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Vice-prefeito assume Prefeitura de Icém após cassação de Prof. Cidinha pela Câmara

Rogério Borges tomou posse na madrugada de sábado após vereadores aprovarem, por 8 votos a 1, a perda do mandato da prefeita por supostas irregularidades em contratações sem licitação

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Reprodução/Redes Sociais
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A Prefeitura de Icém passou a ser comandada pelo vice-prefeito Rogério Borges (PL) após a cassação do mandato da prefeita Professora Cidinha Salisso (PSD), aprovada pela Câmara Municipal na madrugada do último sábado (6). A mudança ocorreu logo após o encerramento da sessão extraordinária que julgou o relatório de uma Comissão Processante (CP) instalada para apurar supostas infrações político-administrativas da chefe do Executivo.

De acordo com a Prefeitura, Rogério Borges assumiu oficialmente o cargo às 4h30 de sábado, em conformidade com a legislação municipal. Em nota divulgada nas redes sociais, a administração informou que a transição ocorreu de forma imediata e destacou que os serviços públicos continuarão sendo prestados normalmente à população.

“A gestão municipal seguirá pautada pelos princípios da legalidade, da transparência, da responsabilidade administrativa e do respeito ao interesse público, trabalhando pelo desenvolvimento de Icém e pelo bem-estar de todos os cidadãos”, afirmou a Prefeitura em comunicado.

A sessão que resultou na cassação teve início na noite de sexta-feira (5) e se estendeu por cerca de nove horas. Ao final dos trabalhos, oito vereadores votaram favoravelmente à perda do mandato de Cidinha Salisso, enquanto apenas um parlamentar se posicionou contra. A prefeita não compareceu ao julgamento realizado pelo Legislativo.

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A comissão processante foi aberta em março deste ano após o recebimento de denúncias envolvendo contratações realizadas sem licitação. Entre os apontamentos analisados pelos vereadores estava a contratação de serviços advocatícios por cerca de R$ 13 mil mensais, mesmo com o município contando com procuradores concursados em seus quadros. O relatório também citou outras contratações por inexigibilidade de licitação e mencionou decisões judiciais que suspenderam parte dos contratos questionados.

A defesa apresentada pela prefeita durante a tramitação da comissão não foi acolhida pela maioria dos vereadores, permitindo a continuidade do processo até o julgamento final. O relatório da CP teve como relator o vereador Edgar Júnior da Silva Rosa (PL), enquanto a presidente da comissão, Renata Borges de Oliveira (PT), apresentou voto divergente.

Eleita nas eleições municipais de 2024, Professora Cidinha iniciou o mandato filiada ao PL e posteriormente migrou para o PSD. A cassação aprovada pela Câmara produz efeitos imediatos na esfera política e administrativa, mas a ex-prefeita ainda poderá buscar a reversão da decisão por meio de medidas judiciais.

Com a posse de Rogério Borges, a expectativa é pela reorganização da administração municipal e pela continuidade dos projetos em andamento. Até o momento, a ex-prefeita não havia se manifestado publicamente sobre a decisão da Câmara.

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