Cidades
Isolamento social muda a rotina de profissionais em Rio Preto
A redação do Gazeta de Rio Preto conversou com alguns leitores e conta um pouco da realidade deles
A determinação pelo isolamento social em Rio Preto tem mudado, e muito, a rotina das pessoas. Além de profissionais das áreas consideradas como não essências, tantos outros estão em casa, trabalhando ou não. Para entender como cada um tem lidado com esse período, a redação do Gazeta de Rio Preto conversou com alguns leitores e conta agora um pouco da realidade deles.
A estudante de jornalismo e auxiliar de marketing, Nathália Sanches Bertula, de 20 anos, diz que antes da quarentena passava o dia todo fora de casa. “Acordava às 5h30 da manhã e ia pra academia. De lá, direto pro trabalho, onde ficava até às 18h. De lá já seguia direto pra faculdade. Chegava em casa por volta das 22h30”.
Quando recebeu a notícia, no dia 18 de março, que todos os funcionários da empresa passariam a trabalhar de casa, no chamado teletrabalho, Nathalia achou que ia ser mais fácil fazer todos os seus afazeres diários. “Me enganei”.
“Na primeira semana senti um pouco de falta de estrutura. Não tenho em casa uma mesa e cadeira específica para trabalhar, não tenho as pessoas que trabalham comigo por perto. Isso prejudicou um pouco nossa comunicação”, revela.
A adaptação veio com o tempo. Hoje, exatamente um mês depois, Nathália já se sente mais à vontade. Mas, em relação à faculdade, as coisas ainda estão complicadas. “Já era difícil trabalhar o dia todo e ir direto pra faculdade”.
Agora, Nathália tem a impressão que a faculdade quer suprir a questão da falta das aulas presenciais com excesso de conteúdo. “Temos conteúdo online nas plataformas, transmissão ao vivo no horário das aulas e trabalhos”.
Para a auxiliar de marketing, Alice Sanna, de 32 anos, colega te trabalho de Nathália, a rotina também mudou. “Três vezes na semana eu acordava às 5h30 e ia malhar com meu marido. Na volta me arrumava e ia pro trabalho. Antes de voltar pra casa passava no mercado e comprava alguma coisa pro jantar”, comenta.
Com o início do teletrabalho, Alice e o marido estão acordando mais tarde. Fazem o treino em casa mesmo. “Não estamos saindo de casa para nada. Tudo que preciso compro pela internet e peço para entregar em casa”. Grávida de seis meses, Alice só sai de casa para ir ao médico.
Os desafios
Por conta da nova rotina, Nathália tem ficado o dia todo dentro do quarto, “saio só pra me alimentar e tomar banho”. No meio do tempo, ela diz que não consegue fazer nada para se distrair.
“Antes, o fato de estar fora de casa, já aliviava o cansaço mental. Você anda, vê pessoas, coisas diferentes, está com os amigos do trabalho, da faculdade. Mesmo a rotina sendo a mesma, tem um diferencial”, pontua. Além disso, a falta do exercício físico também tem atrapalhado Nathália na questão da disposição. Para tentar minimizar esse problema “tenho feito caminhadas na praça em frente de casa”.
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