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Com cinquenta anos de história, FIT 2019 traz 60 apresentações

A programação tem início no dia 4 de julho, quinta-feira, às 19h30, no Anfiteatro Nelson Castro (Represa Municipal), com o espetáculo Elza, que celebra a trajetória da cantora Elza Soares

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O Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto (FIT RIO PRETO) completa 50 anos de história. Criado em 1969 pela Prefeitura Municipal de São José do Rio Preto como Festival Nacional de Teatro Amador, em 2001 ampliou suas fronteiras e assumiu dimensão internacional, a partir de uma parceria com o Sesc São Paulo. Com espetáculos nacionais e internacionais de vários gêneros e formatos, ações formativas e um ponto de encontro com intervenções e performances que unem diversas linguagens, o festival acontece de 4 a 13 de julho e apresenta 34 obras que vão ocupar 20 locais da cidade, totalizando mais de 60 apresentações.

Realizado pela Prefeitura Municipal de São José do Rio Preto e pelo Sesc São Paulo, o FIT RIO PRETO anualmente leva aos palcos, às ruas e espaços alternativos, o diálogo e as possibilidades de leitura do mundo contemporâneo. O evento é um importante espaço de discussão e reflexão sobre as artes cênicas e suas conexões.

A programação tem início no dia 4 de julho, quinta-feira, às 19h30, no Anfiteatro Nelson Castro (Represa Municipal), com o espetáculo Elza, que celebra a trajetória da cantora Elza Soares. Vencedor do Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor dramaturgia e do Prêmio Shell de melhor música, a apresentação mostra episódios que marcaram a vida e a obra da cantora, uma artista à frente do seu tempo, sinônimo de resistência e reinvenção. Em cena, sete atrizes se dividem ao vivê-la em suas mais diversas fases entoando músicas recentes como A Mulher do Fim do Mundo e Maria da Vila Matilde, além de sucessos das mais de seis décadas de carreira da cantora, como Lama, Malandro, Lata D’Água e Cadeira Vazia.

Segundo o Prefeito de São José do Rio Preto, Edinho Araújo: “para a Prefeitura de Rio Preto, é motivo de orgulho comemorar os 50 anos do nosso Festival de Teatro. Temos a responsabilidade pública de manter vivo um dos principais projetos culturais do Brasil, que é o FIT Rio Preto. Com a parceria do Sesc São Paulo, unimos forças para auxiliar na promoção do bem comum e ter a Cultura como um dos pilares da constituição da nossa identidade. Que o teatro manifeste-se por toda a cidade por meio do FIT e crie potentes encontros, com intercâmbio de ideias, afetividade e valor humano.”

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E Danilo Santos de Miranda, Diretor Regional do Sesc São Paulo, completa: “ao estimular eventos culturais de grandes dimensões e relevância internacional, o Sesc, em parceria com a municipalidade de São José do Rio Preto, possibilita a fruição e a formação do grande público na linguagem teatral, território do simbólico, além de fomentar importantes reflexões sobre contextos universais, ao confrontar montagens nacionais e internacionais, fortalecendo conexões e compreensões oriundas de cada contexto sociocultural e ampliando as possibilidades de leitura do mundo contemporâneo.”

A curadoria desta edição foi realizada por Alexandre Dal Farra, dramaturgo, diretor e escritor, indicado aos principais prêmios brasileiros do teatro e ganhador do prêmio Shell de melhor autor; Adriana Macedo, jornalista com pós-graduação em Gestão Cultural e assistente da Gerência de Ação Cultural do Sesc São Paulo; e Ruy Filho, idealizador e editor da revista Antro Positivo, publicação sobre artes cênicas e pensamento contemporâneo, integrante da International Association of Theatre Critics e curador de teatro, dança e performance do espaço cultural Centro da Terra, em São Paulo.

Para eles, por mais que se tente silenciar a arte, ela sempre encontra os caminhos de se recriar. O FIT RIO PRETO carrega uma história imensa, mas também, uma certa tradição, justamente, de não prezar demais pela tradição. Assim, o trio de curadores trabalhou no sentido de dar continuidade a este espaço que sempre foi do movimento, sempre olhou para frente e sempre apontou para o que há de mais criativo e diverso no teatro brasileiro e internacional. A curadoria propõe uma comemoração que não se construa tanto sobre a rememoração do que o FIT já foi, mas principalmente sobre a criação do que ele virá a ser; menos sobre a lembrança dos teatros que por aqui passaram, e mais pela imaginação dos teatros que poderão surgir.

Edição plural

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A edição 2019 do FIT RIO PRETO caracteriza-se por propor uma programação de grande valor artístico, estético e de reflexão crítica. A programação, provocativa é aberta às mais diferentes tendências contemporâneas das artes cênicas. Nesse sentido, antes do que buscar obras que tratassem de determinados assuntos ou questões, buscou-se obras que fossem urgentes e contundentes na sua especificidade. Buraquinhos ou O Vento é Inimigo do Picumã (Coletivo Carcaça de Poéticas Negras), Domínio Público (Elisabete Finger, Maikon K, Renata Carvalho e Wagner Schwartz), Epidemia Prata (Cia Mungunzá de Teatro) e Tom na Fazenda são exemplos de trabalhos presentes nesta edição e que perpassam temáticas latentes como violência, censura, racismo, homofobia e repressão.

Para além da produção do eixo Rio-São Paulo, também integram a programação do Festival companhias de Minas Gerais, Amapá, Bahia, Piauí e Santa Catarina, apresentando resultados de diferentes pesquisas e realidades de produção. França, Gana, Irã, México e Bolívia compõem o programa internacional com obras contemporâneas que dialogam com outras áreas artísticas. 

Com três espetáculos na programação – agbanWu – [Velório] –  [Lying in State], dZikudZikui-aBiku-aBiikus – [Nascido Depois do Nascido-Morto] –  [Born to death-born to die] e Strikethrough – [Tachado] – a artista Va-Bene Fiatsi, de Gana (África), propõe uma reflexão sobre nossas contribuições, ações e inações em relação à violência humana, discriminação, ódio, preconceito, nossas vulnerabilidades e mortalidade. Já Hearing – [Escuta], do Irã, traz à cena dois tempos diferentes, o da inocência infantil e o da reflexão sobre o olhar passado.

Os bolivianos do Kinteatr apresentam Romeo y Julieta de Aramburo, uma versão nada sonhadora da versão original de Shakespeare, mas que denuncia o patriarcado ainda reinante na Bolívia. Por favor cierra la puerta, gracias [Por Favor Feche a Porta, Obrigado], do grupo mexicano Vaca 35 Teatro apresenta um teatro-documentário propondo um passeio por Juarez, cidade mexicana que faz fronteira com os Estados Unidos, suas histórias e seus fantasmas.

Espetáculos locais

Criada em 2017, a categoria Cena Rio Preto se mantém no FIT como fomentadora da produção teatral local. Companhias, artistas e coletivos residentes na cidade foram selecionados em dois módulos de participação: Módulo A, que contempla apresentações de espetáculos prontos, e Módulo B, direcionado a obras abertas a provocações, que recebem orientações de profissionais convidados em formato de residência artística. Nesta edição, seis trabalhos foram selecionados, três em cada categoria.

Como nas edições anteriores, o festival leva sua programação a espaços não-convencionais. Além de atrações no Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto, Teatro Municipal Paulo Moura, Teatro Waldemar de Oliveira Verdi – Sesi, e Teatro e Ginásio do Sesc Rio Preto, também serão ocupados locais públicos de grande circulação, como a Represa Municipal, o Parque Ecológico ‘Danilo Santos de Miranda’, o Zoológico Municipal, o Terminal Rodoviário, o Mercado Municipal e algumas das principais praças da cidade. 

Propulsão de ideias

Na busca pelo aperfeiçoamento do fazer e do pensar teatral, as ações formativas também são pontos de destaque. A curadoria conduz as atividades, ressignificando os papeis do público, das criações e de seus criadores. Partindo da noção de encruzilhada como lugar múltiplo, diverso, oposto, único, plural, de construção, de improvisação, proposta por Leda Martins, poeta, ensaísta, acadêmica e dramaturga brasileira, a equipe curatorial desenvolveu para o FIT RIO PRETO ações práticas, reflexivas, provocadoras e pedagógicas que pretendem aproximar os interessados e estabelecer diálogos.

A dupla de curadores formada por Eliana Monteiro (encenadora, orientadora artístico-pedagógica de escolas e grupos de teatro e integrante do grupo Teatro da Vertigem) e José Fernando Peixoto de Azevedo (diretor, dramaturgo, pesquisador e professor da Escola de Arte Dramática (EAD) e do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão, ambos da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – USP), propõe novidades como o deslocamento de algumas mesas de debates para lugares de intensa circulação da cidade, como a Represa Municipal e a Estação Rodoviária e entrevistas diárias transmitidas pela Rádio Educativa FM 106,7, com os agentes da história do Festival, desde sua formação, suas transformações e seu trabalho de continuidade.

Shows, performances e intervenções artísticas de várias linguagens poderão ser vistos no Graneleiro, Ponto de Encontro do FIT RIO PRETO. Localizado dentro do complexo Swift, o espaço é um dos patrimônios históricos da cidade; com arquitetura inglesa, serviu como silo nas décadas de 40 e 50. O Graneleiro estará aberto durante as noites do Festival para proporcionar a troca de experiências entre artistas e público, em clima de celebração.

Serviço:

FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – FIT RIO PRETO

De 4 a 13 de julho – São José do Rio Preto – SP/ Brasil.

Realização: Prefeitura Municipal de São José do Rio Preto e Sesc São Paulo.

Programação completa no site fitriopreto.com.br.

Ingressos à venda a partir de 19 de junho, às 16 horas no site do FIT RIO PRETO e a partir das 18 horas em todas as unidades do Sesc de São Paulo. 

 

Locais das apresentações:

Complexo Swift de Educação e Cultura

Graneleiro | Auditório | Mezanino | Estacionamento

Av. Duque de Caxias, 3900 – Jardim dos Seixas. Tel.: (17)3211-4000.

 

Sesc Rio Preto | Teatro | Ginásio

Av. Francisco das Chagas Oliveira, 1333 – Chácara Municipal. Tel.: (17)3216-9300.
 

Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto

Av. Brigadeiro Faria Lima, 5381 – Vila São José. Tel.: (17) 3226-1501 | (17) 3226-2626.

Teatro Municipal Paulo Moura

Av. Duque de Caxias, 3900 – Jardim dos Seixas.  Tel.: (17) 3224-0024.

Teatro Waldemar de Oliveira Verdi – Sesi

Av. Duque de Caxias, 4656 – Jardim dos Seixas. Tel.: (17) 3224-6611  

 

Ruas e espaços públicos:

Anfiteatro Nelson Castro – Represa Municipal 

Avenida Duque de Caxias, s/nº – Vila Ercília – Em frente ao Complexo Swift de Educação e Cultura. Tel.: (17) 3202-2310.

Parque Ecológico Danilo Santos de Miranda 

Avenida Benedito Rodrigues Lisboa, 1300 – São Francisco. Tel.: (17) 3216-2868.

Represa Municipal – Lago 2 – Em frente AME 

Av. Lino José de Seixas, 1455 – Jardim dos Seixas

Praça Rui Barbosa 

Localizada em frente à entrada principal da Sé Catedral de São José, entre as ruas Siqueira Campos e Jorge Tibiriçá. Faz parte do Calçadão.

Escola Municipal Darcy Ribeiro

R. Geraldo Barbosa de Oliveira, 1 – Jardim Santo Antônio. Tel.: (17) 3236-7207

 

Praça dos Esportes e da Cultura de Engenheiro Schmitt

Estrada Municipal SJR-365 – Eng. Schmitt. Tel.: (17) 3808-1101

 

Praça da Igreja São Sebastião – Distrito de Talhado

Rua Liberdade, 137 – Distrito de Talhado. Tel.: (17) 3829-6515 

Zoológico Municipal (Bosque)

Rua José Deguer, s/nº – Jardim Nazareth. Tel.: (17) 3225-3930 

Praça Cacilda Becker

Bairro: Chácara Municipal – ao lado do Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto

Terminal Rodoviário Urbano

Rua Pedro Amaral. Centro

Associação de Pessoas com Deficiência – ACADEF

Rua Cosmorama – 163 –  Vila Ideal Tel.: (17) 3222-5353

Casa

Avenida das Hortênsias, 263 – Jardim dos Seixas.

Mercado Municipal

Rua Antônio de Godoy, 3048 – Centro. Tel.: (17) 3231-6119.

 

PROGRAMAÇÃO (por ordem de apresentação)

 

ESPETÁCULOS ADULTOS 

 

ELZA | Sarau Agência de Cultura Brasileira (Rio de Janeiro/RJ)

O musical celebra a trajetória da cantora Elza Soares, artista à frente do seu tempo, sinônimo de resistência e reinvenção. Em cena, sete atrizes se dividem ao vivê-la em suas mais diversas fases. Episódios que marcaram a vida e a obra de Elza Soares são costurados por músicas recentes como A Mulher do Fim do Mundo e Maria da Vila Matilde, além de sucessos das mais de seis décadas de carreira da cantora, como Lama, Malandro, Lata D’Água e Cadeira Vazia.

Texto: Vinícius Calderoni | Direção: Duda Maia | Elenco: Janamô, Júlia Tizumba, Késia Estácio, Khrystal, Laís Lacôrte, Larissa Luz e Verônica Bonfim.

Dia 4, quinta-feira, às 19h30 | Anfiteatro Nelson Castro (Represa Municipal) | Duração: 150 minutos | Classificação etária: 14 anos | GRÁTIS.

 

|ENTRE| LADEIRAS | Núcleo Aqui Mesmo (São Paulo)

Performance de dança site specific originalmente criada e apresentada na Ladeira da Memória, no centro de São Paulo. Um grupo de bailarinos-performers se instala pouco a pouco no espaço, criando a performance por meio da relação de seus corpos com a arquitetura, a paisagem, as perspectivas e com os fluxos de público de cada lugar. Da invisibilidade à visibilidade, uma constelação de corpos se configura percorrendo, permanecendo, sinalizando e preenchendo o espaço. 

Concepção e direção geral: Carmen Morais | Bailarinos-performers: Amanda Correa, Arthur Sebast, Carmen Morais, Fabíola Camargo, Felipe Cirilo e Thais Ushirobira.

Dia 5, sexta-feira, às 17h | Dia 6, sábado, às 11h | Praça Rui Barbosa | Duração: 50 minutos | Classificação etária: Livre | GRÁTIS.

 

POR FAVOR FECHE A PORTA, OBRIGADO [Por favor Cierra la Puerta, Gracias] | Vaca 35 Teatro (México)

A encenação propõe um passeio por Ciudad Juárez, suas histórias e seus fantasmas. As histórias são de todos, de qualquer um, daqueles que se foram e dos que ficaram, daqueles que deram um trago e entristeceram e ficaram sozinhos, daqueles de portas abertas e dos que as querem fechar, daqueles que se perderam no bar e não o querem deixar, dos que sobem no trem ou ficam e de todas aquelas que, de repente, lhe haviam tomado a paz. Essas histórias chegam e se acomodam em um pequeno apartamento no centro da cidade e nos abrem a porta de madeira velha. Histórias que se pensavam esquecidas, que riem, que no final ficarão bailando a noite toda sobre as estrelas.

Autor: Criação coletiva Vaca 35 Teatro | Direção e concepção:  Damián Cervantes | Elenco: Guadalupe Balderrama, Alan Posada, José Rafael Flores, Laura Galindo, Mario Vera, Humberto Morales e Abril Badillo.

Dias 5, 6 e 7, sexta-feira, sábado e domingo, às 19h | Casa – Avenida das Hortênsias, 263, Jardim dos Seixas | Duração: 90 minutos | Classificação etária: 18 anos | Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (meia-entrada) e R$ 5,00.

ESCUTA [Hearing] | Mehr Theatre Group (Irã)

O dormitório das meninas sempre foi como um castelo inatingível. As portas e janelas tinham mil tipos de cercas, fechaduras, barreiras, vidros grossos e guardas. Depois da porta de entrada, começava um mundo feminino no qual a presença de qualquer homem era proibida. Hearing apresenta o relato de uma garota que conta ter ouvido um homem em um dos quartos do dormitório.

Texto e direção: Amir Reza Koohestani | Elenco: Mona Ahmadi, Ainaz Azarhoush, Elham Korda e Mahin Sadri.

Dias 5 e 6, sexta-feira e sábado, às 21h30 | Ginásio do Sesc Rio Preto | Duração: 70 minutos | Classificação etária: 12 anos | Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (meia-entrada) e R$ 5,00.

 

BURAQUINHOS OU O VENTO É INIMIGO DO PICUMÃ | Carcaça de Poéticas Negras (São Paulo/SP)

Um menino negro – morador do bairro Guaianases, zona leste de São Paulo – vai à padaria no primeiro dia do ano e leva um “enquadro” de um policial. Então, começa a correr e não para mais. Em uma maratona pelo mundo, passa por países da América Latina e África. Ao longo do caminho, é atingido por 111 tiros de arma de fogo pelo policial que o persegue. Com fortes tintas de realismo fantástico, a obra denuncia o genocídio da população jovem, negra e periférica.

Idealização, coordenação e dramaturgia:  Jhonny Salaberg | Direção: Naruna Costa | Elenco: Ailton Barros, Clayton Nascimento e Jhonny Salaberg.

Dias 5 e 6, sexta-feira e sábado, às 21h30 | Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto | Duração: 90 minutos | Classificação etária: 12 anos | Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (meia-entrada) e R$ 5,00.

 

MÃO – TRANSLAÇÃO DA CASA PELA PAISAGEM | Coletivo Mão (Rio de Janeiro/RJ)

A performance de rua traz ao público a construção, ao vivo, de uma estrutura de 8 metros de altura, de ferro e madeira. Movimentos ordinários de uma construção, como aparafusar, carregar e encaixar, se misturam aos equilíbrios em pêndulo, às escorregadas acrobáticas em uma enorme rampa de madeira, aos saltos e giros durante a edificação da estrutura. Inspirado na mão de obra de construções no espaço público e na força de trabalho que ergue lonas e estruturas de circo, MÃO é a sua própria construção.

Direção: Renato Linhares | Elenco: Adelly Constantini, Camila Moura, Carolina Cony, Daniel Elias, Daniel Poittevin, Fábio Freitas e Bartolo.

Dia 6, sábado, às 16h30 | Parque Ecológico Danilo Santos de Miranda | Dia 7, domingo, às 16h30 | Zoológico Municipal (Bosque) | Duração: 60 minutos | Classificação etária: Livre | GRÁTIS.

 

DOMÍNIO PÚBLICO | Elisabete Finger, Maikon K, Renata Carvalho e Wagner Schwartz – Núcleo Corpo Rastreado (Curitiba/PR, São Paulo/SP e Paris/França)

Os quatro artistas se juntam para uma reflexão a partir dos ataques que sofreram em 2017. Tomando como ponto de partida um dos ícones da história da arte, revelam como uma obra pode ser utilizada em diferentes narrativas ao longo do tempo, incitando as mais diversas reações, espelhando os fatos e absurdos de nossas sociedades.

Criação, texto e performance:  Elisabete Finger, Maikon K, Renata Carvalho e Wagner Schwartz | Colaboração artística: Ana Teixeira.

Dias 6 e 7, sábado e domingo, às 19h | Teatro do Sesc Rio Preto | Duração: 40 minutos | Classificação etária: 14 anos | Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (meia-entrada) e R$ 5,00.

 

TOM NA FAZENDA | ABGV Produções Artísticas (Rio de Janeiro/RJ)

O publicitário Tom é envolvido numa trama de mentiras quando vai à fazenda da família para o funeral de seu companheiro. Ao chegar, descobre que a sogra nunca tinha ouvido falar dele e tampouco sabia que o filho era gay. A fazenda, aos poucos, vira cenário de um jogo perigoso, onde quanto mais os personagens se aproximam, maior a sombra de suas contradições.

Texto: Michel Marc Bouchard | Tradução: Armando Babaioff | Direção: Rodrigo Portella | Elenco: Armando Babaioff, Analu Prestes, Gustavo Vaz e Camila Nhary.

Dias 6 e 7, sábado e domingo, às 19h | Teatro Municipal Paulo Moura | Duração: 120 minutos | Classificação etária: 18 anos | Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (meia-entrada) e R$ 5,00.

TACHADO [Strikethrough] | Va-Bene Fiatsi [crazinisT artisT] (Gana)

A obra é uma narração performativa de uma rasura com traços de trauma psicológico e tortura, enquanto navega pelas fronteiras coloniais. Reexamina a própria sensação de vulnerabilidade, rejeições e discriminações nos espaços que não foram feitos para “outres” ou “corpos estranhos”. A performance foi sintetizada com diversos vídeos que registraram a confusão de seguranças de fronteiras ao lidar com documentos de artistas não binários.

Criação: Va-Bene Fiatsi [crazinisT artisT] | Direção técnica: Martin Toloku.

Dia 7, domingo, às 21h30 | Ginásio do Sesc Rio Preto | Duração: 90 minutos | Classificação etária: 16 anos | Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (meia-entrada) e R$ 5,00.

 

MEDEIA NEGRA | Grupo Vilavox (Salvador/BA)

Medeia é vista, por nós, como a fundação de uma exclusão fundamental: a invisibilização da voz feminina. A peça irá revelar, para o público, outras possíveis leituras do mito. No tempo passado, presente e futuro, a personagem desconstrói o mito para convocar as mulheres à retomada do poder. A ancestralidade e a evocação aos cânticos negros de libertação disparam um embate entre público e personagem sobre as reflexões levantadas.

Dramaturgia: Márcio Marciano e Daniel Arcades | Direção: Tânia Farias | Concepção e atuação: Márcia Limma.

Dias 7 e 8, domingo e segunda-feira, às 21h30 | Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto | Duração: 60 minutos | Classificação etária: 16 anos | Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (meia-entrada) e R$ 5,00.

 

OS MINUTOS QUE SE VÃO COM O TEMPO | Zózima Trupe (São Paulo)

E se cada minuto fosse uma semente, quantas florestas teríamos perdido? Embarcar rumo à casa, esse lugar dentro de si, é atravessar imensidões, internas e externas, imensidões marítimas, urbanas, íntimas e passageiras. O espetáculo é um caminho que se propõe a acompanhar os passageiros em seus variados destinos. Uma jornada de trajetos afetivos e geográficos, proposto por figuras que alteram as bordas do cotidiano no transporte coletivo, local onde é encenada a peça.

Dramaturgia (em processo colaborativo): Cláudia Barral | Direção: Anderson Maurício | Artistas pesquisadores: Anderson Maurício, Cleide Amorim, Junior Docini, Maria de Alencar, Priscila Reis, Tatiana Nunes Muniz e Tatiane Lustoza.

Dia 8, segunda-feira, às 16h | Terminal Rodoviário Urbano – Linha 416 – Vida Nova Fraternidade (Plataforma 07 – Pista da direita) | Dia 9, terça-feira, às 16h | Terminal Rodoviário Urbano – Linha 202 – Nato Vetorazzo (Plataforma 12 – Pista do meio) | Duração: 120 minutos | Classificação etária: Livre | GRÀTIS. O espectador deverá adquirir a passagem do transporte coletivo, à venda na bilheteria do Terminal Rodoviário Urbano. Apresentação sujeita à capacidade de lotação do ônibus.

 

PEÇA PARA ADULTOS FEITA POR CRIANÇAS | Elisa Ohtake (São Paulo/SP)

Uma peça feita por cinco crianças aventureiras para uma plateia de adultos. Elas atuam, dançam, vivem, mergulham em Hamlet, no transumano, no além do humano, inventam brincadeiras para adultos contra a chatice, contra o antropocentrismo, contra a morte em vida. Inventam cosmobrincadeiras porque querem cosmopolítica. O texto, escrito com as crianças e a diretora Elisa Ohtake, respeitou o nível de entendimento que cada uma delas tem de Hamlet.

Dramaturgia: Elisa Ohtake e elenco | Concepção e direção: Elisa Ohtake | Elenco: Davi Hamer, Felipe Bisetto, Joana Arantes, Michel Felberg e Vitória Reich | Performance especial: Paulo Cesar Pereio.

Dias 8 e 9, segunda e terça-feira, às 19h | Teatro do Sesc Rio Preto | Duração: 90 minutos | Classificação etária: 10 anos | Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (meia-entrada) e R$ 5,00.

 

tReta | Original Bomber Crew (Teresina/PI)

É um conflito, uma explosão, é um ato premeditado para envolver o outro, onde o público se arrisca para fazer a selfie do dia. É testemunha da violência compartilhada, dos corpos descartáveis no Brasil. A desigualdade das posições sociais e os atritos gerados a partir disso, a parte crua das situações, as cores e os valores. A treta do vizinho, a da batalha de breaking. A treta do Dirceu com as outras quebradas e a nossa própria treta que trás a dança como posicionamento no mundo. 

Concepção: Allexandre Santos e Cesar Costa | Direção: Allexandre Santos | Criação e performance: Allexandre Santos, Carlos Adriano (Nenem), Cesar Costa, Javé Montuchô, Malcom Jefferson, Maurício Pokemon e Phillip Marinho 

Dias 8 e 9, segunda e terça-feira, às 23h | | Swift – Graneleiro | Duração: 50 minutos | Classificação etária: 16 anos | Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (meia-entrada) e R$ 5,00.

 

VELÓRIO [agbanWu] [Lying in State] | Va-Bene Fiatsi [crazinisT artisT]  (Gana)

A performance “agbanWu” – palavra Ewe que significa “deitado no estado” – empresta as imagens dos tradicionais ritos fúnebres e o gesto simbólico do crucifixo. O corpo desconfortável, deitado preso em espinhos, tenta ressuscitar, sobreviver ou se render, buscando atrair o público para questionar e contemplar seus próprios medos, mortalidade e sobrevivência. Inspirada pelas relações de poder entre indivíduos judiciais, [o governo], os militares, a [igreja], o público e os indivíduos/grupos privilegiados e marginalizados em muitas partes da África. 

Criação: Va-Bene Fiatsi [crazinisT artisT] | Direção técnica: Martin Toloku | Flautista: Alice Guel.

Dia 9, terça-feira, das 18h30 às 22h30 | Swift – Área interna | Duração: 240 minutos (o tempo de permanência na performance é livre) | Classificação etária: 16 anos | GRÁTIS.

PROTOCOLO ELEFANTE | Grupo Cena 11 Cia. de Dança (Florianópolis/SC)

O Grupo Cena 11 evoca um réquiem-nascimento na tensão entre o esquecimento e novos futuros. Uma quietude cheia de gente, que insiste em perguntar: Porque continuar? A montagem é um ritual de descontinuidade e vestígio, é entender identidade como entropia. É propor um grupo compartilhando a solidão que nos define, investigar na ação de afastamento e isolamento do elefante na iminência de sua morte uma metáfora de separação e exílio.

Criação, direção e coreografia: Alejandro Ahmed | Criação e performance: Adilso Machado, Aline Blasius, Edú Reis Neto, Hedra Rockenbach, Jussara Belchior, Karin Serafin, Kitty Katt, Luana Leite, Marcos Klann, Mariana Romagnani e Natascha Zacheo | Direção de trilha, iluminação e performance: Hedra Rockenbach.

Dias 9 e 10, teça e quarta-feira, às 19h | Teatro Municipal Paulo Moura | Duração: 90 minutos | Classificação etária: 16 anos | Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (meia-entrada) e R$ 5,00.

 

EPIDEMIA PRATA | Cia Mungunzá de Teatro (São Paulo/SP)

A encenação traz uma costura entre duas linhas narrativas: a visão pessoal dos atores sobre personagens reais que conheceram em sua atual residência no Teatro de Contêiner, Centro de São Paulo, e o mito da Medusa. Performático e sinestésico, o universo prata assume no espetáculo uma infinidade de conotações que vão desconstruindo personagens estigmatizados pela sociedade e compartilhando a sensação de petrificação diante de tudo.

Argumento e texto: Cia Mungunzá de Teatro | Direção: Gerogette Fadel | Elenco: Gustavo Sarzi, Leonardo Akio, Lucas Beda, Marcos Felipe, Pedro Augusto, Verônica Gentilin e Virginia Iglesias.

Dias 9 e 10, terça e quarta-feira, às 21h30 | Ginásio do Sesc Rio Preto | Duração: 60 minutos | Classificação etária: 16 anos | Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (meia-entrada) e R$ 5,00.

violento. | Preto Amparo, Alexandre de Sena e Grazi Medrado (Belo Horizonte/MG)

violento. adjetivo. 1. que ocorre com uma força extrema ou uma enorme intensidade. 2. em que se emprega força bruta; brutal, feroz. 3. que possui grande força, grande poder de ataque ou de destruição. 4. falta de moderação, excessivamente enfático; veemente. 5. que apresenta agitação intensa; agitado, revolto, tumultuoso. 6. que perde facilmente o controle sobre si mesmo; irascível, colérico. 7. que contraria o direito e a justiça. 8. diz-se da morte causada pela força ou por acidente.

Dramaturgia: Alexandre de Sena e Preto Amparo | Direção: Alexandre de Sena | Elenco: Preto Amparo.

Dias 9 e 10, terça e quarta-feira, às 21h30 | Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto | Duração: 50 minutos | Classificação etária: 16 anos | Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (meia-entrada) e R$ 5,00.

 

CEGOS | Desvio Coletivo (São Paulo)

Homens e mulheres, em trajes sociais, cobertos de argila e de olhos vendados caminham lentamente interferindo poeticamente no fluxo cotidiano da cidade. O trabalho propõe uma reflexão acerca do modo de vida da sociedade contemporânea. O choque visual do efeito de petrificação dos corpos, o comportamento alienado e a lentidão dos movimentos instigam a reflexão sobre as diversas formas de “cegueira” e o empobrecimento da experiência humana decorrente do crescente processo de mercantilização da vida. 

Concepção: Marcelo Denny e Marcos Bulhões | Direção artística da performance: Marcos Bulhões e Priscilla Toscano.

Dia 11, quinta-feira, às 13h | Saída do Mercado Municipal | Dia 12, sexta-feira, às 15h | Represa Municipal – Lago 2 (em frente ao AME) | Duração: 180 minutos | Classificação etária: Livre | GRÁTIS.

 

QUANDO QUEBRA QUEIMA | ColetivA Ocupação (São Paulo/SP)

Quinze corpos insurgentes deslocam para a cena a experiência que tiveram dentro das escolas ocupadas entre 2015 e 2016, criando uma narrativa coletiva e comum a partir da perspectiva de quem viveu intensamente o dia a dia dentro do movimento. A peça é uma “dança-luta” coletiva, construída a partir das experiências de cada performer. Textos, músicas de protesto, coreografias e fotos feitas pelos próprios secundaristas compõem a cena.

Direção: Martha Kiss Perrone | Criação e performance: Abraão Santos, Alicia Esteves, Alvim Silva, Ariane Fachinetto, Beatriz Camelo, Gabriela Fernandes, Ícaro Pio, Letícia Karen, Marcela Jesus, Matheus Maciel, Mel Oliveira, Mayara Baptista e Pedro Veríssimo.

Dias 11 e 12, quinta e sexta-feira, às 19h | Escola Municipal Darcy Ribeiro | Duração: 90 minutos | Classificação etária: 14 anos | Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (meia-entrada) e R$ 5,00.

 

LUGAR DA CHUVA | Frêmito Teatro e Agrupamento Cynétiko (Macapa/AP e São Paulo/SP)

A dramaturgia cartográfica, que organiza o texto por ilhas, acompanha a trajetória de dois narradores-viajantes por diversos locais na foz do Rio Amazonas, reinventando as sensações que os atravessam durante o percurso entre a cidade e a floresta, entre o mato e o concreto, entre o rio e a rua. Entremeiam-se reflexões sobre um Amapá atual, urbano e globalizado, em suas complexas relações com a história, ancestralidades e natureza.

Dramaturgismo: Ave Terrena | Direção: Otávio Oscar | Elenco: Raphael Brito e Wellington Dias.

Dias 11 e 12, quinta e sexta-feira, às 19h | Teatro do Sesc Rio Preto | Duração: 70 minutos | Classificação etária: 14 anos | Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (meia-entrada) e R$ 5,00.

 

NASCIDO DEPOIS DO NASCIDO-MORTO [dZikudZikui-aBiku-aBiikus] [Born to death-born to die] | Va-Bene Fiatsi [crazinisT artisT] (Gana)

Terceira edição da série [Good Friday], a performance propõe uma reflexão sobre nossas contribuições, ações e inações em relação à violência humana, discriminação, ódio, preconceito, nossas vulnerabilidades e mortalidade. A obra traz o crucifixo como um ponto de partida, questionando o fracasso da Igreja/Cristianismo (sem excluir outras violências e discriminações religiosas) dentro e fora da África e sua participação contraditória em tantos atos desumanos e violações dos direitos humanos. 

Criação: Va-Bene Fiatsi [crazinisT artisT] | Direção técnica: Martin Toloku.

Dia 11, quinta-feira, às 21h30 | Swift – Estacionamento | Duração: 60 a 120 minutos | Classificação etária: 16 anos | GRÁTIS.

 

ROMEO Y JULIETA DE ARAMBURO | Kiknteatr (Bolívia)

A encenação de Romeo y Julieta de Aramburo, nada sonhadora como a original, trabalha a intimidade do conflito dos jovens amantes, do relativismo e do niilismo de nossos tempos. O que coloca em tensão, desde o início, o romantismo doclássico shakesperaino. A versão denuncia, sobretudo, o patriarcado ainda reinante – muitas mulheres, na Bolívia, quando se casam perdem “seu” sobrenome, paterno, para receber o de seu marido usando o “de”, que expressa propriedade. 

Texto:  Diego Aramburo (intervenção na obra de William Shakespeare, sobre tradução própria) | Direção e encenação:  Diego Aramburo | Elenco: Camila Rocha, Diego Aramburo e Ariana Stambuk.

Dias 12 e 13, sexta-feira e sábado, às 21h30 | Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto | Duração: 50 minutos | Classificação etária: 16 anos | Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (meia-entrada) e R$ 5,00.

 

MONSTRA | Elisabete Finger e Manuela Eichner (São Paulo/SP)

Sequência de células coreográficas independentes – blocos de ações que se colam e se separam uns dos outros com certa brutalidade, como se fossem cortados com uma tesoura. Dentro de cada bloco há um enunciado comum, mas cada conjunto pessoa-planta responde a ele de forma distinta, construindo a cada novo corte uma não-totalidade: uma colagem, uma comunidade, um ecossistema, uma monstra.

Direção: Elisabete Finger e Manuela Eichner | Criação e performance: Barbara Elias, Danielli Mendes, Josefa Pereira, Mariana Costa e Patrícia Bergantin.

Dias 12 e 13, sexta-feira e sábado, às 21h30 | Ginásio do Sesc Rio Preto | Duração: 50 minutos | Classificação etária: 18 anos | Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (meia-entrada) e R$ 5,00.

 

AUTO DA COMPADECIDA | Grupo Maria Cutia de Teatro e Gabriel Villela (Belo Horizonte/MG)

As aventuras picarescas de Chicó e João Grilo que começam com o enterro e o testamento do cachorro do Padeiro e de sua Mulher e acabam em uma epopeia milagrosa no sertão envolvendo o clero, o cangaço, Jesus, Maria e o Diabo. O cenário e o figurino trazem um sincretismo entre a estética oriental presente nas tapeçarias, o cangaço de Pernambuco e o barroco mineiro com motivos chineses da Igreja de Nossa Senhora do Ó de Sabará. O repertório musical é tocado e cantado ao vivo, com músicas que entrelaçam o regionalismo mineiro e o pernambucano.

Texto: Ariano Suassuna | Concepção e direção geral: Gabriel Villela | Elenco: Leonardo Rocha, Hugo da Silva, Mariana Arruda ou Jimena Castiglioni, Dê Jota, Malu Grossi, Marcelo Veronez e Polyana Horta.

Dia 13, sábado, às 19h | Teatro Municipal Paulo Moura | Duração: 80 minutos | Classificação etária: Livre | Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (meia-entrada) e R$ 5,00.

 

 

ESPETÁCULOS PARA TODOS OS PÚBLICOS

 

NERINA – A OVELHA NEGRA | Maracujá Laboratório de Artes (São Paulo/SP)

O espetáculo baseado no livro do conhecido cartunista Michele Iacocca é uma opereta com bonecos e atores que conta a história de Nerina, uma ovelha que é expulsa do rebanho por ter a cor diferente das outras. Porém, ao encontrar com lobos que resolvem usá-la para atrair e devorar as ovelhas que a expulsaram, Nerina toma uma atitude que mudará a vida de todas.

Dramaturgia baseada no livro ilustrado original de Michele Iacocca | Adaptação, concepção e direção: Sidnei Caria | Elenco: Camila Ivo, Lucas Luciano, Piva Silva, Sidnei Caria, Silas Caria e Yasmin Olí.

Dias 6 e 7, sábado e domingo, às 15h | Teatro Waldemar de Oliveira Verdi – Sesi | Duração: 50 minutos | Classificação etária: Livre |  GRÁTIS – Retirada de ingresso no local, com 1h de antecedência ao início do espetáculo.

 

INIMIGOS | Cia. De Feitos (São Paulo/SP)

Em algum lugar que poderia ser uma cidade, uma floresta ou um deserto, há dois buracos. Neles, dois soldados. Eles são inimigos. A guerra os colocou em lados opostos. E assim brincam de inimigos conforme ensinou o manual (que diz tudo sobre o inimigo). Os inimigos são exatamente iguais. Quase sempre assustados, com saudades das famílias, todos nervosos, com frio, calor e fome. Se por acaso um dia eles trocassem de lado, não mudaria nada, ninguém notaria, porque os de lá são iguais aos de acolá. Então, por que lutam?

Dramaturgia e direção: Carlos Canhameiro | Elenco: Artur Kon, Carla Massa, Giscard Luccas, Paula Mirhan, Paula Serra e Rui Barossi.

Dias 8 e 9, segunda e terça-feira, às 15h | Teatro Waldemar de Oliveira Verdi – Sesi | Duração: 55 minutos | Classificação etária: Livre | GRÁTIS – Retirada de ingresso no local, com 1h de antecedência ao início do espetáculo.

 

MARY E OS MONSTROS MARINHOS | Companhia Delas de Teatro (São Paulo/SP)

Em cena, a história de Mary Anning, famosa paleontóloga que viveu na Inglaterra no início do século XIX. Sua vida reúne peripécias dignas de um conto de fadas. Mas nessa fábula, a princesa é uma cientista que enfrenta os obstáculos com inteligência e determinação! De família pobre, Mary começou a trabalhar aos 12 anos, sobreviveu a tempestades e enfrentou perigosos deslizamentos de terra para fazer grandes descobertas. Estudou anatomia dissecando répteis em sua cozinha, e assim remontou o primeiro esqueleto de um ictiossauro, gigante monstro marinho da época dos dinossauros.

Dramaturgia original: Rhena de Faria, Cecília Magalhães, Julia lanina e Thaís Medeiros | Direção: Rhena de Faria | Elenco: Cecília Magalhães, Julia lanina e Thaís Medeiros.

Dias 11 e 12, quinta e sexta-feira, às 15h | Teatro Waldemar de Oliveira Verdi – Sesi | Duração: 60 minutos | Classificação etária: Livre | GRÁTIS – Retirada de ingresso no local, com 1h de antecedência ao início do espetáculo.

CENA RIO PRETO 

 

TEOREMAS | Grupo Kahlos

Um exercício extraficcional. As memórias da atriz Vanessa Cornélio são recriadas através da dramaturgia, caminho pelo qual a obra encontra seu conteúdo: a amnésia pós-traumática que a protagonista sofreu após o acidente automobilístico que lesionou sua medula. Os dias esquecidos são apresentados como novas e improváveis memórias que são metáforas para as memórias reais – intercalados a episódios sem gênese de personagem. São apresentados quatro momentos diversos, quatro teoremas da mesma pessoa, num jogo cênico onde se edita a realidade através da ficção.

Encenação e dramaturgia: Tauã Teixeira | Elenco: Vanessa Cornélio, Milton F. Verderi, Lucas Leal e Marcela Galhardo.

Dia 5, sexta-feira, às 23h | Swift – Vão Livre | Duração: 90 minutos | Classificação etária: 18 anos | GRÀTIS. Retirada de ingresso somente no dia, a partir das 15h, na bilheteria da Swift.

 

HUMALTERIDADE | Asa de Borboleta Performance Art

A obra pesquisa as construções do corpo performático limitado pela dificuldade de locomoção, inserindo-o numa perspectiva da alteridade. Busca provocar o espectador usando como fio condutor a noção da realidade do distinto, abordando o “estranho” enquanto percorre a fronteira cartográfica corpórea. A relação entre o espectador e o objeto artístico se desloca, então, de uma relação essencialmente estética para uma relação ritualística.

Direção e performance: Vanessa Cornélio.

Dia 5, sexta-feira, às 16h30 | Calçadão – Rua Jorge Tibiriçá esquina com Rua General Glicério | Dia 7, domingo, às 22h | Swift – Graneleiro | Dia 9, terça-feira, às 16h |   Associação das Pessoas com Deficiência – Acadef | Dia 10, quarta-feira, às 21h |    Praça Cacilda Becker (ao lado do Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto) | Duração: 30 minutos | Classificação etária: Livre (com exceção do Graneleiro – 18 anos) | GRÁTIS. Para a apresentação do dia 7/7, no Graneleiro, Retirada de ingresso somente no dia, a partir das 15h, na bilheteria da Swift.

 

CORPOMÁQUINA | Robo.art 

O corpo pós-humano interage e indexa-se com a tecnociência. Repensar o lugar do corpo na cena contemporânea exige que discutamos as mudanças estruturais e representacionais ligadas ao uso de novas tecnologias. O corpo pós-humano contaminado pelo devir-tecnológico, é um corpo-imagem transfigurado que descobre sua potência na inter-relação com o mundo.

Direção: Vinicius Dall’Acqua | Coreografia/performer: Vinicius Francês.

Dia 6, sábado, às 23h | Swift – Graneleiro | Duração: 40 minutos | Classificação etária: 18 anos | GRÁTIS. Retirada de ingresso somente no dia, a partir das 15h, na bilheteria da Swift.

IMPRUDÊNCIAS POÉTICAS | Cia. dos Pés

Com a licença poética de Mia Couto, a obra invade o horizonte da construção urbana e, com uma dança-poema, pausa o conturbado espaço de concreto. O trabalho é uma interferência poética, em que a dança serve de palavras para questionar os tantos muros construídos em função dos medos criados por nós. 

Inspirado nas obras As baleias de Quissico, A menina, as aves e o sangue e Murar o medo, de Mia Couto | Direção e roteiro: Angélica Zignani | Elenco: Mariane Cerilo e Daniel Neves.

Dia 7, domingo, às 17h30 | Praça São Sebastião – Distrito de Talhado | Dia 11, quinta-feira, às 17h30 | Praça dos Esportes e da Cultura – Distrito de Engenheiro Schmitt | Duração: 50 minutos | Classificação etária: 14 anos | GRÁTIS.

 

ALICE&BALTAZAR OU INDEVASSÁVEL | Homero Ferreira

Alice é uma jovem que se sente imóvel diante da dificuldade de encontrar um lugar para morar no Rio de Janeiro. Baltazar é rico, branco e herdeiro de empreendimentos imobiliários. Ele não imagina o que Alice planejou para chamar sua atenção, mas será atraído para dentro de um de seus apartamentos com vista para a Avenida Marquês de Sapucaí. Ela ama o Carnaval, ele só pensa em fugir, porém, o zelador Josias ajudará Alice a manter Baltazar imóvel. A janela, a avenida do samba, uma pá, o Carnaval e os 40m² compõem o lugar desse encontro.

Texto e direção: Homero Ferreira | Orientação: Carmem Gadelha | Elenco: Jasmin Sánchez, Lucas Garbois e Rodrigo Andrade.

Dia 11, quinta-feira, às 19h e 23h | Teatro Municipal Paulo Moura | Duração: 55 minutos | Classificação etária: 14 anos | Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (meia-entrada) e R$ 5,00.

 

NÃO TEM VÉU, NEM RÉU, TEM REVOLUÇÃO! | Manas no Coletivo

O coletivo teatral feminino apresenta a exposição “Expostas”, que retrata o processo de criação de seu primeiro espetáculo. Através de intervenções artísticas em fotografias produzidas durante o processo de construção da peça, a mostra aborda a infâmia do feminino perante a sociedade. Durante a exposição, o elenco fará intervenções com a apresentação de algumas cenas.

Fotografia, intervenção artística e concepção: Elissa Pomponio | Intervenções ao vivo de cenas: Amine Boccardio, Carol Sampaio, Fabiana Pezzotti e Lila Santiago | Produção: Fabiana Pezzotti e Denise Cristina.

Dia 11, quinta-feira, às 22h | Swift – Mezanino | Duração: 60 minutos | Classificação etária: 18 anos | GRÁTIS. Retirada de ingresso somente no dia, a partir das 15h, na bilheteria da Swift.

GRANELEIRO

Lugar de encontro com jornadas noturnas de celebração e troca de experiências entre público, artistas e participantes do Festival.

 

Retirada gratuita de ingressos na Bilheteria FIT na Swift – 1 (um) ingresso por pessoa.

Retirada apenas para o próprio dia.

Capacidade máxima: 800 pessoas.

Não será permitida a entrada de menores de 18 anos, mesmo que acompanhados de maior responsável.

 

 

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