Cidades
Professora de Rio Preto cria peças 3D para álbum da Copa
Observação em sala de aula inspirou criação de empresa especializada em peças personalizadas produzidas em impressora 3D
O tradicional álbum de figurinhas da Copa do Mundo de 2026 virou fonte de renda para uma professora de Rio Preto. Aos 44 anos, Ingrid Hebeler decidiu apostar no mercado de impressão 3D após perceber o interesse crescente dos alunos por acessórios usados para organizar e proteger as coleções de figurinhas.
Professora de “Pensamento Computacional e Robótica” há mais de duas décadas, Ingrid conta que a ideia surgiu no ambiente escolar. No Colégio Anglo Rio Preto, onde trabalha há 12 anos, ela começou a observar que vários estudantes levavam para a sala pequenas caixas feitas em impressoras 3D para guardar os cromos da Copa.
A curiosidade despertou nela uma visão empreendedora. Com experiência na área de tecnologia educacional, a professora decidiu estudar modelos já existentes, desenvolver adaptações e criar uma versão própria das caixinhas. Depois de adquirir uma impressora 3D para uso doméstico, passou a produzir os itens em casa para atender às primeiras encomendas.
A iniciativa deu origem a uma empresa fundada neste ano e voltada à produção de objetos personalizados em impressão 3D. O nome faz referência tanto ao primeiro nome da fundadora quanto ao termo “grid”, utilizado na tecnologia de impressão camada por camada.
Além das caixas para figurinhas (atualmente os produtos mais procurados) a empresa também fabrica chaveiros, organizadores, máscaras cosplay, peças decorativas, acessórios para pets, brindes personalizados e lembranças de ultrassom.
Segundo Ingrid, a vivência profissional contribuiu diretamente para a criação do negócio. Ela participou da implantação de impressoras 3D no colégio onde leciona, acompanhando desde a escolha dos equipamentos até a instalação e configuração das máquinas.
Outro diferencial adotado pela empreendedora é o atendimento personalizado. Cada pedido enviado aos clientes acompanha uma mensagem escrita à mão pela própria professora. “Nosso limite é a criatividade do cliente. Você sonha, a gente imprime”, resume.
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