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Uma em cada quatro casas tem criadouro do Aedes

Outro problema encontrado em Rio Preto durante as visitas dos agentes de endemias está relacionado à quantidade de casas fechadas

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Em Rio Preto, uma em cada quatro casas vistoriadas pelos agentes de endemias tem focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da febre amarela, dengue, chikungunya e zika vírus. Esse número alarmante foi divulgado pelo secretário de Saúde de Rio Preto, Eleuses Paiva, durante coletiva à imprensa. Outro problema encontrado é o número de imóveis fechados, que impedem o trabalho de inspeção. Para o secretário de saúde, os moradores erram ao esperar o avanço de uma doença para agir.

“Desde o primeiro dia de governo falei com o prefeito Edinho que teríamos de fazer a nossa lição de casa, que é a limpeza da cidade. Colocamos nossos agentes nas ruas para envolver a sociedade e também conscientizá-la no combate ao Aedes. Um erro histórico a meu ver é agir somente na crise. É sempre assim, no período de chuvas todo mundo fica preocupado com o Aedes e depois esquece. Isso não pode acontecer”, afirma.

De janeiro até o começo da semana, agentes de endemias visitaram em Rio Preto cerca de 154.288 imóveis. “Fazemos visitas de casa em casas procurando focos. O que nos preocupa, e muito, é que deste total de residências visitadas em pouco mais de 56 mil não foi possível entrar por estarem fechadas. Para sanar este problema começamos a fazer mutirões aos finais de semana para encontrarmos as pessoas que trabalham e ficam fora durante a semana”, explica o secretário municipal de Saúde.

Em relação aos imóveis que estão fechados – aluguel ou venda –, Paiva afirma que pretende se reunir com as imobiliárias e traçar uma nova estratégia. “Ainda estamos estudando essa estratégia que é uma reunião com estes estabelecimentos e verificar bairro a bairro quais imóveis estão na responsabilidade deles. Assim podemos elaborar um trabalho de inspeção nestas casas”, afirma.

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Segundo a Secretária de Saúde, mesmo com toda essa mobilização houve recusas de 1.202 proprietários de imóveis que não permitiram a entrada dos agentes. “O número pode ser maior, porque só registramos recusas quando a pessoa não autoriza a entrada. Existem aqueles que acabam ficando dentro do imóvel e não nos atende, neste caso registramos como imóvel fechado” explica o secretário. “Tenho ido pessoalmente aos mutirões e sabe o que me choca? É grande o número de criadouros mesmo com todas as informações passadas ano a ano. Sempre os mesmos discursos de cuidados e prevenção. Uma em cada quatro casa visitada tem foco do Aedes. Volto a dizer, temos que fazer a lição de casa. Estamos mobilizando várias secretárias, fazendo mutirões, limpando terrenos. Podemos fazer tudo o que for possível por nossa parte, mas se não houver colaboração por parte da população não vamos ter avanço”, alerta o secretário de Saúde.

Velhos problemas

Segundo a Secretária de Saúde, os “berços” do Aedes ainda são os pneus. O segundo maior vilão são garrafas com gargalo virado para cima e acúmulos de água no fundo. “Os moradores tentam justificar que é só um buraquinho pequeno a boca da garrafa, aí quando olhamos dentro está cheio de larvas do Aedes”, conta Paiva.

Pratos em vasos de plantas sem areia, reservatórios atrás de geladeiras e calhas entupidas também aparecem na lista extensa de criadouros. “Nos vasos com planta basta alguns centímetros de areia e naqueles reservatórios de água atrás da geladeira, cinco gotinhas de detergente já resolvem. São coisas que sempre estamos explicando e ainda sim são a população não contribui”.

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