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Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 10 de junho

O jornalista Rubens Celso Cri traz na coluna Giro Político as principais notícias da política

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Rui Thiesi Barbosa 

A sessão que aprovou a demissão de 147 Comissionados e a recontratação de 137 e permitiu a manutenção de 609 gratificações foi tumultuada. João Paulo Rillo (Psol) disse que o projeto em votação é o mesmo que foi considerado inconstitucional pelo Tribunal de Justiça (TJ) e chamou o Procurador Geral do Município, Luiz Roberto Thiesi, de Rui Barbosa da Prefeitura. Disse que ele deu uma maquiada e com sua postura de sabe tudo levou os vereadores da base a cometer novo erro. 

Artigo fantasma

O projeto causou muito tumulto e paralisou a sessão por quase uma hora. Após seis emendas (de Rillo e Pedro Roberto – Patriota) serem declaradas ilegais, o vereador do Psol pediu que a sessão fosse cancelada porque o projeto conteria erros formais. Citou que ele não trazia o artigo 12 e que relacionava 137 cargos, mas que a soma dava 138. A diretoria jurídica da Câmara encontrou o cargo que faltava em outro lugar e que é legal a correção do artigo que foi esquecido. A votação continuou.

Maquiagem

A partir daí o pessolista passou a defender em plenário que o projeto é uma maquiagem e uma forma de enganar. Acusou os vereadores da base do prefeito de votarem a favor porque a maioria dos cargos em comissão é indicada por eles. Bruno Marinho (Patriota) disse que 25% dos Comissionados são funcionários de carreira. Antes mesmo da votação começar, Rillo avisou que o Psol vai voltar a entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade. Ao menos três vereadores colocaram a barba de molho. Jean Charles (MDB), Odélio Chaves (PP) e Robson Ricci (Republicanos) se abstiveram.

Independente

Ao contrário da percepção geral, Odélio Chaves, após a sessão, concedeu uma entrevista afirmando que não pertence à base do prefeito. Apenas se alinha a ela quando a proposta é para defesa do interesse da cidade. Quem acompanha as sessões sabe que Odélio vota com a base do prefeito em mais de 99% das votações. 

Sem fim

A sessão de desta quinta-feira, vai longe. O artigo 192 do Regimento Interno afirma que “o vereador presente à sessão não poderá escusar-se de votar, devendo, porém, abster-se quando tiver interesse pessoal na deliberação, sob pena de nulidade da votação, quando seu voto for decisivo”. O parágrafo 1º, registra que “o vereador que se considerar impedido de votar, nos termos do presente artigo, fará a devida comunicação ao Presidente, computando-se, todavia, sua presença para efeito de quórum”. Já o 2º lembra que “o impedimento poderá ser arguido por qualquer vereador, cabendo a decisão ao Presidente.”

Causa própria 

Jean Charles bateu na trave na votação da legalidade. Disse que era para proteger o próprio patrimônio em uma eventual ação na justiça. Beira a legislar em causa própria descaradamente. O artigo 192 diz que ele pode “abster-se quando tiver interesse pessoal”. Na trave. Na votação do mérito, nesta quinta-feira (9), Jean Charles, Odélio e Ricci alegaram insegurança jurídica.

Viciados

Na mesa, como secretário, Jorge Menezes (PSD) escorregou no português e disse que os vereadores cometeram “abstinência”, ao se absterem.

A volta

Cézar Gelsi (PSDB) assume a cadeira de vereador a partir de 13 de licença não remunerada de Renato Pupo (PSDB). O vereador alega motivos políticos e pessoais para se licenciar. Na verdade, dar aula em duas Faculdades, ser delegado de polícia e tocar uma candidatura a deputado estadual, tudo ao mesmo tempo, pesou na decisão. Gelsifoi vereador por 4 mandatos e ficou na suplência em dois. Em uma delas, por 17 votos.

Não gostaram

Se a eleição para prefeito em Bady Bassitt fosse hoje e Edinho Araújo (MDB) se candidatasse, perderia feio. Ele não anda bonito na foto por lá. Depois daquela audiência pública no dia 1º quando disse que o contorno ferroviário será bom para a cidade, e que foi vaiado, os acontecimentos posteriores só arranham ainda mais sua imagem. A cada dia que passa, a população local se convence mais que o contorno é uma fria.

Da Porcada

A maioria das 158 propriedades por onde o contorno vai passar, mais de 70 ficam em Bady. São 40,5% do total. Em Mirassol, estarão 33,5%, 17,1% em Cedral e apenas 2,5%, em Rio Preto. São várias as objeções: o contorno vai cortar a zona urbana. A população acredita que vai atrapalhar o crescimento e provocar aborrecimentos. Proprietários rurais produtores agrícolas e pecuaristas temem impactar na produção. Mais de 500 árvores nativas serão retiradas para fazer o percurso. Quem mais põe fogo no parquinho em Bady é o presidente da Câmara. Paulo César Pereira ou Paulinho da Porcada.

Mora ao lado 

O Ministério Público do Trabalho (MPT) libertou dois trabalhadores em situação análoga à escravidão em Fernandópolis nesta terça-feira (7). Eles debulhavam milho para fazer pamonha e dormiam em alojamento degradante, em cama e sem colchão, e recebiam salário abaixo do mínimo, sem carteira assinada. Eles são da região de Fernandópolis. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) ajudou na operação.

Um Centro para Covid

Com a explosão dos novos casos de Covid e a transferência dos pacientes das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) para as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), o Conselho Municipal de Saúde diz que a secretaria municipal resolveu um problema e criou um outro, espalhado pela cidade inteira. São 5 UPAs e 28 UBSs. Em uma UBS, que só atende com agendamento e cuida da atenção primária, um Conselheiro relata mais de mil pacientes em um dia. O atendimento primário foi suspenso e não tem médico para a demanda. O Conselho quer um centro para atendimento de doenças respiratórias e liberar as UBSs.

Polvo 

A Fundação Faculdade de Medicina de Rio Preto (Funfarme) ganhou a briga e vai ser o responsável pelo Centro Lucy Montoro em Fernandópolis. Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Fernandópolis perdeu o jogo de braço por ter “ocorrências que maculam a formação da parceria” com a instituição. A concorrência determina R$ 315.400,50 ao mês para a administração e o Centro pretende ser uma barreira de contenção e esvaziar o Lucy Montoro de Rio Preto, que hoje atende os pacientes daquela região.

Da boa

Só dá colombiana na praça. Antes que alguém tire alguma conclusão equivoca, estou falando de rosas para o dia dos namorados. Com o frio e a retração que o setor sofreu com a pandemia, as rosas nacionais estão mais caras do que as colombianas.  Além de mais bonitas, compensam mais. Cinco floriculturas e um atacadista consultados informaram que os casais só vão cheirar as colombianas este final de semana. Os boques variam entre R$ 270,00 a R$ 350,00. Mas tem vasos que duram um ano a R$ 20,00.

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