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“Sintonia Final” do PCC é condenado por homicídio em Rio Preto

Jurados reconheceram motivo torpe no assassinato de Bruno Rodrigues de Oliveira; réu, apontado como “Sintonia Final da 017”, seguirá preso em regime fechado

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Arquivo/ Gazeta de Rio Preto
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O Tribunal do Júri de Rio Preto condenou, nesta quinta-feira (18/6), Carlos Roberto Alvelino da Silva, conhecido como “Muita Treta”, a 21 anos, 4 meses e 20 dias de prisão em regime inicial fechado pelo assassinato de Bruno Rodrigues de Oliveira, o “HellBoy”, de 23 anos. Além do homicídio qualificado, ele também foi condenado por porte ilegal de arma de fogo.

A sentença foi proferida após os jurados reconhecerem a autoria e a materialidade do crime, além de acolherem a qualificadora do motivo torpe, tese sustentada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público durante o julgamento.

O crime ocorreu em 14 de fevereiro de 2024, no bairro João Paulo II. Na ocasião, policiais militares foram acionados após relatos de disparos na Rua Roque Romano e encontraram Bruno já sem vida, com um ferimento provocado por arma de fogo na testa.

As investigações conduzidas pela 3ª Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) do Deinter-5 apontaram que o assassinato teria sido motivado por desavenças relacionadas ao tráfico de drogas. Conforme a apuração, a vítima estaria comercializando entorpecentes para usuários ligados a outra área de atuação, o que teria provocado conflitos e culminado na execução.

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Ainda segundo as investigações, Carlos Roberto, o “Muita Treta”, ocupava a posição de “Sintonia Final da 017” dentro da estrutura do Primeiro Comando da Capital (PCC), função apontada pelas autoridades como um posto de liderança responsável pela disciplina e pelas atividades da facção na região do DDD 017, que engloba Rio Preto e outras cidades do noroeste paulista.

Preso desde março de 2024, inicialmente por prisão temporária e posteriormente por preventiva, o réu foi levado a julgamento após a Justiça manter sua pronúncia, apesar dos recursos apresentados pela defesa.

De acordo com a Polícia Civil, o trabalho realizado pela equipe da 3ª Delegacia de Homicídios foi decisivo para a condenação. A investigação reuniu provas consideradas robustas, possibilitando a identificação do autor e o esclarecimento completo do caso. O conjunto probatório produzido ao longo do inquérito serviu de base para a convicção dos jurados.

A acusação no plenário foi conduzida pelo promotor de Justiça Horival Marques de Freitas Júnior. A defesa ficou a cargo do advogado Vitor Hugo de Souza Nogueira.

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Com a decisão do Tribunal do Júri, Carlos Roberto Alvelino da Silva permanecerá preso para cumprimento da pena em regime fechado. A Polícia Civil destacou que a condenação representa mais um resultado do trabalho de combate aos crimes contra a vida e de investigação qualificada desenvolvidos pela Deic de Rio Preto.

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