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Secretário de Finanças da Câmara pede exoneração

Pedido ocorre no mesmo dia em que parlamentares solicitaram afastamento por suspeitas ligadas ao uso da Cidade da Criança como estacionamento

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A Câmara de Rio Preto informou que acatou, na sexta-feira (10), o pedido de desligamento do então secretário de Finanças e Orçamento, José Luís Pereira.

A saída ocorre em meio a denúncias e investigações sobre possíveis irregularidades na utilização de espaço público durante um evento realizado no município no último dia 7 de abril.

Em carta, José Luís afirmou que a decisão foi tomada com “responsabilidade e respeito à Câmara dos Vereadores” e defendeu sua conduta. “Tenho plena convicção de que minha trajetória sempre foi pautada pela legalidade, pela responsabilidade e pelo compromisso com o interesse público”, declarou. Ele também disse confiar que os fatos serão esclarecidos e colocou-se à disposição para prestar informações.

Horas antes do pedido de exoneração, vereadores haviam protocolado um ofício solicitando o afastamento cautelar do servidor. O documento foi assinado por João Paulo Rillo (PT), Pedro Roberto Gomes (Republicanos) e Renato Pupo (Avante).

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No ofício, os parlamentares citam suspeitas envolvendo a cobrança de estacionamento no Parque Cidade da Criança durante o show da banda Guns N’Roses, evento de grande público. Segundo as denúncias, motoristas teriam pago cerca de R$ 100 por veículo, inclusive via Pix direcionado à conta pessoal do então secretário.

Os vereadores também apontam indícios de participação de pessoa com vínculo familiar direto com o servidor na operação de cobrança, o que poderia configurar conflito de interesses.

Outro ponto questionado é a entidade autorizada a explorar o espaço. Conforme a Prefeitura, a permissão teria sido concedida a uma associação sediada em Guaraci. No entanto, segundo os parlamentares, diligências indicaram que o endereço informado não apresenta sinais de funcionamento regular, além de a entidade não possuir reconhecimento de utilidade pública em Rio Preto.

Para os autores do pedido, a permanência de José Luís no cargo poderia comprometer a apuração dos fatos. “A permanência em cargo estratégico pode afetar a lisura das investigações e a credibilidade institucional do Poder Legislativo”, afirmaram.

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O caso também é investigado pelo Ministério Público, que já solicitou esclarecimentos a autoridades municipais sobre a utilização do espaço público e a destinação dos valores arrecadados.

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