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Vereadores tentam faturar politicamente em cima de supostas falhas na arbitragem do futebol amador de Rio Preto

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Supostas falhas na arbitragem do campeonato de futebol amador de Rio Preto, que teriam ocorrido nos últimos dois finais de semana, provocaram uma disputa interna na Câmara de Rio Preto. Isso porque pelo menos cinco dos 17 vereadores da cidade investem pesado nesse importante reduto eleitoral.

São mais de 30 equipes com sedes espalhadas por diferentes bairros da periferia e os vereadores José Carlos Marinho (PP), Zé da Academia (DEM), Fábio Marcondes (PR), Celso Peixão (PSB) e Jean Dornelas (PRB) direcionam parte de seus esforços políticos para atender demandas dos times e, consequentemente, faturar apoio para eleições futuras.

A cobrança por parte dos parlamentares junto à Secretaria de Esportes – responsável pelo pagamento da empresa terceirizada que oferece árbitros e mesários – teve início na semana passada, quando atletas procuraram parlamentares para reclamar do serviço. De acordo com as denúncias, faltam uniformes, bandeirinhas para os auxiliares e os atrasos são frequentes. “Tinha jogo marcado para as 16h que começou quase às 18h”, afirmou um jogador à Gazeta.

O contrato da Prefeitura foi firmado junto à empresa Soluções Empresariais e Institucionais Assessoria Ltda ME, por meio de pregão eletrônico, quando ficou acertado o valor de R$ 227 por partida arbitrada. O documento prevê que a empresa deve oferecer um arbitro, dois auxiliares, um anotador (mesário) e um delegado de partida o que, segundo os vereadores, não tem ocorrido em todos os jogos. “Às vezes temos só o árbitro e os bandeirinhas”, disse outro jogador.

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Na terça-feira, dia 9, a Prefeitura notificou à empresa e deu prazo de cinco dias úteis (que termina na segunda-feira, dia 15) para a empresa se defender das denúncias. Nas redes sociais, como o Facebook, é fácil encontrar flagrantes de situações precárias, como uso de camisetas no lugar da bandeirinha (foto). A maioria das imagens é postada por dirigentes e jogadores das equipes.

Porém, antes mesmo de a reposta da empresa ser entregue a Prefeitura, os parlamentares ligados ao futebol amador já inundam a secretaria com requerimentos pedindo informações e esclarecimentos sobre o caso. “Todos querem levar os louros quando a situação for resolvida, mas quem vai resolver, de fato, é a secretária [Clea Bernardelli]”, disse um vereador.

O contrato entre a empresa e o município foi firmado no dia 26 de abril e tem validade de um ano. Foram apenas dois finais de semana de jogos sob a responsabilidade da terceirizada. “A empresa fez um valor baixo e está tendo dificuldades de encontrar profissionais que aceitem trabalhar por esse preço”, resumiu Marcondes durante a sessão de terça-feira.

Os vereadores questionam, inclusive, se os árbitros que atuaram nos últimos dois finais de semana estão devidamente credenciados pela Federação Paulista de Futebol para atuar no futebol amador.

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O contrato assinado entre a Prefeitura e a empresa prevê que o Município pode, caso constatado o descumprimento das cláusulas da Ata do Processo Licitatório, multar a empresa e, em última instância, cancelar a contratação. A Prefeitura afirmou à Gazeta que fiscais acompanham os jogos para constatar eventuais falhas.

A Gazeta não conseguiu contato com os responsáveis pela empresa até o fechamento desta edição.

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