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Moradores denunciam abandono de imóveis e cobram ação da Prefeitura

Relatos apontam mato alto, queimadas irregulares e presença de animais em terrenos particulares

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Moradores de diferentes bairros de Rio Preto denunciam o abandono de imóveis particulares e cobram maior fiscalização por parte da Prefeitura. Segundo os relatos, terrenos sem manutenção têm provocado transtornos como proliferação de insetos e roedores, além de queimadas irregulares.

No bairro Vila Nobre, no distrito de Engenheiro Schmitt, a fisioterapeuta Carla Suzuki afirma conviver há cerca de nove meses com um terreno tomado por mato alto em frente à sua casa. De acordo com ela, vizinhos chegaram a pagar pela limpeza do local, mas o problema persiste. “Já fizemos denúncia com protocolo no Poupatempo e na Subprefeitura, mas ninguém resolve. É recorrente”, afirma.

A moradora também relata queimadas frequentes no terreno, principalmente durante o período de seca. “Quando acaba a chuva e a gente acha que vai melhorar, eles colocam fogo para limpar. A fuligem invade as casas. A Prefeitura deveria cobrar mais dos proprietários ou fazer a limpeza e mandar a conta”, critica.

Situação semelhante ocorre no bairro Anchieta, onde um morador que preferiu não se identificar relata preocupação com a mãe idosa, que vive próximo de um imóvel aparentemente abandonado. “O mato invadiu a calçada e parte da rua. Encontramos até um sofá com ninho de ratos. É desesperador, ainda mais para quem tem mais idade”, disse.

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Segundo ele, o local também tem sido frequentado por pessoas em situação de rua, o que aumenta a insegurança dos vizinhos. “Já procuramos a Prefeitura, mas nada foi feito até agora. Os moradores estão organizando um abaixo-assinado para tentar alguma providência”, completa.

Além do impacto visual e urbano, especialistas alertam que o abandono de terrenos pode representar risco à saúde pública, favorecendo a proliferação de vetores de doenças como dengue, zika e chikungunya, especialmente em períodos de chuva e calor.

Até o momento, a Prefeitura de Rio Preto não se manifestou oficialmente sobre as denúncias.

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