Política
João Paulo Rillo e Renato Pupo são contra a posse presencial convocada para dia 1º na Câmara
O vereador do Psol se manifestou através de nota e Renato Pupo pelas redes sociais
O vereador eleito João Paulo Rillo, Psol, e Renato Pupo, PSDB, afirmam que são contra a cerimônia presencial de posse do prefeito, vice-prefeito e vereadores dia 1º de janeiro, às 10h na Câmara Municipal. João Paulo anuncia que vai pedir uma reunião com o presidente Paulo Pauléra para convencê-lo a realizar a posse virtual.
Renato Pupo também se manifestou contrário à posse presencial. Disse que recebeu com indignação a notícia de que o presidente da Câmara, Paulo Pauléra, resolveu fazer posse presencial. “Justamente em um dia em que quase tudo estará fechado. E a Câmara fazendo posse presencial. Isso é uma irresponsabilidade”, declarou.
Na nota, João Paulo Rillo diz que “é inacreditável o péssimo exemplo que a Câmara Municipal está dando à população, realizando presencialmente uma sessão que poderia ser virtual”. Lembra que as atuais sessões ordinárias e extraordinárias têm sido”virtuais.
Paulo Pauléra, em nota oficial, diz que o Regimento Interno da Câmara proíbe a posse virtual do prefeito e dos vereadores. Num primeiro momento, ele chegou a anunciar que seria virtual. Uma reunião da Mesa Diretora e a diretoria jurídica mudou a posição do Pauléra.
João Paulo Rillo argumenta: “Rio Preto é a terceira cidade do Estado de São Paulo em número de casos (de corona) passando de 35 mil infectados e com mais de 900 vidas perdidas para a doença”. Que recado é passado para a sociedade quando se fecha o comércio para que não haja aglomeração, mas se reúne em um único ambiente fechado quase uma centena de pessoas?”, pergunta.
O psolista lembra que um dos vereadores eleitos não vai tomar posse e votar na eleição da Mesa Diretora porque está internado com Covid. Segundo João, se for virtual, o Cabo Júlio, internado com a doença e recém-eleito, pode tomar posse e votar na eleição da Mesa Diretora que vai definir o próximo presidente da Casa. Ele questiona se não é do interesse do atual grupo a ausência do Cabo Júlio. Seria esse o motivo para impor tamanha aberração? Impedir um vereador eleito de participar do pleito? Para tentar garantir o controle da Casa Legislativa, o prefeito municipal contraria até a recomendação do Governo do Estado, que ele seguiu rigorosamente quando lhe foi conveniente”, escreveu.
Na nota, ele informa que vai procurar outros vereadores e ir até o presidente para tentar reverter a decisão. “Juntamente com outros vereadores, procurarei a presidência da Câmara Municipal para que haja reconsideração da decisão”.
A posse deve reunir aproximadamente 100 pessoas. Cada vereador pode convidar uma pessoa. Além dos 17 vereadores, são 21 secretários, subprefeitos, presidentes de empresas públicas, o superintendente do Semae e funcionários da Diretoria Legislativa especializados nesse ritual. A Galeria tem lugar para 200 pessoas.
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