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Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 12 de junho

Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional

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Só piora
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A declaração da enfermeira concursada Camila de Carvalho Silva Ishizava caiu apenas como mais uma bomba na CPI da Saúde. Segundo a servidora, o então secretário de Saúde Rubem Bottas já estava determinado a fechar o contrato com a Santa Casa de Casa Branca e, antes mesmo que a Santa Casa de Rio Preto respondesse à pasta sobre a intenção de fazer o mutirão, já estava certo o destino dos R$ 11,9 milhões.

Breve histórico

A CPI presidida pelo vereador Renato Pupo (Avante) está tocando em pontos sensíveis da administração da Saúde, apesar do assunto estar restrito à comissão e sendo evitado a todo custo no meio político, principalmente no alto escalão. Em depoimento anterior, o secretário da Fazenda, Nelson Guiotti, declarou que só fez o pagamento adiantado de R$ 4,7 milhões, mas que a decisão foi exclusivamente de Bottas, até então gestor da Saúde

E mais

Outro que também já prestou depoimento e se isentou de toda e qualquer culpa foi o servidor Matheus Costa, dizendo que apenas cumpriu ordens. Já a servidora que é apontada como a responsável pelo contrato milionário, Cícera Nayara Miranda Paiva, não soube dizer quem tomou a iniciativa do contrato, se limitando a garantir que a Santa Casa de Casa Branca vai devolver os R$ 3,8 milhões que ainda faltam.

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Para completar

Como se não bastasse a CPI estar com lupa no contrato, outras coisas aconteceram no âmbito da Secretaria de Saúde, agora sob o comando interino de Mauro Alves, que também é do Planejamento. Nos últimos dias, houve uma “limpa” de apadrinhados na pasta da Saúde. Diversos remanejamentos depois que os servidores foram cortados. Entre eles, alguns concursados voltaram para funções que ocupavam no governo anterior.

Uma das saídas que mais chamou a atenção foi de um apadrinhado, apontado como cunhado de Cícera Nayara. Na verdade, ele foi remanejado da Saúde para a Cultura e virou barulho. Para ser encaixado no novo cargo, foi preciso demitir um outro apadrinhado. Por acaso, ou não, foi um indicado de Abner Tofanelli (PSB). Óbvio que o vereador, que já esteve na base aliada do prefeito Fábio Candido (PL), não gostou.

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Sem técnica

Apesar de estar ocupando o cargo por indicação política, o servidor ligado a Abner tem formação na área da Cultura, configurando uma indicação técnica, independentemente de ser persona non grata. Já o cunhado de Cícera Nayara não tem os mesmos predicados. Abner ficou muito bravo e tratou de encaminhar ofício para a administração questionando os critérios técnicos que levaram a uma nomeação, em detrimento da outra.

Olhos abertos

A troca de técnicos por nomeações políticas não é bem-vista. “Eles estão trocando pessoas capacitadas por apoio ou favores. Na maioria das vezes são pessoas sem conhecimento das áreas em que vão atuar e que podem mais prejudicar do que ajudar”, apontou um servidor. O alerta já acendeu nos bastidores. Há quem acredita que a administração está agindo mais com interesses do que com expertise.

Sumido

Enquanto tudo isso acontece, o prefeito anda sumido de eventos públicos. Ele não foi na Festa das Nações do Serviço Social São Judas Tadeu nem na missa da Igreja Redentora, a primeira depois que o telhado do templo foi restaurado. O fato de se dizer católico aumentou ainda mais as especulações sobre as ausências. Enquanto isso, quem está nadando de braçadas é o ex-prefeito Edinho Araújo (PRD). Não perde uma balada!

Vácuo

Edinho tem aproveitado os espaços para fazer aquilo que sempre fez: ir para o corpo a corpo atrás de votos. Pré-candidatíssimo à deputado federal, o ex-prefeito já está gastando sola de sapato tem muito tempo. Os mais próximos de Edinho avaliam como positivo este distanciamento do atual prefeito com o povo. Os mais empolgados já aproveitam para fazer planos para daqui dois anos em clima de “já ganhou”.

Dificultando

Ninguém nega que as eleições deste ano são um “esquenta” para as de 2028. Até o momento, nada saiu daquilo que já era esperado. Não é segredo para ninguém que o atual governo tem seus preferidos e as próprias estratégias para tentar minar candidaturas de desafetos. Entre eles, as do deputado estadual Itamar Borges (MDB) e do ex-deputado estadual Danilo Campetti (Republicanos). Os times já estão em campo.

Leitura

A base aliada do prefeito na Câmara tem se mantido até fiel, exceto por uma ou outra escapadela. No entanto, a ordem que veio de cima não agradou a todos os vereadores que ainda permanecem na volátil base. No mundo ideal do atual governo, ninguém que faz parte da base deve dar lado para Itamar e Campetti. No entanto, a realidade é outra e as conversas, por mais escondidas, já estão ganhando os corações dos vereadores.

Lição

É uma faca de dois gumes. Os vereadores que se renderem aos encantos de Itamar ou de Campetti correm o risco de serem cortados e até mesmo humilhados, como aconteceu com o suplente Marcelo Renato (Novo) quando votou contra a nova Planta Genérica de Valores. Para garantir o suspense, dizem que o governo prepara uma nova mudança de secretariado. As conversas já acontecem há um tempo, com direito a escolha de pastas.

Sem pressa

A promessa é que o troca-troca seja feito no meio da campanha eleitoral, em setembro. Já tem algo em torno de oito ou nove secretários na berlinda e a promessa, por enquanto, é de trocas por nomes mais técnicos e menos políticos. Uma das que deve deixar o cargo é Carina Ayres. Pelo que se ouve nos bastidores, o pedido para deixar a Secretaria de Agricultura teria partido da própria empresária e não teria motivos políticos.

Tem mais

Também corre nos bastidores que o período eleitoral será para destravar algumas coisas. Entre elas, as inaugurações da Clínica Pet e do Bom Prato da Região Norte. A estratégia do governo seria esperar a época de campanha eleitoral para evitar dar palanque a quem ajudou as coisas acontecerem. Entre eles, Itamar Borges. O homem de bigode não cansa de dizer que é o responsável pelas emendas parlamentares que viabilizou as obras.

Enquanto isso…

Além de Itamar, Alexandre Montenegro (PL) engrossa as cobranças pelo início do funcionamento da Clínica Pet. Na última sessão, o vereador usou a tribuna para cobrar a inauguração e ganhou o apoio de Pedro Roberto (Republicanos), que chegou a pedir para organizarem uma forma de ouvir as explicações da secretária do Bem-Estar Animal, Amália Paci, sobre os motivos da demora. Agora é só esperar uma convocação.

Teve mais

Durante a fala na tribuna, o vereador Anderson Branco (Progressistas) reconheceu que o contrato de R$ 11,9 milhões com a Santa Casa de Casa Branca foi um erro. Branco tentava defender o projeto que libera R$ 10,1 milhões para o contrato da Smart Rio Preto. O vereador, que já foi secretário de Governo, não conseguiu defender com unhas e dentes o projeto, apenas se limitou a dizer que é preciso confiar no prefeito.

No escuro

Apesar das ressalvas, dos silêncios e das explicações vagas, o projeto acabou aprovado. No entanto, o clima era de tensão entre os vereadores da base. Por não saberem exatamente o que estavam votando, muitos preferiram não se enfiar em discussões que não conseguiriam sustentar. Outros demonstraram real preocupação com a qualidade daquilo em que estavam “enfiando o nariz”. A votação foi “pela confiança” apenas.

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