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3% dos imóveis de Rio Preto possuem larvas do Aedes aegypti

Índice Predial deixa cidade em estado de alerta para arboviroses como dengue e Chikungunya

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Claudio Bezerra Melo
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O atual Índice Predial (I.P) de Rio Preto chegou a 3%, o que, de acordo com o Ministério da Saúde, deixa a cidade em situação de alerta para as arboviroses. O ideal é que o índice fique abaixo de 1%.

O indicador, que mostra a quantidade de imóveis onde foram encontradas larvas do mosquito Aedes aegypti, foi medido na primeira quinzena de janeiro durante as visitas domiciliares dos agentes de saúde. O resultado mostra que dos 10 mil imóveis vistoriados, 300 estavam com larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana.

A área de abrangência com maior I.P foi Parque da Cidadania, com 9,52%, seguido do Jaguaré, com 7,22%. Os principais recipientes em que foram encontradas larvas foram os chamados recipientes móveis, como: baldes, regadores, bebedouros de animais, garrafas, vasos e pratos de plantas, materiais para construção, piscinas desmontáveis, latas, frascos e plásticos descartáveis.

No penúltimo levantamento do I.P, em dezembro de 2023, o município obteve o indicador de 2,1%.

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Dengue

O primeiro boletim epidemiológico da dengue de 2024 registrou 1.248 notificações da doença, sendo 149 confirmadas, 103 descartadas e 996 em investigação. “Nós estamos no período de sazonalidade da doença, em que ocorre o aumento de casos, mesmo em um momento endêmico, apontando para o risco de epidemia”, afirmou a coordenadora de Vigilância em Saúde, Andreia Negri.

As medidas de combate ao mosquito estão sendo intensificadas, com ações de retirada de criadouros, nebulizações, bloqueios em áreas de risco, vistorias e orientações casa a casa.

“É fundamental que as pessoas entendam a importância de participar ativamente do combate ao mosquito. Não precisa muito, é só cuidar do seu espaço semanalmente, colocando cloro nos ralos, vistoriando atrás da geladeira e claro, não permitir que objetos que possam acumular água fiquem nos quintais”, reforçou a gerente da Vigilância Ambiental, Camila Santana.

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Chikungunya

Em Rio Preto, 115 casos de chikungunya foram confirmados em janeiro de 2024. Outras 21 notificações foram descartadas e 73 seguem em investigação. “O combate à chikungunya envolve as mesmas medidas que à dengue já que o vetor é o mesmo. São ações que estamos desencadeando, mas também precisamos que as pessoas vistoriem seus lares semanalmente para evitar a proliferação do mosquito”, afirmou Andreia Negri. 

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