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Polícia Civil investiga adolescentes que planejavam suposto atentando contra escola de Rio Preto

Operação ‘Aquino’ desencadeada pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) na manhã desta quarta-feira, dia 8, apreendeu computadores de celulares de cinco adolescentes. Quatro deles prestaram depoimentos e foram liberados. Um foi apreendido por porte de entorpecente

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O Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil desencadeou a ‘Operação Aquino’ na manhã desta quarta-feira, dia 8, após denúncia de um suposto atentado que seria praticado por adolescentes contra uma escola pública. Cinco estudantes, três meninos e duas garotas, foram ouvidos na Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Computadores e celulares dos adolescentes foram apreendidos e passarão por perícia.

Segundo o delegado assistente seccional e responsável pelo GOE, Alexandre Del Nero Arid, após tomar conhecimento do possível plano ataque, a Polícia Civil organizou a ação e solicitou a justiça mandados de buscas nas casas dos adolescentes.

 “Objetivemos informações que havia um grupo de adolescentes planejando e discutindo sobre algum ato de violência a ser praticado contra uma escola. A Polícia Civil, diante destas informações, fez algumas checagens, algumas pesquisas e resolvemos intervir imediatamente. Foi solicitando ao juiz da Vara da Infância e Juventude a concessão de mandados de buscas para vistoriar as casas de cinco adolescentes a fim de localizar algum material ou provas existentes sobre esta situação”, afirma.

Os cinco adolescentes, duas meninas e três garotos, foram encaminhado a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) para prestar esclarecimento. Por sigilo e não atrapalhar as investigações, o delegado GOE não deu detalhes se o plano seria executado ou não, mas afirmou que operação visava recolher provas e garantir a segurança.

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“A polícia não pode descartar qualquer intenção de eventuais comentários, não podemos aguardar para só depois verificar se era sério ou não este diálogo. Entendemos que era necessária a intervenção neste momento e condução que declarantes até a delegacia. Todos eles acompanhados dos pais, para serem ouvidos e esclarecer esta situação”, diz Arid.

Ainda de acordo com o delegado, o risco de um possível atentado em Rio Preto é considerado nulo. “O fato está esclarecido, embora ainda precisem ser identificadas algumas outras pessoas, mas o que a Polícia quer deixar claro, que a sociedade pode ficar tranquila que não haverá qualquer ato de violência nesse sentido, por que intervimos em um momento oportuno”, afirma.

Foram apreendidos equipamentos de informática e celulares dos adolescentes investigados. “Todos estes equipamentos passarão agora por uma perícia mais detalhada. Computadores, mídias e celulares serão encaminhados para o Instituto de Criminalista”, conta Arid.

Alvos

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Na casa de um dos adolescentes apreendidos, policiais apreenderam desenhos de alvo e isso pode ser um sinal para um estado de vulnerabilidade.

“Segundo o adolescente, ele foi até um estande de tiros de airsofts (armas de pressão) e realizou uma série de tiros. A gente não sabe precisar se foi uma diversão ou se era treinamento. Apesar de um treinamento com armas de airsoft não gera nenhum efeito prático, seria mais uma diversão que demonstra o gosto do adolescente que demanda a tensão. Demonstra uma situação de vulnerabilidade. Essas intenções, gostos particulares, os sites acessados, temas pesquisados é de se chamar atenção das autoridades públicas, das famílias e das escolas, de que eles precisam de tratamento e acompanhamento.

Segundo a Polícia Civil, a ‘Operação Aquino’ é uma referência ao São Thomas de Aquino, que é protetor das escolas e padroeiro dos professores e estudantes.

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