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Eleuses diz que a eleição do ano que vem pode ser cancelada

Prefeito em exercício faz análise sobre política local e nacional na noite desta terça-feira, dia 20

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O prefeito em exercício Eleuses Paiva, presidente do diretório municipal do PSD em Rio Preto, diz que ainda é muito cedo para discutir a eleição do ano que vem. Ele afirma que se o prefeito começar a discutir esse tema, a administração termina. “Essa é uma questão para ser discutida até abril do ano que vem”, avalia, e diz que “a eleição pode nem acontecer”.
Para Eleuses o quadro ainda está totalmente aberto e que as regras podem mudar. “Pode nem ter eleição em 2020”, afirma. Lembra que existem dois projetos de lei na Câmara Federal que propõem que ela seja cancelada e não aconteça. “Querem unificar as eleições. Que todas sejam feitas no mesmo ano, de prefeito à presidente”, diz. “Eles avaliam se as eleições de 2020 devem ser canceladas ou a unificação pode acontecer na outra”.
Se isso acontecer, os atuais mandatos terão 6 anos de duração. 

O prefeito em exercício faz essa análise sempre que a conversa está indo na direção da pergunta que não quer calar: ele vai se manter na chapa à reeleição do prefeito Edinho Araújo ou será substituído por um candidato do DEM, indicado pelo vice-governador Rodrigo Garcia?

“Bolsonaro é forte”, afirma Eleuses
O prefeito disse ainda que em qualquer levantamento que se faça o presidente Bolsonaro tem 1/3 dos eleitores fiéis ao seu projeto. “O que o coloca no segundo turno das eleições”.
Ele não acredita que os eleitores do presidente o abandonem seja lá qual for as posições que ele tome. Vê nos últimos movimentos de Bolsonaro uma espécie de recados à esquerda e à direita indicando que está no comando da máquina e que manda (tem o controle) do governo.
Não acredita que ele perca eleitores mesmo tomando medidas que acabem indo contra o que pregou na campanha, como a transferência do Coaf para o Banco Central, o desmatamento da Amazônia, e as interferências em órgãos de combate à corrupção como Receita e Polícia federais.
Tem um terceiro projeto que será discutido na Câmara Federal que pede o retorno das coligações para as eleições proporcionais (de vereadores) que foram proibidas pela Justiça Eleitoral. Para as eleições majoritárias (prefeitos) as coligações estão mantidas.

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