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Ex-PM acusado de matar travestis vai a júri popular amanhã

Investigações apontam ele praticou quatro atentados um intervalo de uma hora. Duas pessoas morreram.

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Será julgado nesta quinta-feira, 11, a partir das 10h, o ex-policial militar Benedito de Jesus Carvalho, acusado de matar duas travestis e tentar matar outras duas. O crime, que aconteceu em sequência de apenas uma hora (na passagem do dia 15 para o dia 16 de agosto de 2012), teve grande repercussão social.

A princípio, o criminoso, que foi expulso da PM, alegou crime de ódio. Porém, durante a fase de investigação realizada pela Polícia Civil, o caso teve uma reviravolta.

Foi apurado que “Dito”, como era conhecido, agiu a mando de uma travesti chamada Taila.

A motivação do crime seria porque as vítimas se recusavam a pagar a taxa do ponto de prostituição onde trabalhavam.

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A primeira baleada foi a travesti Eduarda. Ela foi abordada por volta das 23h30 na avenida Cenobelino de Barro Serra e convidada para um programa. Em uma estrada de terra, foi morta com dois tiros enquanto estava ajoelhada.

Após o primeiro assassinato, Dito seguiu para a Rua São João, a um quarteirão da avenida Cenobelino, e chamou a travesti Isabeli para outro programa. A vítima foi morta no mesmo local, com um tiro nas costas. Próxima dela estava Juli, que entrou na mira do criminoso, mas se protegeu e acabou sendo baleada na mão e no ombro. A sobrevivente contou à polícia que Isabeli agonizou até a morte.

Dito seguiu para o centro da cidade e, na rua General Glicério, atirou contra Renata, que também escapou com vida.

Garotas de programa disseram em depoimento que no trajeto do bairro Parque Industrial para a região central, o assassino sorriu para elas e mandou beijos, tamanha frieza.

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O homem foi preso dias depois e a arma utilizada no crime foi encontrada na casa dele, no bairro Vila Maceno.

Após o indiciamento dos dois suspeitos, o promotor José Márcio Rossetto Leite chegou à conclusão que as provas contra Taila, suposta mandante dos crimes, eram frágeis. Por isso pediu a impronúncia da travesti. O pedido foi aceito pela Justiça.

Por isso, somente Benedito vai a júri popular.

Ele foi denunciado por dois homicídios e duas tentativas de homicídio, sendo indicados para cada caso qualificadoras de acordo com as circunstâncias da ação, como motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas.

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