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Manifestantes se reuniram na manhã de hoje para pedirem por voto impresso

A PEC 135/19 é defendida pelo presidente Bolsonaro e apoiadores. A proposta tramita numa comissão especial na Câmara dos Deputados

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Várias pessoas, apoiadoras do Presidente Jair Bolsonaro, se reuniram às 10 horas deste domingo, 1º de agosto, no Centro Regional de Eventos, em São José do Rio Preto, para manifestarem a favor do voto impresso. Após a concentração, eles saíram em carreata por ruas e avenidas da cidade.

A PEC 135/19 é defendida pelo presidente Bolsonaro e apoiadores. A proposta tramita numa comissão especial na Câmara dos Deputados.

A autora da PEC que estabelece o retorno da cédula de papel, e presidente da CCJ da Câmara, a deputada Bia Kicis (PSL-DF), é uma das entusiastas do movimento. Ela usou o twitter para convocar as pessoas para a manifestação: “Gaúchos unidos pelo voto eletrônico impresso e auditável. Os votos precisam ser impressos e contados publicamente. Dia 1/8 vamos às ruas”.

Danila Azevedo, que faz parte de um grupo de mulheres e patriotas de Rio Preto, disse: “nós acreditamos que sem transparência será impossível a proteção e fortalecimento da democracia. Nós realmente estamos nos levantando contra essa dúvida que sempre paira sobre nossas urnas eletrônicas”.

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Ela diz ainda que “precisamos que tudo seja finalizado até 30 de setembro. Teremos votação no dia 5 de agosto na comissão especial. Nós esperamos que a gente tenha vitória”.

A manifestação foi acompanhada pela Polícia Militar.

Presidente Bolsonaro

No último dia 29 de julho, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender a utilização do voto impresso nas eleições durante a realização de live semanal. Durante transmissão realizada pelas redes sociais, e que teve, entre outros, a participação do Ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, foram apresentados vídeos de eleitores que foram às urnas em eleições anteriores apontando supostos indícios de fraudes na utilização da urna eletrônica.

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“Voto impresso auditável e contagem pública dos votos é um instrumento de cidadania e paz social, garantia de paz e prosperidade, de harmonia entre os Poderes. Nenhum Poder é absoluto, todos nós temos limites. O que o povo quer, e nós devemos atendê-lo, é exatamente um sistema de votação onde se possa ter a garantia de quem se votou, o voto vai para aquela pessoa. Assim, nós conseguiremos, com toda certeza, uma paz no Brasil, conseguiremos antecipar possíveis problemas e nós partiremos para a normalidade”, afirmou.

Bolsonaro desafiou aqueles que cobram que ele apresente provas de que há fraude na urna eletrônica a mostrarem que o sistema não pode ser fraudado. “Será que se fazer eleições é seguro, é blindado? Os que me acusam de não apresentar provas, eu devolvo a acusação. Me apresente provas [de que a urna eletrônica] não é fraudável”.

O presidente também disse que defende a realização das eleições. “Eu quero eleições no ano que vem, vamos realizar eleições ano que vem, mas eleições limpas, democráticas, sinceras”, afirmou.

TSE

No mesmo dia (29), mais cedo, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, voltou a defender a segurança da urna eletrônica. Durante um evento no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Acre, o ministro voltou a reafirmar que jamais foi registrada nenhuma fraude desde a implantação das urnas eletrônicas, em 1996.

De acordo com o ministro, antes das urnas eletrônicas, urnas de lona desapareciam, votos em branco viravam votos para candidatos e “toda eleição tinha a suspeição da fraude”.

Barroso disse que a decisão sobre a adoção do voto impresso no país é do Congresso Nacional, mas considera que a medida não é segura. “Ele [voto impresso] precisa ser transportado. Estamos falando de 150 milhões de votos em um país em que muitas regiões têm problemas de roubo de carga, milícias e facções criminosas. Vamos criar um mecanismo de auditoria que vai trazer insegurança, riscos para o sistema”.

O ministro reafirmou que o voto eletrônico é auditável.  “Gostaria de desfazer a crença de que voto impresso e voto auditável sejam a mesma coisa. O voto eletrônico é auditável quando tudo começa, porque o programa tem seu código-fonte aberto a todos os partidos. A urna produz um arquivo digital chamado registro digital do voto e qualquer partido pode pedir e imprimir os votos. O sistema é seguro, transparente e auditável em muitas de suas etapas”.

Pela sua conta oficial no Twitter, o TSE respondeu à live do presidente. Entre outras postagens, o tribunal postou que “investigadores da edição de 2019 do Teste Público de Segurança (TPS), entre os quais, peritos da @policiafederal, admitem que novas barreiras de segurança da urna eletrônica são eficazes”.

(Com informações da Agência Brasil)

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