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Servidores iniciam pressão por reajuste salarial

Sindicatos que representam a categoria apresentaram propostas ao chefe do Executivo nesta semana

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O segundo mês do novo mandato de Edinho Araújo como prefeito de Rio Preto nem acabou e ele já teve de encarar a insatisfação dos servidores públicos que alegam perdas salariais sucessivas nos últimos anos e protestam contra a ausência do Plano de Cargos e Carreiras.

A maioria das demandas se arrastou durante os oitos anos do governo Valdomiro Lopes (PSB), oriundas dos dois primeiros mandatos do peemedebista. A diferença é que Edinho evitou tomar medidas protelatórias e, na mesma semana, resolveu ouvir as demandas da categoria.

Na quarta-feira, 22, o chefe do Executivo  recebeu dirigentes  da Atem (Associação dos Trabalhadores do Ensino Municipal), sindicato que representa os funcionários da Educação. Entre as reivindicações do grupo está a recuperação dos salários, com aumentos reais (reajuste em percentual acima da inflação anual) e valorização profissional com planos para reciclagem profissional.

O grupo também pediu que Edinho cancele os 120 processos abertos pela Prefeitura na gestão Valdomiro Lopes (PSB) contra professores que participaram de paralisação durante a campanha salarial no ano passado. A relação entre Valdomiro e o sindicato sempre foi distante com constantes reclamações dos dirigentes pelo suposto desinteresse do ex-prefeito em negociar com a categoria.

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O prefeito citou as dificuldades financeiras enfrentadas pelo município, por conta da crise econômica, mas prometeu avaliar as propostas da Atem e fazer novo contato para apresentar proposta aos profissionais da categoria.

Nesta sexta-feira, 24, o prefeito receberá carta de reivindicações assinada pela presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Rio Preto, Sanny Lima Braga. Após assembleia realizada na quarta-feira, 22, os dirigentes do sindicato definiram a pauta de reivindicações que será apresentada à atual administração.

A categoria  aprovou pedido de reajuste salarial de 31,99%, auxílio-alimentação de R$ 300, implantação do Plano de Cargos e Carreiras e aumento no subsídio para os planos de saúde.

Além disso, os sindicalistas querem um compromisso do prefeito de que ele manterá relação permanente de negociação com os servidores, o que não teria ocorrido na gestão anterior.

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