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Em oito meses, Rio Preto registra 11 mortes por atropelamentos

Dado é do portal Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, de janeiro até agosto deste ano

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Seja por falta de respeito dos motoristas ou até desatenção dos pedestres, os atropelamentos já mataram 11 pessoas em Rio Preto de janeiro a agosto deste ano. Já nos 12 meses do ano passado, foram registradas 19 mortes pelas ruas e avenidas do município. Os dados são do portal Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, criado pelo governo do Estado de São Paulo. Em muitos casos, as vítimas sobrevivem aos ferimentos causados pelas batidas, mas ficam com sequelas irreversíveis. Este é o caso da aposentada Ernestina Ferreira Seixas, de 68 anos. Segundo Aparecido Donizete Seixas, filho da vítima, no início do mês de setembro, a mãe atravessava a avenida Presidente Getúlio Vargas, corretamente na faixa de pedestres, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro São Francisco, quando foi atropelada por um motociclista.

 

“Ela está em coma e respira com ajuda de aparelhos. Alimentação só através de sonda. Ela perdeu 90% dos movimentos do corpo e os médicos já afirmaram que este quadro é permanente. Notamos apenas alguns movimentos faciais. Nada mais”, conta indignado o filho. Seixas presenciou o acidente. Segundo ele, a aposentada aguardou os carros pararem para atravessar a avenida, mas o motociclista não reduzido a velocidade e muito menos parou. “Ele vinha entre os carros e não parou. Acreditou que conseguiria cruzar a faixa antes da minha mãe. Foi quando a atropelou”, afirma.

Logo após o acidente, os motoristas começaram a descer do carro o que chamou atenção de Seixas. “Percebi que tinha alguma coisa errada. Corri em direção onde os motoristas estavam e vi minha mãe com confusão por causa da forte pancada na cabeça. Enfermeiros e médicos da UPA prestaram os primeiros atendimentos, mas perceberam que o quadro dela era grave e já providenciaram a transferência até o HB”. Para Seixas, muitos motoristas respeitam os pedestres, mas os maiores infratores são os motociclistas. “A via é de grande movimento, existem placas alertando para reduzir a velocidade, a prefeitura veio e fez a lombofaixa. Aí vem os motociclistas e não respeitam. Ele não é o único. Tanto que minha mãe tinha a noção do perigo que, no dia do acidente, ela comentou com minha tia que era para tomar cuidado quando for atravessar na faixa porque os carros param, mas as motos não. À tarde, o pior aconteceu com ela”. Em decorrência do acidente, a vida da família da aposentada teve de passar por mudanças. “Estamos transformando um quarto em um leito de hospital para quando ela sair. Vamos ter que arrumar uma máquina de respiração. Mas independente das dificuldades que virão, vamos cuidar dela com muito amor e carinho, pois seria assim que ela cuidaria de nós”, afirma o filho.

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Outro atropelamento

A menos de dois quilômetros do local do acidente com a dona Ernestina, outra batida foi registrada no início de junho, engrossando as estatísticas de atropelamento. A vítima desta vez foi a administradora Simone Villani Brito, de 38 anos. Ela foi atropelada por um carro enquanto atravessa a avenida Potirendaba. “Estava saindo de banco e seguia para outro, no outro lado da avenida. Um motorista que estava parado em um local que não podia saiu olhando para trás, preocupado com o fluxo de veículos e me atingiu”.

A administradora teve luxação no fêmur e ficou impossibilitada de colocar o pé no chão por 30 dias. “Tive a sorte de o carro estar devagar. Mas o impacto foi forte. Achei que tinha fraturado o fêmur, pois não conseguia mexer a perna. Fui levada ao hospital, onde diagnosticaram que não era uma fratura e sim uma luxação. Graças a Deus não fiquei com sequelas”, afirma.

Simone admite que, assim como ela, muitos pedestres arriscam sua vida ao atravessar as ruas. “Motoristas e pedestres estão agindo de forma imprudente. Meu caso é um exemplo claro. Fui atropelada fora da faixa, se tivesse andando menos de 100 metros eu não teria sido atingida. O motorista também estava parado em local não permitido. É preciso cautela de ambas as partes”.

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