Cidades
Reunião sindical barrada pela Justiça vira tumulto e PM é acionada
Representantes de diversos sindicatos do Estado protestaram contra assembleia em frente a sede da ATEM
Mesmo com liminar impedindo a realização de uma assembleia, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (ATEM) de Rio Preto manteve a reunião com filiados, nesta terça-feira (24). O objetivo do encontro era discutir a ampliação da atuação em 103 cidades do estado, mas o assunto não foi tratado, segundo a direção da entidade.
A decisão de conceder liminar foi do juiz substituto, Pedro de Meirelles, em resposta aos questionamentos do Sindicato dos Servidores Públicos de Rio Preto. Em trecho da ação, o sindicato argumentou que “quem está convocando a assembleia não ser mais servidor municipal, já que o mesmo foi demitido em 2019 e o outro ponto é que não há prova de que os servidores representados atualmente por diversos outros sindicatos de servidores desejariam ter sua representação alterada”.
O juiz concedeu liminar e ressaltou que “Estabelecido esse cenário, e observados os limites cognitivos próprios do regime das tutelas antecipadas, entendo que há probabilidade do direito, pois o edital contempla duas irregularidades, a saber, a inclusão de categoria não expressamente representada pelo requerido (berçaristas) e a convocação por quem não ostenta, atualmente, os requisitos legais para ser membro de diretoria de entidade sindical”.
A assembleia foi marcada pelo presidente do sindicato, Fabiano de Jesus, para discutir com os filiados a proposta de aumentar a área de atuação. Apesar da liminar, a ATEM manteve a reunião com os filiados.
Os líderes sindicais, munidos com a liminar, foram para a frente da sede, que fica no Jardim Urano, onde acontecia a reunião e houve tumulto. A Polícia Militar precisou ser acionada.
Membro da direção da ATEM, Adriana Guimarães Dias, informou que a entidade respeitou a liminar e a reunião discutiu assuntos pertinentes à categoria. “Ficamos sabendo da liminar e decidimos manter a assembleia para dialogar com a categoria sobre pautas pertinentes à educação como o início do ano letivo, campanha salarial, piso salarial e reforma da previdência. Respeitamos a decisão da Justiça, mas temos assuntos importantes a serem discutidos e não iríamos adiar”, informou.
Vagner Ramos, diretor do Sindicato dos Servidores Públicos de São Carlos, foi um líder que compareceu na assembleia. Segundo o sindicalista, a ação tenta impedir a ampliação da atuação da Atem porque a perda de filiados pode causar uma desestruturação de outras unidades. “A base da nossa cidade acaba sendo afetada, se caso essa expansão da ATEM for aprovada. Temos cerca de 2500 funcionários da educação e isso pode ser muito prejudicial para todos”, afirmou.

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