alckmin, após a verificação dos números mais recentes do VDM, a concessionária deveria executar a obra. Com a demora em apresentar o projeto da terceira faixa e com vários acidentes registrados no trecho, com vítimas fatais, o promotor de Justiça Cláudio Moraes, de Rio Preto, entrou com ação civil pública contra o Governo de São Paulo e a concessionária Triângulo do Sol, para assumirem a construção de terceira faixa na Washington Luís, entre Mirassol e Rio Preto, em até oito meses. Mesmo com as promessas de Alckmin, o Estado foi rápido e derrubou a liminar que obrigava a obra, orçada em R$ 350 milhões.

O recurso da Procuradoria do Estado sustentou que o fluxo de veículos no trecho da rodovia entre Mirassol e Rio Preto não é considerado “crítico”. Além de afirmar que o prazo de oito meses é insuficiente para início da obra – seria necessário pelo menos um ano -, o governo afirmou no recurso que a terceira faixa não está prevista no contrato de concessão da rodovia para a Triângulo do Sol. Por isso, a empreitada teria impacto na tarifa de pedágios.

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Baep em Rio Preto

A promessa de Doria para implantação de um BAEP (Batalhão Especial da Policia Militar), em Rio Preto, deve colaborar para redução no número de crimes de alto poder ofensivo. Levantamento feito pela Gazeta revela que neste ano foram registradas 42 mortes violentas, sendo 37 homicídios e 5 latrocínios (roubo seguido de morte) na cidade. Os números, de janeiro a outubro, já superam os verificados em todo o ano passado quando foram ao todo 39 assassinatos.

Além das mortes de natureza violenta, neste ano, até setembro, segundo dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública, ainda foram registradas 27 tentativas de homicídios, 801 ocorrências de roubos, 4.968 ocorrências de furtos, 700 veículos furtados e 57 veículos roubados.

Rio Preto conta apenas com a Companhia de Ações Especiais (Caep), criada em abril de 2015. Os policiais que compõem o Caep são preparados para atuar em situações consideradas muito arriscadas, como sequestros, ocorrências com reféns, rebeliões em presídios, roubos, furtos a caixas eletrônicos, restabelecimento da ordem em tumultos e manifestações.
Atualmente existem cinco Baep no Estado de São Paulo, três no interior, um na região metropolitana e um na capital, restrito a área da Zona Leste. O Baep/Caep utiliza viaturas Hilux SW4 na cor cinza escuro, na grande maioria, que são semelhantes as viaturas da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar). (Colaborou Alex Pelicer)

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