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Mulher registra ocorrência após receber mensagens e fotos íntimas

Suspeito teria obtido informações sobre o neto da vítima e chegou a sugerir encontro

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Bia Menegildo/Gazeta de Rio Preto
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Uma mulher de 56 anos registrou boletim de ocorrência por perseguição após receber mensagens insistentes e conteúdo de cunho sexual de um número desconhecido pelo WhatsApp, em Rio Preto. O caso foi registrado na noite de sexta-feira (13).

De acordo com o relato da vítima, as mensagens começaram por volta das 10h de quarta-feira (11). O autor entrou em contato perguntando se ela era avó de um menino e citou o nome da criança, que corresponde ao de seu neto.

A mulher confirmou o parentesco e questionou o motivo do contato. Segundo ela, o desconhecido respondeu apenas que o menino era “um bom garoto” e pediu telefones de outros familiares, sem explicar a razão do pedido.

Desconfiada, a vítima procurou o filho, pai da criança, para saber se havia ocorrido algum problema com o neto ou se o celular dele havia sido perdido. No entanto, verificaram que o telefone da criança estava em casa e não havia qualquer situação envolvendo o menino.

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Ainda conforme o boletim de ocorrência, o autor voltou a entrar em contato e passou a fazer comentários de cunho pessoal, afirmando que havia visto a foto da vítima e que ela seria “uma coroa muito bonita”. Ao ser questionado novamente sobre sua identidade e como havia obtido o número, ele passou a ofendê-la, chamando-a de “velha” e dizendo que não gostava de mulheres mais velhas, bloqueando-a em seguida.

No dia seguinte, o homem voltou a enviar mensagens e encaminhou uma fotografia mostrando suas partes íntimas, o que deixou a vítima constrangida. Mesmo após ela afirmar que não tinha interesse em manter qualquer conversa e que estava em um relacionamento, o indivíduo insistiu no diálogo e chegou a sugerir um encontro, afirmando inclusive que poderia ir até a residência dela.

A mulher relatou que manteve parte da conversa com o objetivo de tentar descobrir quem seria o autor das mensagens, já que ele demonstrava conhecer informações pessoais da família, como o nome e o apelido.

Posteriormente, a vítima soube que a filha de sua nora também recebeu mensagens ofensivas enviadas pelo mesmo número.

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Segundo a mulher, familiares realizaram uma consulta utilizando o número do telefone como chave PIX e conseguiram identificar o nome de um homem. Ela afirmou que não conhece pessoalmente o suspeito, mas tomou conhecimento de que ele e a esposa prestam serviços como babá para seus netos, a pedido de sua ex-nora.

O caso foi registrado e será investigado pela Polícia Civil.

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