Cidades
Em liberdade provisória, jovem volta a roubar e é preso novamente
Vítima foi abordada por policiais na madrugada desta sexta, enquanto perseguia o suspeito
Um pintor teve o celular roubado e danificado no Centro de Rio Preto na madrugada desta sexta-feira (17). O suspeito nega o crime e afirma que os estavam usando drogas juntos, sendo que o aparelho seria utilizado para adquirir mais entorpecentes. A vítima concordou, mas depois se recusou a entregar o telefone. De acordo com informações do boletim de ocorrência, era por volta de 3h, quando policiais militares realizavam patrulhamento ostensivo nas imediações e visualizaram uma pessoa correndo e gritando “pega ladrão”.
A vítima, um homem de 52 anos, perseguia o suspeito. Abordado pelos agentes, contou que estava indo para o trabalho de bicicleta, quando um desconhecido tentou tirar-lhe o celular e a veículo. Como se recusou, o suspeito o empurrou contra a bicicleta, pegou o aparelho que caiu e fugiu em seguida.
Ele já corria atrás do assaltante por cerca de quatro quarteirões gritando por ajuda e, em determinado momento, até chegou a alcançá-lo, quando houve uma briga entre eles. O celular caiu no chão e teve a tela quebrada. Mesmo recuperando o aparelho, a vítima frisou que continuou a perseguição. Ele repassou as características e detalhes das roupas que o homem vestia aos policiais, que o localizaram na rua Bernardino de Campos, próximo a Silva Jardim.
Assim que foi abordado, o suspeito afirmou “perdi, perdi senhor”. Identificado com 25 anos, o rapaz recebeu voz de prisão e mostrado à vítima, esta o reconheceu prontamente como o responsável pelo roubo. As partes foram então conduzidas à Central de Flagrantes. O homem de 52 anos reafirmou ao delegado que o responsável pelo crime era o jovem apresentado pelos PMs.
Já o suspeito, negou que tivesse cometido o roubo. Ele afirmou que “estava junto com a vítima usando crack e que quando acabou o dinheiro, o homem afirmou a ele que penhoraria o celular e assim conseguiriam mais drogas, mas que na hora de entregar o telefone, se recusou e por isso entraram em luta corporal”. Disse ainda que “desistiu de pegar o aparelho e foi embora, sendo que a vítima chamou a polícia”.
Em pesquisas realizadas no sistema, descobriu-se que o suspeito ostenta antecedentes criminais e já havia sido preso por roubo há menos de um mês em um caso semelhante ao desta sexta, mas havia recebido liberdade provisória em audiência de custódia realizada. Segundo o delegado, o estado flagrancial foi confirmado e a voz de prisão em flagrante foi ratificada.
O crime não comporta cessão de fiança e o jovem teve a voz de prisão em flagrante (válida por no máximo 24 horas) transformada em preventiva (até 90 dias). Após realizar exame de corpo de delito no IML, terminou encaminhado para a carceragem da Deic, onde permanece preso e à disposição da Justiça.
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