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Mulher com fibromialgia ingressa com ação após enfermeira de UPA chamá-la de mentirosa

Segundo o processo, a funcionária gritou para todos ouvirem que a paciente estava fingindo sentir dor

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Uma mulher 46 anos, que sofre com fibromialgia, ingressou com ação de danos morais contra a Prefeitura de Rio Preto após ouvir de uma profissional de saúde, na UPA Norte, que estava mentindo sobre a dor que alegou estar sentindo.

O caso teria acontecido no dia 5 de novembro, quando a auxiliar de limpeza, que mora na região norte da cidade, compareceu à UPA mais próxima da casa dela em busca de atendimento médico.

Fibromialgia é uma doença reumatológica que causa dor muscular generalizada e sensibilidade. É diagnosticada apenas por exame clínico, não há exame laboratorial ou de imagem que ateste a condição. Por isso, muitas pessoas relatam sofrer preconceito ou descrédito quando mencionam ter a doença.

No caso da munícipe, ela disse que ao pedir atendimento na unidade, uma enfermeira gritou para todos ouvirem que paciente é mentirosa e estava fingindo.

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Tão logo saiu da unidade, a mulher compareceu ao 4º Distrito Policial, localizado a um quilômetro da UPA, onde registrou boletim de ocorrência. O caso é investigado na esfera criminal como injúria.

Representada pelo advogado Thiago Navarro, para ele, a cliente “foi vítima de agressão verbal, passando por situação extremamente humilhante, constrangedora e vexatória, com sofrimento psíquico e físico. Resulta clara a ilicitude da ré, que agrediu injustamente a autora, na frente de todos”.

O defensor pede reparação de R$ 10 mil pelos danos morais sofridos e se comprometeu a apresentar testemunhas do fato alegado.

A Prefeitura ainda não foi citada da ação.

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