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Rio Preto tem 133 pessoas recuperadas da Covid-19: entenda

Entenda os critério e os riscos futuros que podem surgir com a alta no número de recuperados

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Na manhã dessa segunda-feira, dia 18, a gerente da vigilância epidemiológica, Andreia Negri, anunciou os novos dados de Covid-19 em Rio Preto. Desde o primeiro caso confirmado na cidade, no dia 12 de março, 133 pessoas já são consideradas recuperadas da doença, o que representa um percentual de 29,23%. Um total 307 pessoas ainda são consideradas como transmissoras ativas do Covid-19. No mundo inteiro, mais de 1,5 milhão de pessoas já podem ser consideradas recuperadas.

Por outro lado, Rio Preto ainda registra um número alto de novos casos todos os dias, o que faz com que o total de casos confirmados da doença ainda seja mais que o dobro do de recuperados. Como os quadros leves de infecção costumam durar 14 dias após o início dos sintomas, uma parte considerável da alta diária de casos entra na conta dos casos recuperados alguns dias depois. 

Mas, quando alguém pode ser considerado recuperado de Covid-19?

O Ministério da Saúde informa que no Brasil o número de recuperados considera os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS). De um lado, entram na conta pacientes com infecções mais graves que foram internados e passam por novos testes para identificar se o vírus continua ativo no organismo. Do outro, estão os pacientes com casos leves, que entram na conta de recuperados quando não apresentam mais os sintomas após 14 dias do início da infecção.

Para grande parte desses recuperados, os sintomas da Covid-19 desaparecem. Mas, para uma parcela deles, ainda será preciso acompanhamento profissional. É o que explica a pneumologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Patrícia Canto. “Pacientes que tiveram poucos sintomas, com um quadro parecido com um resfriado ou uma gripe, se recuperam bem e não costumam ter nenhum problema depois desses 14 dias”, explica.

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“Os pacientes com quadro mais moderado não saem dos 14 dias e voltam ao normal. Eles têm recebido alta e procurado os serviços de saúde novamente, ainda em recuperação, muitos com uma sensação de cansaço, ainda sem conseguir voltar às suas atividades normais. Muitos ainda apresentam falta de ar.” A pneumologista explica que os casos moderados são aqueles em que houve internação sem a necessidade de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI).

As consequências mais sérias têm sido observadas em pacientes que desenvolvem os quadros graves da Covid-19. Nesse caso, as complicações muitas vezes vão além do pulmão durante a internação, com insuficiência renal e problemas de coagulação. “Esses vão ter um período muito mais longo de recuperação”, conta ela. Como o tempo de internação em UTI pode chegar a semanas, a necessidade de fisioterapia respiratória e motora tem sido frequente, principalmente para pacientes idosos.

Com o crescimento do número de recuperados, a pneumologista acredita que o acompanhamento desse grupo vai gerar uma nova pressão por serviços de saúde que precisa ser observada pelos gestores da área. “A gente vê que muitos desses recuperados são pessoas ainda com algumas sequelas e sintomas, ainda que a gente não possa ter certeza de por quanto tempo elas terão esses sintomas. Veremos um aumento da demanda”, concluiu.

* Com informações da Agência Brasil

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