Cidades
Até instalação de câmeras, Guarda fará segurança no Bosque Municipal
Decisão foi tomada após o ataque no zoológico em Rio Preto que resultou na morte de cinco aves e outra gravemente ferida
Agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) ficarão responsáveis pela segurança do Bosque de Rio Preto até a instalação de um circuito de segurança com câmeras. A medida, confirmada pela assessoria da Prefeitura, foi tomada após um ex-funcionário do zoológico, armado com um estilingue, matar cinco aves e deixar outra gravemente ferida. Na quarta-feira, dia 18, o suspeito foi detido e liberado após prestar depoimento.
Ainda não há um prazo para a instalação dos equipamentos no bosque, pois haverá necessidades de algumas parcerias e licitações. Das seis aves atacadas, apenas uma permanece viva e sob cuidados médicos em um hospital veterinário do município. O urumutum sofreu uma fratura exposta e precisou passar por cirurgia, onde foi retirada a cabeça de seu fêmur direito. O quadro clínico do pássaro é delicado e necessita de cuidados.
De acordo com o delegado André Ayruth Balura, o caso será encaminhado ao 3° Distrito Policial e as investigações continuarão por lá. “Mesmo identificando o autor, nosso trabalho ainda continua. Aguardamos laudos da perícia que serão enviados pelo Instituto de Criminalista. Funcionários do bosque também nos enviarão documentos sobre cada pássaro ferido”, afirma.
Sobre o ataque
No dia 12 de janeiro o ex-funcionário municipal Acácio Aparecido Navaro, de 52 anos, foi até o Bosque armado com um estilingue. Usando bolas de gudes e chumbadas de pesca, ele atirou os artefatos várias vezes contra as aves. Logo após o ataque, ele fugiu. Três aves, duas jacupembas e um aracuã morreram ainda nas jaulas e outras três foram socorridas. Já no hospital veterinário o urubu-rei e um faisão também não resistiram aos ferimentos. Após ser comunicado sobre o caso, a Polícia Civil iniciou as investigações e chegou até o suspeito. Foi expedido um mandado de busca e apreensão na casa de Navaro, onde foram apreendidas três espingardas de pressão, 14 estilingues, um balde com bolas de gude e chumbas de pescas.
Questionado sobre o motivo que o levou a praticar tal matança, Navaro disse que foi um “momento de besteira. “Mexi com bichos a vida inteira, me arrependo muito do que fiz. Não devia ter feito. Foi aquele minuto de besteira. Quando percebi o que estava fazendo fugi por que estava com medo” conta.
O ex-funcionário disse foi demitido em dezembro de 2015 e afirma que a ação não foi uma retaliação. “Desde que fui demitido não consegui arrumar um emprego, no final do ano passado meu pai morreu e atualmente vivo com minha mãe, apenas com o salário dela. Podem olhar nossa geladeira, falta almoço há 15 dias. Nada do que aconteceu foi planejado e também não foi vingança, foi na verdade uma grande besteira. Tomo medicação para cabeça”, disse.
-
Política2 diasEstado diz que Rio Preto recusou verba para acolhimento de idosos
-
Cidades2 diasMulher perde R$ 293 mil após cair no golpe do falso advogado em Rio Preto
-
Cidades2 diasCriança de 3 anos morre após ser atropelada na região de Rio Preto
-
Cidades2 diasHomem é preso com mais de meio quilo de cocaína em Rio Preto
