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Onda de roubos e furtos preocupa moradores do Jardim Nazareth

Segundo relatos, crimes acontecem a qualquer hora do dia e a principal reclamação das vítimas é a falta de policiamento à noite

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Uma nova onda de furtos e roubos vem tirando a tranquilidade dos moradores do Jardim Nazareth, em Rio Preto. Os crimes, que vão desde pequenos delitos a até mesmo furto contra templos religiosos, acontecem a qualquer instante. A sensação de insegurança é grande e uma das reclamações da população é a falta de policiamento pelas ruas, principalmente no período noturno.

O receio de ser mais uma vítima de bandidos já fez com que moradores do bairro mudassem alguns hábitos. “Estou evitando caminhar ou sair de casa nos horários em que as ruas estão mais desertas. Aqui, a chance de ser assaltado é grande e, por precaução, prefiro evitar o risco desnecessário. Quando vou sair, sempre dou uma checada se tem algum desconhecido próximo à minha casa. Agora só pratico atividades físicas nos horários de maior movimentação”, conta um vendedor autônomo de 27 anos.

Ele afirma que nunca foi vítima de bandidos, mas que isso não reduz o medo de ser vítima dos criminosos. “Nunca fui abordado por ladrões, ou tive a casa invadida, mas conheço várias pessoas que foram roubadas. É uma sensação de impotência”, afirma.

Uma moradora que pediu para não ser identificada afirmou que há menos de 15 dias houve tentativas de arrombamentos em alguns apartamentos próximos à Unesp/Ibilce (Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas). “Tentaram invadir vários imóveis aqui perto, mas felizmente nada foi levado”, conta.

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Em julho do ano passado, nem mesmo um templo religioso do bairro foi poupado. Bandidos invadiram a paróquia Nossa Senhora de Fátima e furtaram duas caixas de som.

Segundo relato de uma estudante de biologia, de 19 anos, os roubos e furtos aumentam no começo dos anos, principalmente nas semanas de volta às aulas. “Eles (ladrões) sabem que os alunos novos não conhecem muito o lugar e aproveitam para assaltá-los. Todo retorno das atividades aqui na universidade é a mesma coisa. Faz três anos que estou aqui e a situação sempre se repete. Falta policiamento nesta área. Deveriam aumentar o efetivo nos horários críticos, que é perto do meio dia, entre às 18h e 19h e perto das 23h, quando tem maior movimento. Tanto que quando damos boas-vindas aos calouros, nossa primeira orientação é para que eles não andem sozinhos”, afirma.

A estudante também conta que só nesta semana houve várias tentativas de assalto. “Foram vários casos e uma amiga minha foi assaltada na terça. Ontem [quarta-feira] uma das vítimas foi minha mãe. Ela estava passeando com nosso cachorro e foi abordada por um rapaz de bicicleta que pediu o celular. Só não levaram o aparelho porque ela pediu socorro e o bandido fugiu. Em todos os assaltos dos últimos dias, o ladrão tem as mesmas características. É um rapaz negro, magro, sempre de boné e bicicleta. Não tenho dúvidas que é a mesma pessoa”, afirma.

“Meu maior medo é de que algo mais grave aconteça com alguém nas proximidades da faculdade. Espero que o pior não venha acontecer para que medidas sejam tomadas”, lamenta a estudante.

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Algumas das vítimas acabam por não registrar a ocorrência, às vezes por serem objetos de pouco valor ou a quantia em dinheiro levada quase insignificante. Mas a orientação da Polícia Militar é de que todos os casos devem ser comunicados às autoridades, como explica o Capitão Rafael Henrique Helena. “Todo registro de crimes é importante. Primeiro, para a PM mapear as áreas de maior incidência criminal, visando direcionar as ações policiais para essa área, intensificando o patrulhamento para efetuar a prisão destes criminosos. E, por outro lado, o registro também serve de base para as investigações policiais (estas a cargo da Polícia Civil)”, explica.

O Capitão também orienta as vítimas a não deixar nada exposto em interior de veículos. “Bolsas, maletas, embrulhos chamativos dentro do veículo são atrativos para os assaltantes. Havendo a necessidade de não levar em mãos tais objetos, o ideal é guarda-los no porta-malas do automóvel”.

Estatísticas

Dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) nesta semana mostram que os registros de furtos e roubos aumentaram em Rio Preto quando comparado o ano de 2016 ao anterior. Enquanto em 2015 foram registrados 1.278 roubos de janeiro a dezembro, no ano passado, no mesmo período, foram 1.500 registros – o que significa um aumento de 17,3%. No caso dos crimes de furto, houve um aumento de 1,2%. O 3° Distrito Policial, responsável pela área do bairro Jardim Nazareth, é o DP que mais registrou ocorrências de roubos e furtos. Só em 2016 foram 329 ocorrências de roubo e 1.140 de furtos.

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