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Investigado de ligação com furto ao Banco Central é preso em Catanduva

Homem de 64 anos era procurado pela Justiça e tem histórico de crimes graves, segundo a Polícia Militar

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Um homem de 64 anos foi detido na noite de sábado (11/4), em Catanduva, na região de Rio Preto, após ser flagrado utilizando documentação falsa. De acordo com a Polícia Militar, ele é investigado por possível participação em um dos crimes mais emblemáticos do país: o furto à caixa-forte do Banco Central do Brasil, ocorrido em 2005, em Fortaleza (CE).

O suspeito estava foragido e possui uma extensa ficha criminal, com registros de envolvimento em roubos, sequestros e ataques a carros-fortes. Após ser localizado, ele foi conduzido ao Plantão Policial do município, onde permaneceu à disposição da Justiça.

O caso remete ao histórico furto registrado na madrugada de 6 de agosto de 2005, quando criminosos invadiram a sede do Banco Central em Fortaleza e levaram cerca de R$ 165 milhões em dinheiro. A ação, considerada a maior desse tipo já registrada no Brasil, ganhou repercussão internacional pela complexidade e planejamento.

Para executar o crime, o grupo utilizou um imóvel na região central da capital cearense como fachada. A partir dele, foi escavado um túnel que dava acesso direto ao cofre da instituição financeira. O local chegou a se tornar ponto de curiosidade pública nos anos seguintes.

As investigações apontaram a participação de mais de uma centena de pessoas. Parte do dinheiro foi recuperada ao longo dos anos, principalmente por meio da apreensão de bens e valores ligados aos envolvidos. Ainda assim, a maior parcela nunca foi localizada.

Diversos suspeitos foram denunciados pelo Ministério Público Federal por crimes como furto qualificado, associação criminosa, lavagem de dinheiro, uso de documentos falsos e extorsão mediante sequestro. As condenações variaram amplamente, com penas que chegaram a mais de um século de prisão em alguns casos. No entanto, decisões em instâncias superiores resultaram na absolvição de alguns réus e na redução de penas de outros.

Apontado como um dos principais articuladores do esquema, Antônio Jussivan Alves dos Santos segue preso em uma unidade federal de segurança máxima em Catanduvas (PR). Ele já foi transferido entre diferentes presídios e, em 2017, chegou a ser ferido durante uma tentativa de resgate promovida por criminosos armados no Ceará.

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