Cidades
MP denuncia rapaz que atirou na casa da ex por tentativa de homicídio qualificado
A jovem e a amiga dela figuram como vítimas. A primeira, como alvo. A segunda, porque quase foi atingida pelo disparo.
O Ministério Público denunciou, por dupla tentativa de homicídio triplamente qualificado, o vendedor William Rufo de Freitas, de 20 anos, que no dia 16 de outubro atirou da rua para dentro da casa da ex-namorada, localizada no bairro Eldorado. A denúncia inclui o primo do suspeito, Alisson Macedo de Freitas, mesma idade, que foi detido com um revólver calibre 38, supostamente utilizado no atentado. Ele vai responder por posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
Segundo informações do processo, William não aceitava o término do relacionamento e, um mês antes do disparo, já tinha agredido a ex-namorada, de 23 anos. Naquela noite de sábado, ele esteve na casa da jovem e tentou conversar com ela. Como não foi recebido, saiu e voltou armado. Quando ele chamou novamente, a vítima pediu que uma amiga, de 25 anos, verificasse pela janela quem era a pessoa. Quando a amiga apareceu na janela, William atirou. O disparo entrou na casa, bateu em uma parede da sala e alojou no sofá onde a ex-namorada estava sentada.
A Polícia Militar foi acionada e prendeu William na casa dele, no bairro Solo Sagrado. Ele teria indicado quem era o dono da moto utilizada na ação e o rapaz afirmou que emprestou a Honda para Alisson, sem saber a finalidade. Na residência do segundo suspeito foram localizados não apenas a moto, como a arma. O revólver tinha 5 munições intactas e uma deflagrada.
Já na delegacia, ambos negaram o crime. William disse ter sido agredido por familiares da ex-namorada e que estava em casa quando a polícia chegou. Sem saber dos fatos, ele não resistiu à prisão. Sobre a munição deflagrada, Alisson disse que tinha atirado para o alto na noite anterior. Como o revólver tinha numeração intacta, ele pagou fiança e está respondendo ao crime em liberdade.
Para o promotor José Márcio Rossetto Leite, o indiciado, que “se comportou como se fosse proprietário da ex-namorada”, agiu por motivo torpe (não aceitava o término do relacionamento), recurso que impossibilitou a defesa da vítima (que foi surpreendida em casa) e feminicídio (menosprezo pela condição feminina).
William teve o pedido de revogação da prisão preventiva negado e aguarda julgamento no Centro de Detenção Provisória. O Ministério Público entendeu que tanto a ex-namorada dele quanto a amiga são vítimas do atentado. A primeira, como alvo. A segunda, porque quase foi atingida.
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