Cidades
Número de moradores de rua dispara em Rio Preto
Total de pessoas nessa situação saltou de 140 em 2013 para 900 no ano passado. Secretaria vai rever o perfil desses moradores e ainda coordenar mapeamento regional
O número de moradores de rua quintuplicou em Rio Preto nos últimos quatro anos. Basta uma rápida volta pelo centro da cidade para constatar o visível aumento. Em 2013, o município contava com aproximadamente 140 pessoas que tinham o céu como teto, já no ano passado, de acordo com a secretária municipal de Assistência Social, Maria Silvia Fernandes, o número chegou a 900. A estatística foi anunciada na tarde de quinta-feira, dia 23, na sede da Secretaria de Assistência Social, no bairro Santa Cruz, durante reunião entre representantes da pasta e da Drads (Diretoria Regional de Assistência e Desenvolvimento Social), que vão mapear, a partir de agora, a população de rua de Rio Preto e outras 47 cidades vizinhas. Será realizado também um outro encontro, desta vez com representantes de todos as cidades envolvidas no projeto, para a discussão do mapeamento da população de rua.
De acordo com especialistas, o principal motivo que leva essas pessoas para a rua deixou de ser, há muito tempo, a taxa de desemprego no país – que registrou considerável aumento no ano passado por conta da turbulência econômica –, dando espaço, cada vez mais, para a perda de referência familiar, falta de políticas públicas eficazes, falta de instrução, saída do sistema prisional sem recolocação no mercado de trabalho e o uso de drogas, principalmente o crack.
Esse número em Rio Preto pode ser ainda maior, tendo em vista que, além dos munícipes, – moradores que são de Rio Preto, tem vínculo familiar na cidade e já moram na rua algum tempo – há uma outra categoria, que também fez parte do levantamento realizado em 2016, classificada como migrantes.
São pessoas de cidades da região e até de outros estados, que se instalam nas ruas e avenidas de Rio Preto, principalmente em estabelecimentos comerciais abandonados ou com estacionamento na frente. Essa população é flutuante e fica difícil mapear o número exato desses moradores. Além das avenidas Bady Bassitt e Andaló, as mais movimentadas de Rio Preto, outro reduto desses moradores de rua é a praça Rui Barbosa, que fica na área central de Rio Preto.
“Rio Preto oferece vários serviços para esses moradores de ruas, como serviço de abordagem, casa de passagem, república e albergue. Entretanto, precisamos rever esse trabalho, traçar novamente esse perfil local e regional”, ressaltou Maria Silva.
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