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Justiça determina prisão preventiva de duas pessoas suspeitas na morte de bebê de um ano

A mãe da bebê e um homem, primo do pai da criança, foram detidos na noite desta terça (dia 7) e manhã desta quarta-feira (8) em Rio Preto. Ambos são investigados pela morte de uma criança de um ano e quatro meses, que apresentava sinais de violência física e sexual

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A Justiça decretou a prisão preventiva por 30 dias da mãe A.S.S, de 19 anos, e de A.J.A.S, 26 anos, primo do pai da bebê de um ano e quatro meses, que morreu na noite do último sábado (dia 4) após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Toninho. Laudo pericial apontou que a criança sofreu violência física e sexual. 

Ambas as prisões preventivas foram autorizadas na noite de terça-feira ( 7) pela juíza da 5ª Vara Criminal de Rio Preto a pedido da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). A mãe da bebê foi presa ainda na noite de terça e após prestar novo depoimento, ela foi transferida para cadeia feminina de Nhandeara, onde ficará à disposição da justiça. Segundo a delegada Dalice Ceron, ela é suspeita de negligência.

Já A.J.A.S., foi detido na manhã desta quarta-feira (8). Ele foi levado a DDM para novo depoimento e permanecerá detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Rio Preto.

Ambos ficarão detidos durante as investigações, mas é importante ressaltar que ainda não existem provas concretas do envolvimento deles na morte. A prisão preventiva não é uma punição aplicada antecipadamente, inclusive porque a legislação brasileira proíbe a ocorrência de qualquer sanção antes da condenação judicial. Essa modalidade de prisão é determinada pela Justiça para impedir que os suspeitos atrapalhe a investigação, a ordem pública ou econômica e aplicação da lei.

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Entenda o caso

Legistas do Instituto Médico Legal (IML) de Rio Preto identificaram lesões de natureza grave na cabeça, fígado e indícios de violência sexual no corpo de uma bebê de um ano, levado inconsciente a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Toninho na noite da última sexta-feira (dia 3). Médicos realizaram manobras de ressuscitação, mas a criança não resistiu.

O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e durante a necropsia, legistas identificaram sinais de politraumatismo e sinais de violência sexual.

Após ser notificado sobre as lesões, o delegado plantonista Eder Galavoti Rodrigues seguiu até a casa da família do bebê e encaminhou os pais e outros dois amigos da família até a Central de Flagrantes para prestarem esclarecimento.

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Foi solicitado ao pai e aos outros dois homens amostras sanguíneas para analise com material genético colhido no corpo da criança. Também foi feito exame de corpo de delito em outra criança de 2 anos que morava na mesma casa.

Policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) também estiveram no imóvel e recolheram colchões, brinquedos e lençóis para exames periciais. Peritos recolheram amostras para novas analises. O caso foi registrado como abandono de incapaz, morte suspeita e estupro de vulnerável.

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