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Adolescente é apreendido com nove tijolos de maconha na mala em ônibus

Durante fiscalização, menor de idade demonstrou enorme nervosismo, de acordo com o registro policial

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Divulgação/Ilustrativa
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Jovem de 17 anos foi apreendido com nove tijolos de maconha na bagagem de um ônibus interestadual nesta quarta-feira (23), em Rio Preto. De acordo com informações do registro policial, durante fiscalização de uma linha Campo Grande (MS) a Recife (PE), na alça de acesso da BR-153 para a rodovia Washington Luís (SP-310), o suspeito demonstrou enorme nervosismo e acabou abordado.

Solicitados os documentos pessoais, apenas apresentou um boletim de ocorrência feito no MS, o qual informava ter extraviada toda a documentação dele. Afirmou aos agentes “que estava trabalhando como em Dourados e que voltava para cidade natal, Cajueiro [AL]. Frisou que não tinha bagagem despachada e carregava apenas uma mochila”.

Mas, durante conferência com o motorista e na própria passagem do rapaz, havia prova de que ele tinha uma mala no transporte coletivo. Ao checarem o objeto, policiais localizaram no meio de roupas e pó de café, os citados nove tijolos de maconha. Novamente questionado, confessou “que comprou a droga em Dourados [sem revelar detalhes] e que revenderia em Cajueiro por valores entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil cada tijolo”.

Na mochila que adolescente carregava não havia nenhum material ilícito. Após conferir o boletim de ocorrência do Mato Grosso do Sul, militares descobriram que o envolvido mentiu sobre o ano que nasceu para poder embarcar no ônibus em uma viagem interestadual. Diante dos fatos, o jovem terminou encaminhado ao plantão policial. Exame pericial confirmou que as drogas eram mesmo maconha.

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Agentes prestaram depoimentos, mas o rapaz preferiu se utilizar do direito que todo cidadão tem de permanecer calado. O delegado de plantão determinou que se incluísse no registro a natureza ‘abandono de incapaz’ e os pais e /ou responsáveis por ele serão investigados, haja vista que “existem razoáveis indícios de que os pais ou responsáveis legais por ele tenham negligenciado na vigilância e cuidado, permitindo tal empreitada. Tal delito, a vitimar o próprio adolescente, merece maior e mais devida apuração, pelas autoridades alagoanas”, diz trecho da avaliação confirmada pelo delegado.

Como não há nenhum parente do envolvido em Rio Preto, o Conselho Tutelar foi acionado, mas a conselheira informou “não entender se o caso era da atribuição dela e que não compareceria ao plantão”. Por fim, a autoridade policial determinou pela manutenção do jovem apreendido. Ele foi enviado à Fundação Casa, que providenciará a apresentação dele ao órgão da Infância e Juventude, permanecendo à disposição da Justiça.

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