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Justiça de Catanduva arquiva processo de extorsão contra padre

Religioso pagou R$ 23 mil para que mulher não denunciasse encontros íntimos com o marido dela

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A Justiça de Catanduva decidiu arquivar o processo que investigava uma mulher pelo crime de extorsão contra um padre suspeito de se relacionar intimamente com o marido dela.

A jovem foi presa em setembro, após receber R$ 20 mil exigidos como condição para não tornar públicas as conversas que o religioso manteve com o companheiro dela. Segundo o próprio padre, ele já tinha pago R$ 3 mil anteriormente e percebeu que a mulher, apesar de ter assinado papel se comprometendo em cessar a cobrança, não pararia de pedir dinheiro.

Para a promotora Heloisa Gaspar Martins Tavares, apesar de as partes confirmarem a negociação, não houve crime de ameaça, condição inerente para que se configure o crime de extorsão.

A representante do Ministério Público interpretou que “a ameaça de noticiar à comunidade sobre as mensagens e encontros íntimos realizados pela vítima que, frise-se, é padre, não se trata de mal injusto. Aliás, trata-se de fato real”.

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E ainda dá uma bronca no religioso: “De fato, ele rompeu seus votos ao relacionar-se intimamente com outra pessoa. Não há inverdade nisso. Se o fez, assuma o que fez, que não precisará ceder à vantagem exigida por outrem”.

A promotora opinou pelo arquivamento e o juiz concordou com o entendimento do MP.

Segundo informações do processo, o pivô do escândalo confirmou que trocou mensagens íntimas com o padre, via whatsapp, tendo, inclusive, saído com ele por três vezes, oportunidade em que mantiveram relações sexuais, tendo cobrado o valor de R$ 200,00 por cada encontro.

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