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Projeto tenta conter avanço de algas no Tietê na região de Rio Preto

Investimento de R$ 9 milhões levará tecnologia já usada em dezenas de países para combater algas que afetam o turismo e a pesca na região

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LG Sonic
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Uma nova tecnologia será utilizada para tentar reduzir a proliferação de algas no Rio Tietê, problema ambiental que afeta municípios da região noroeste paulista, incluindo Sabino, localizada a cerca de 140 quilômetros de Rio Preto.

O projeto-piloto será implantado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) no Córrego do Esgotão, em Sabino, área que historicamente registra intensas florações de algas e cianobactérias responsáveis pela formação da chamada “nata verde” na superfície da água. O fenômeno tem impactos ambientais e também afeta atividades ligadas ao turismo, pesca, lazer e esportes náuticos na região.

A iniciativa prevê a instalação de 14 boias inteligentes interligadas, equipadas com tecnologia ultrassônica capaz de reduzir a proliferação das algas sem a utilização de produtos químicos. Além disso, os equipamentos vão monitorar continuamente diversos indicadores da qualidade da água.

Segundo a Cetesb, a cidade foi escolhida para receber o projeto por reunir características que permitem avaliar a eficácia da tecnologia em condições reais, incluindo o histórico recorrente de florações de algas e a importância do rio para a economia e o turismo local.

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A instalação das boias está prevista para agosto. Os primeiros resultados deverão ser avaliados cerca de 90 dias após o início da operação do sistema.

Com investimento estimado em R$ 9 milhões, a estrutura utilizará inteligência artificial para ajustar automaticamente a frequência das ondas ultrassônicas conforme as condições da água. Sensores também irão monitorar parâmetros como oxigênio dissolvido, pH, turbidez, temperatura e concentração de algas.

Toda a operação funcionará com energia solar e baterias de lítio. Desenvolvida na Holanda e já utilizada em dezenas de países, a tecnologia foi escolhida por apresentar baixo impacto ambiental e capacidade de atuação em grandes áreas.

A área abrangida pelo projeto possui aproximadamente 960 mil metros quadrados (equivalente a mais de 130 campos de futebol) e cerca de 7 milhões de metros cúbicos de água.

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Embora não passe por São José do Rio Preto, o Rio Tietê banha 11 municípios da região administrativa da cidade e do Noroeste Paulista, entre eles Adolfo, José Bonifácio, Mendonça, Nova Aliança, Novo Horizonte, Paulo de Faria, Ubarana e Sabino. O rio percorre 62 municípios paulistas antes de desaguar no Rio Paraná, na divisa com Mato Grosso do Sul.

A proliferação excessiva de algas ocorre principalmente devido ao excesso de nutrientes presentes na água, fenômeno conhecido como eutrofização. Em períodos de altas temperaturas e maior incidência de luz solar, a multiplicação das algas se intensifica, comprometendo a qualidade da água e prejudicando atividades econômicas e de lazer desenvolvidas ao longo do Rio Tietê.

O projeto integra as ações do Programa IntegraTietê, do Governo do Estado de SP, que reúne iniciativas de saneamento, monitoramento ambiental, desassoreamento, fiscalização e conservação voltadas à recuperação do principal rio paulista e de seus afluentes.

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