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Enfermeira morta em atentado no Macedo Teles foi vítima de engano

Suspeita está presa e comparsa segue foragido

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Divulgação/ Polícia Civil
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A Polícia Civil concluiu que a enfermeira Letícia Monteiro Vila Nova, de 27 anos, foi morta por engano durante um atentado ocorrido em 16 de novembro do ano passado, no bairro Macedo Teles, em Rio Preto.

O inquérito policial apontou que o verdadeiro alvo dos disparos seria o motorista do veículo em que a jovem estava. Ele tem 30 anos e, segundo a investigação, possui antecedentes criminais por porte ilegal de arma de uso restrito e associação criminosa.

Pelo crime, Jaqueline Andreza da Silva, que está presa preventivamente, foi denunciada pelo Ministério Público à Justiça nesta semana. Já Matheus Henrique Alves Pimenta, apontado como autor dos disparos, também foi formalmente denunciado e continua foragido.

O relatório final da investigação, elaborado pelo delegado André Amorim, da Delegacia de Homicídios da Deic, do Deinter-5, possui quase 300 páginas e reúne laudos periciais, depoimentos de testemunhas e informações levantadas ao longo de seis meses de apuração.

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Segundo a polícia, o crime aconteceu na manhã de 16 de novembro do ano passado. Letícia estava no banco do passageiro de um carro, acompanhada da irmã e de dois amigos, quando uma motocicleta ocupada por duas pessoas se aproximou do veículo. O garupa efetuou ao menos sete disparos.

A enfermeira foi atingida na região da costela e morreu ainda no local. Um homem que estava no banco traseiro também foi baleado duas vezes, mas sobreviveu. A irmã da vítima e o motorista não ficaram feridos.

As investigações apontam que a perseguição começou ainda na saída de uma boate. Imagens analisadas pela Polícia Civil mostram os suspeitos em uma motocicleta observando o carro das vítimas em um posto de combustíveis após deixarem a casa noturna.

De acordo com a apuração, Jaqueline pilotava a motocicleta utilizada no crime, enquanto Matheus teria realizado os disparos. O atentado ocorreu em frente a um condomínio localizado na Avenida Ernani Pires, no bairro Porto Seguro.

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Após os tiros, o motorista do carro deixou o veículo e foi encontrado pela equipe policial tentando pular o muro de um prédio próximo ao local do crime. Em depoimento, ele afirmou não possuir inimigos e disse desconhecer a motivação do atentado.

No local da ocorrência, policiais apreenderam cápsulas de munição calibre 9 milímetros. A motivação do crime ainda não foi totalmente esclarecida pela investigação.

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