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Trens voltam a circular no trecho onde aconteceu descarrilamento

As composições voltaram a cruzar a área central de Rio Preto na madrugada desta terça-feira (dia 28), pouco mais de 15 horas após o descarrilamento de dois vagões carregado com soja. Já os rio-pretenses tentam retomar a rotina após mais um susto

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Menos de 15 horas após o descarrilamento de dois vagões carregados de soja na área central de Rio Preto, o trânsito das composições em direção ao porto de Santos ou ao estado de Mato Grosso foi retomado e a rotina restabelecida. Já para os rio-pretenses, resta apenas conviver com o medo, a insegurança e a pergunta: quando e onde será o próximo.

Na manhã desta terça-feira (dia 28) uma composição com dezenas de tanques de combustível cruzava o local do acidente. Por receio de um novo descarrilamento, pessoas que seguiam para trabalho aguardavam a passagem do trem a distância.

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“Passo por aqui todos os dias e é comum eu parar para aguardar a travessia das composições. Mas depois de ontem, ficarei a distância enquanto o trem estiver passando. O descarrilamento aconteceu próximo ao horário que estou indo para o serviço. Por Deus todos escaparam ilesos” afirma a gerente Andressa Cristina Guimarães Rodrigues, 36 anos.

Para a professora Cristina Carvalho, de 56 anos, o acidente poderia  ter se tornado uma tragédia se a carga não fosse de soja. “Por exemplo, agora, a composição que está passando está estampada a mensagem em todos os vagões de liquido inflamável. Se o acidente desta segunda tivesse com este tipo de carregamento imagina a tragédia que iria ser. Neste horário o fluxo de pessoas por aqui é muito grande, elas estão indo ao trabalho ou para compromisso. Passou da hora de tirar os trilhos do centro de Rio Preto” afirma.

Um dos imóveis que quase foi atingido por um dos vagões funciona uma lanchonete, que na hora do descarrilamento estava com vários clientes. Uma das vendedoras, Kauani Rodrigues Rocha, 24 anos, comenta sobre o meio que já existia e o receio que gerou o acidente.

“Sempre houve a sensação de medo. Cada composição que passa um barulho diferente nos deixava já em alerta. Agora aumentou a sensação de pavor e a preocupação. Mesmo eles fazendo toda a manutenção após o acidente, a sensação de insegurança continua” conta.

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No local do acidente, o trânsito flui de forma lenta, uma vez que houve a necessidade da interdição de uma das faixas da via. Uma das calçadas também está interditada, obrigando os pedestres a usarem apenas um lado das calçadas.

O diretor da Defesa Civil Carlos André Medeiros Lamin que acompanhou o trabalho de remoção dos vagões e a liberação das vias afirma que o após o trabalho de analises dos prédios atingidos a preocupação será com a segurança dos pedestres e motoristas que por ali passam.

 “A principal missão da Defesa Civil desde ontem neste cenário é uma observação global da segurança dos munícipes. Então após a remoção dos vagões temos nos preocupado com a restauração do piso que trás mais estabilidade para os pedestres. A retirada da soja é outro fator, pois o grão tornasse escorregadio podendo causar quedas. A fluidez do tráfego que está liberado, também está sendo acompanhando atentamente. Estamos esperando obter mais informações junto a Rumo que se comprometeu a recuperar o asfalto até mo meio dia. Assim também como fazer a retirada da estrutura comprometida da calçada para dar fluidez com segurança para os pedestres” afirma Lamin.

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