Cidades
Segunda fase de operação contra pornografia infantil prende 16 pessoas na região
Policiais civis e militares cumpriram mandados de busca e apreensão em várias cidades da região na nova fase da operação Peter Pan. Em Rio Preto oito pessoas foram detidas
Policiais civis e militares cumpriram mandados de busca e apreensão de materiais ligado a pornografia infantil na segunda fase da operação Peter Pan, que aconteceu na manhã desta sexta-feira (dia 2) em vários municípios do Estado de São Paulo. Na região, 16 pessoas foram detidas, oitos delas em Rio Preto.
Cerca de 26 mandados de busca e apreensão foram expedidos e toda operação foi comandada pelo Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter) 5. Também participação da ação policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Grupo de Operações Especiais (GOE), Delegacia da Defesa da Mulher (DDM), além do apoio da Polícia Militar
Diversos aparelhos eletrônicos, como tabletes, notebooks, computadores foram apreendidos. Em uma das casas policiais apreenderam vários pen drives com materiais pornográficos. Além de Rio Preto, também houveram prisões nos municípios de Balsamo, Guapiaçu, Palmares Paulista, Votuporanga, Macaubal, Cosmorama, Jales e Santa Fé do Sul.
A delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) Margarete Franco explicou como iniciaram as investigações
“Através do nosso serviço de inteligência conseguimos monitorar o compartilhamento de material com pornografia infantil e foi feito o monitoramento destes I.Ps (número que um computador, ou roteador, recebe quando se conecta à Internet).E devido a gravidade da situação foi expedidos os mandados de buscas e apreensões”.
Em um servidor comum, como o Google – que é o mais conhecido – é proibido o compartilhamento de materiais ligado a pedofilia e pornografia infantil e para ter acesso a este tipo de imagens os usuários recorrem a servidores clandestinos.
“Uma pessoa não vai encontrar este material em um servidor comum. Eles então recorrem a uma rede conhecida como P2P, uma espécie de providor pirata. Então este material pode vir de qualquer lugar do mundo” explica Margarete.
Segundo a delegada, as imagens dos materiais apreendidos são chocantes e um detalhe que chamou atenção é o fato de um professor da rede municipal da cidade de Balsamo estar envolvido.
“São imagens estarrecedoras. Todas elas envolvendo crianças. E o que nos chamou bastante atenção e nos preocupou muito foi o envolvimento de um professor. É assustador saber que um educador tem acesso a este tipo de material. Colocamos nossos filhos sob a responsabilidade deste tipo de pessoas, acreditando que ele está lá para cuidar e educar”.
Compartilhar ou armazenar qualquer tipo de material envolvendo pedofilia ou pornografia infantil é crime.
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