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Pela primeira vez, IBGE constata queda industrial nos 15 estados pesquisados

Os números foram divulgado nessa quinta-feira, dia 14, e indicam que recuo se deve à pandemia de Covid-19 em todo país

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Pesquisa Industrial Mensal Regional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, divulgado nesta quinta-feira, dia 14, mostra pela primeira vez que todos os 15 locais pesquisados sofreram retração. Em média, o recuo em todo país é de 9,1%. Isso nunca tinha sido registrado. Ela é feita desde 2012. Os dados são dos meses de fevereiro e março deste ano. Os estados mais afetados pela queda industrial são o Ceará, com queda de 21,8%, o Rio Grande do Sul, com queda de 20,1% e Santa Catarina, com queda de 17,9%. 

Nos últimos 12 meses, cinco dos 15 estados acompanhados mensalmente sofreram um impacto negativo. Pará, Pernambuco, Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso. No mesmo período, na média, o Brasil teve uma retração de 1% no mesmo período. O Espírito Santo bateu o recorde, com queda de 17,2% de março de 2019 a março de 2020. O IBGE informa que “o resultado reflete, principalmente, os efeitos do isolamento social imposto por estados e municípios a partir de meados do mês de março devido à Covid-19, que afetou o processo de produção em várias unidades no país”.

No trimestre

O índice de média móvel trimestral para a indústria caiu 2,4% no trimestre encerrado em março de 2020 frente ao nível do mês anterior. Houve taxas negativas em nove dos 15 locais pesquisados, com destaque para os recuos mais acentuados assinalados por Ceará (-6,5%), Santa Catarina (-5,4%), Rio Grande do Sul (-4,7%), Amazonas (-4,3%) e Pará (-4,1%). 
O Instituto diz também que “na comparação com março de 2019, a indústria nacional caiu 3,8% em março de 2020, com resultados negativos em 11 dos 15 locais pesquisados, mesmo com o efeito-calendário positivo, já que março de 2020 (22 dias) teve três dias úteis a mais do que março de 2019. Santa Catarina (-15,6%), Espírito Santo (-14,2%), Rio Grande do Sul (-13,7%) e Ceará (-10,5%)”

Os recuos mais intensos, foram pressionados, principalmente, pelas quedas observadas nos setores de confecção de artigos do vestuário e acessórios, metalurgia, máquinas e equipamentos, entre outros.

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