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Pupo faz críticas pesadas durante sessão; indireta é voltada à Anderson Branco

Embora não tenha citado nomes, fica claro que ele fazia referência as acusações do vereador, espalhou Fake News contra seis vereadores da casa, entre eles o próprio Renato Pupo

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A reação mais dura contra o vereador Anderson Branco, PL, acusado de espalhar fake news contra seis vereadores utilizando um funcionário do gabinete, em computadores públicos e durante o expediente, foi a do vereador Renato Pupo, PSDB. Embora Pupo não tenha citado nome, ele fez um discurso após Marco Rillo, Psol, dizer que o caso do vereador Anderson Branco, PL, é psiquiátrico, e Pedro Roberto, Patriotas, afirmar que ele mentiu ao dizer que um grupo de vereadores é contra a abertura de salões e barbearias. 

Pupo disse que “quem fez isso é uma pessoa sem vergonha, que não tem vontade nem de se limpar, tenta sujar os outros, começa a jogar lama, a jogar fezes”. E que “quanto mais vai esperneando, mas ela vai se afundando, até que começa a engolir e se afogar nas próprias fezes”. Disse ainda que “hoje tem gente que dá ouvido a essa porcaria, a essa falta de vergonha”.

A situação do vereador do PL ficou complicada quando a vereadora Cláudia de Guili, MDB, ao acusar Anderson Branco de fale news, colocou no ar um áudio onde o vereador conversa com uma protetora de animais, rival da emedebista, no qual ele sugere a ela que espalhe a notícia considerada falsa pelas redes sociais. O ínicio da confusão se deu quando Anderson Branco propôs uma moção de repúdio contra Dória que, segundo ele, está acabando com a economia e impedindo segmentos comerciais de reabram as portas. Oito vereadores ficaram contra a moção. Um deles, seu companheiro de partido Fábio Marcondes. 

Branco excluiu o material que teria fake news dos vereadores com os quais tem afinidade e distribuiu pelas redes socais fotos com apenas seis vereadores: Cláudia de Giuli, MDB, Renato Pupo, PSDB, Jean Charles Serbeto, MDB, Márcia Caldas, PSD, Pedro Roberto, Patriotas, e Marco Rillo, Psol. Branco ficou calado durante a exibição do áudio, o pronunciamento da vereadora Cláudia e de outros vereadores da casa. No final da sessão, quando cada vereador tem o direito de usar a tribuna por 10 minutos, ele se levantou e foi embora. 

Inquérito administrativo e CPI

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Cláudia e os outros cinco vereadores prepararam um pedido de CPI para investigar o que aconteceu e tomar providências. Com o resultado, pode ser aberto processo na Comissão de Ética. Ao longo da sessão, Cláudia disse que não vai apresentar a requisição que instala a CPI. Em troca, quer que o presidente da Câmara, Paulo Pauléra, PP, instaure um processo administrativo, de acordo com o Regimento do Servidor Público, para apurar as responsabilidades dos funcionários do gabinete de Anderson Branco. 

Porém, é dado como certo que se Pauléra não abrir o processo administrativo ela vai acabar apresentando o pedido de CPI. Ela já tem cinco assinatura e a promessa da sexta. Com seis, ela fica automaticamente instalada. 

Branco

A redação da Gazeta de Rio Preto fez contato com o vereador Anderson Branco para que ele possa dar a sua versão dos acontecimentos. Ele ficou de retornar, mas até a publicação deste texto, não se posicionou. Assim que o fizer, o texto será atualizado. Ontem ele deixou a sessão antes que pudesse ser contatado.

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