Política
Ex-subcomandante da GCM critica viatura fixa para vigiar escultura da Dona Capi
Agente classificou medida como “absurda” e cobra mais patrulhamento nas ruas
A decisão da Prefeitura de Rio Preto de manter uma viatura da Guarda Civil Municipal (GCM) em vigilância permanente da escultura “Dona Capi” tem gerado críticas e reacendido o debate sobre prioridades na segurança pública. Instalado no Lago 2 da Represa Municipal, o monumento passou a contar com escolta 24 horas após sucessivos registros de vandalismo.
A medida foi alvo de contestação do vereador Alexandre Montenegro (PL), ex-subcomandante da própria GCM. Para ele, o uso de uma viatura fixa no local compromete o patrulhamento preventivo em outras áreas da cidade. “A viatura poderia estar rodando, fazendo o trabalho de prevenção, inclusive em casos de violência contra a mulher. Fica ali parada, com um agente”, afirmou. “É uma medida absurda”, completou.
Segundo o agente, a presença constante da equipe seria desnecessária, já que o local já conta com sistema de monitoramento por câmeras. Ele também questiona a ausência de registros formais de ocorrência. “Não existe um só inquérito que comprove os danos. Os casos não foram registrados e não estão em investigação pela Polícia Civil”, disse.
Por outro lado, a administração municipal sustenta que a ação tem caráter preventivo. Imagens divulgadas recentemente pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico mostram visitantes subindo, se pendurando e até “cavalgando” a escultura, o que motivou campanhas de conscientização nas redes sociais, como a hashtag #respeitaadonacapi.
Os danos voltaram a aparecer poucas semanas após a última restauração da obra, concluída no início de março. A escultura apresentou avarias em diferentes pontos, especialmente na parte superior. Durante a reinauguração, no dia 6 de março, foi implantado monitoramento 24 horas justamente para tentar conter esse tipo de comportamento.
Criada pelo artista Fernando Fachini, a “Dona Capi” se tornou rapidamente um dos pontos turísticos mais populares da cidade. Segundo o autor, a estrutura foi reforçada para suportar impactos moderados e interação leve, especialmente de crianças, mas não foi projetada para resistir a ações contínuas de vandalismo.
O processo de restauração utilizou mais de 400 quilos de resina poliéster e cerca de 80 quilos de fibra de vidro, materiais que aumentam a durabilidade da peça frente às condições climáticas e custou mais de R$ 60 mil aos cofres públicos. Ainda assim, de acordo com a Prefeitura, o uso inadequado recorrente tem dificultado a preservação do monumento.
A discussão sobre a escolta da escultura ocorre em meio a críticas recentes sobre os custos de manutenção da obra e levanta questionamentos sobre o equilíbrio entre preservação do patrimônio público e a alocação de recursos e efetivo na segurança urbana.
-
Política1 diaVereador propõe fechamento de supermercados e atacarejos após 13h aos domingos
-
Cidades15 horasNoivo sofre acidente a caminho do casamento em Rio Preto
-
Cidades2 diasFamília e amigos se despedem da policial Silvia Cavalcanti em Rio Preto
-
Cidades14 horasAdolescente é atropelado e internado em estado grave no HB
