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Polícia Civil pede a prisão dos dois suspeitos de matarem jovem em Cedral

As investigações apontam que João Pedro Romeiro (foto) já tinha sido alvo de atentado. Crime teria motivação passional

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A Polícia Civil de Cedral pediu a prisão temporária de dois jovens, de 20 e 19 anos, suspeitos de envolvimento no homicídio de João Pedro Romeiro, 18, ocorrido no último domingo, 5, em uma chácara da cidade. A vítima foi alvejada com sete tiros durante uma festa.

A reportagem apurou que a morte do rapaz estaria relacionada com uma desavença antiga entre a vítima e um dos suspeitos. João teria “ficado” com a ex-namorada do jovem de 20 anos, que o transformou em inimigo. O chamado crime passional, segundo juristas, é sempre motivado por ciúmes ou sentimento de posse.

Antes do homicídio, o suspeito apontado como atirador já teria atentado contra João Pedro no bairro Caic, quando tiros foram disparados em direção a um dos prédios do conjunto habitacional. Não foi registrado boletim de ocorrência sobre o caso, mas a TV Record gravou entrevista com moradores que relataram medo da violência.

No dia do crime, o desafeto e um amigo já estavam na chácara quando a vítima chegou. João foi avisado que os rapazes não o queriam no local. Porém, antes mesmo de sair, foi abordado pela dupla. O de 19 anos o agrediu e o de 20 sacou a arma.

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Pessoas que estavam na festa dizem que um ou dois tiros foram disparados para o alto, para dispersar os convidados. João tentou fugir, mas foi baleado nas costas. Demonstrando frieza, um dos suspeitos virou a vítima e o outro atirou no rosto.

A dupla fugiu em um EcoSport prata.

A Polícia Civil realizou buscas pelos suspeitos, inclusive no trabalho deles, e não os localizou.

Foi apurado ainda que o jovem de 19 anos está envolvido em uma tentativa de homicídio ocorrida em março, no bairro Jardim Antoniasi, em Rio Preto. Acompanhado do pai (que está preso) ele atirou contra um homem que tinha desavenças comerciais com a família.

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O Ministério Público já se manifestou favorável a prisão temporária dos dois suspeitos.

A prisão temporária tem prazo de 5 dias. Tempo que o delegado Carlos Tokoi entende suficiente para ouvir os suspeitos, elucidar detalhes que faltam para entender a história e tentar localizar a arma utilizada no crime.

Se ficar convencido da autoria, e se entender que, soltos, os rapazes são perigosos para a sociedade ou podem ameaçar testemunhas, ele pode pedir a conversão da temporária em prisão preventiva. Nesse caso, os suspeitos ficariam presos até a data do julgamento.

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